IClass

Categoria: Ordem de serviço

  • Periodicidade da manutenção preventiva: como definir a frequência correta

    A periodicidade da manutenção preventiva determina com que frequência cada inspeção, ajuste, limpeza, lubrificação ou substituição programada deve ser realizada.

    A atividade pode ser executada diariamente, semanalmente, mensalmente, anualmente ou depois de determinada quantidade de horas, quilômetros, ciclos ou unidades produzidas.

    Definir esse intervalo de maneira inadequada pode gerar dois problemas.

    Quando a manutenção ocorre com pouca frequência, aumenta o risco de falhas entre as intervenções. Quando ocorre mais vezes do que o necessário, a empresa consome mão de obra, materiais e horas de indisponibilidade sem obter uma melhoria proporcional.

    Por isso, a periodicidade não deve ser escolhida apenas por costume ou conveniência. Ela precisa considerar recomendações do fabricante, criticidade, condições de uso, histórico, modos de falha e requisitos aplicáveis.

    Neste artigo, você entenderá como definir a frequência da manutenção preventiva, escolher o gatilho adequado, calcular próximas execuções e revisar os intervalos com base nos resultados.

    O que é periodicidade da manutenção preventiva?

    Periodicidade da manutenção preventiva é o intervalo estabelecido entre duas execuções programadas de uma atividade de manutenção.

    Ela responde à seguinte pergunta:

    Com que frequência essa atividade deve ser realizada?

    Alguns exemplos são:

    • Inspeção visual diária.
    • Limpeza semanal.
    • Lubrificação a cada 30 dias.
    • Revisão trimestral.
    • Substituição anual.
    • Inspeção a cada 500 horas.
    • Revisão a cada 10.000 quilômetros.
    • Verificação a cada 20.000 ciclos.
    • Manutenção após determinada quantidade produzida.
    • Inspeção quando um indicador atingir um limite.

    A periodicidade deve estar registrada no plano de manutenção e ser transformada em datas ou limites pelo cronograma preventivo.

    De acordo com a IBM, a manutenção preventiva baseada no tempo utiliza intervalos de calendário, muitas vezes definidos a partir das recomendações do fabricante. A manutenção também pode ser baseada na utilização do ativo, como horas ou quilômetros.

    Frequência, periodicidade e cronograma são a mesma coisa?

    Os conceitos estão relacionados, mas não possuem exatamente a mesma função.

    ConceitoFunçãoExemplo
    PeriodicidadeDefine o intervalo entre execuçõesA cada três meses
    FrequênciaIndica quantas vezes a atividade ocorre em determinado períodoQuatro vezes por ano
    GatilhoDetermina o que inicia a programaçãoTempo, horas ou quilômetros
    TolerânciaDefine o limite permitido para antecipação ou atrasoTrês dias
    CronogramaConverte a regra em datas ou períodos15/01, 15/04, 15/07 e 15/10
    Ordem de serviçoRegistra cada execuçãoOS preventiva de 15/04

    Na rotina das empresas, “frequência” e “periodicidade” costumam ser utilizadas como sinônimos.

    Entretanto, manter esses campos separados pode facilitar cálculos, análises e configurações no sistema.

    Por que definir a periodicidade corretamente?

    Uma frequência adequada ajuda a empresa a:

    • Reduzir falhas inesperadas.
    • Identificar desgaste antecipadamente.
    • Aumentar a disponibilidade dos equipamentos.
    • Planejar paradas.
    • Organizar materiais e ferramentas.
    • Distribuir a carga da equipe.
    • Controlar custos.
    • Atender recomendações técnicas.
    • Preservar garantias.
    • Melhorar a segurança.
    • Diminuir intervenções desnecessárias.
    • Organizar contratos de manutenção.
    • Gerar ordens de serviço automaticamente.
    • Comparar resultados entre períodos.
    • Atualizar o histórico do equipamento.

    A periodicidade também afeta diretamente o volume de trabalho.

    Se uma empresa possui 300 equipamentos e reduz uma atividade trimestral para mensal, o número teórico de execuções passa de 1.200 para 3.600 por ano.

    Antes de alterar um intervalo, é necessário avaliar o risco, o benefício esperado e a capacidade de execução.

    Quais são os tipos de periodicidade?

    Manutenção baseada no tempo

    Utiliza o tempo transcorrido como gatilho.

    Exemplos:

    • A cada sete dias.
    • Todo mês.
    • A cada três meses.
    • Semestralmente.
    • Uma vez por ano.
    • Sempre na primeira segunda-feira do mês.

    Esse modelo é indicado quando:

    • O desgaste ocorre mesmo sem uso intenso.
    • A atividade possui exigência de calendário.
    • O equipamento opera de forma relativamente constante.
    • Não existe um medidor confiável.
    • A condição pode mudar com envelhecimento ou exposição ambiental.
    • A inspeção precisa ocorrer em datas predefinidas.

    A manutenção baseada no tempo é simples de programar, mas pode antecipar intervenções em ativos pouco utilizados.

    Manutenção baseada no uso

    A atividade é programada conforme o consumo ou a utilização acumulada do equipamento.

    Os gatilhos podem ser:

    • Horas de funcionamento.
    • Quilômetros percorridos.
    • Ciclos realizados.
    • Partidas.
    • Unidades produzidas.
    • Toneladas processadas.
    • Quantidade de atendimentos.
    • Número de movimentos.
    • Volume transportado.

    Exemplos:

    • Lubrificar a cada 250 horas.
    • Revisar a cada 10.000 quilômetros.
    • Inspecionar a cada 50.000 ciclos.
    • Substituir um componente depois de determinada produção.

    A documentação da IBM sobre frequências preventivas apresenta tanto programações baseadas no tempo quanto em medidores de utilização.

    Esse método representa melhor a exposição real ao trabalho, mas depende da atualização correta do medidor.

    Manutenção baseada na condição

    Nesse modelo, a intervenção ocorre quando uma inspeção, medição ou monitoramento identifica mudança relevante na condição.

    Podem ser avaliados:

    • Vibração.
    • Temperatura.
    • Pressão.
    • Corrente elétrica.
    • Ruído.
    • Espessura.
    • Qualidade do óleo.
    • Vazão.
    • Folga.
    • Desgaste.
    • Desempenho.
    • Consumo de energia.

    A condição pode alterar o momento da intervenção, mas as inspeções utilizadas para detectá-la também precisam ter uma frequência definida.

    Por exemplo, o componente pode não ser substituído trimestralmente, mas sua condição pode ser verificada a cada 30 dias.

    Periodicidade combinada

    Utiliza dois ou mais gatilhos.

    Um exemplo comum é:

    Realizar a manutenção a cada seis meses ou 500 horas, o que ocorrer primeiro.

    Nesse caso:

    • Se o equipamento atingir 500 horas em quatro meses, a manutenção será antecipada.
    • Se o equipamento atingir apenas 300 horas em seis meses, o limite de calendário acionará a manutenção.

    Essa combinação protege contra uso intenso e contra deterioração causada pelo tempo. A IBM apresenta esse tipo de programação combinada em sua documentação de manutenção preventiva.

    Periodicidade por evento

    A execução ocorre depois de um acontecimento específico.

    Exemplos:

    • Após instalação.
    • Depois de uma mudança de local.
    • Após um longo período parado.
    • Antes da alta temporada.
    • Depois de uma intervenção corretiva.
    • Após contato com determinada condição ambiental.
    • Antes de devolver um equipamento alugado.
    • Depois de uma atualização.
    • No início ou encerramento de uma campanha operacional.

    Esse gatilho pode ser combinado com atividades periódicas.

    Periodicidade sazonal

    Considera épocas ou condições específicas do ano.

    Exemplos:

    • Revisar sistemas de climatização antes do verão.
    • Inspecionar coberturas antes do período de chuvas.
    • Revisar equipamentos antes do aumento sazonal de produção.
    • Preparar máquinas agrícolas antes do período de utilização.
    • Verificar sistemas de aquecimento antes do inverno.

    A sazonalidade não elimina outros intervalos. Ela complementa o plano quando a demanda, o ambiente ou o risco mudam ao longo do ano.

    Como definir a periodicidade da manutenção preventiva?

    1. Identifique o equipamento e a atividade

    Não defina uma única frequência para o equipamento inteiro.

    Um mesmo ativo pode possuir atividades diárias, mensais, semestrais e anuais.

    Exemplo:

    AtividadePeriodicidade inicial
    Inspeção visualDiária
    Limpeza externaSemanal
    Verificação de fixaçõesMensal
    LubrificaçãoPor horas de uso
    Revisão completaAnual

    A periodicidade deve ser relacionada a uma atividade ou modo de falha específico.

    2. Consulte o fabricante

    Reúna:

    • Manual de operação.
    • Manual de manutenção.
    • Plano recomendado.
    • Boletins técnicos.
    • Termos de garantia.
    • Lista de componentes.
    • Condições previstas de uso.
    • Limites de medição.
    • Orientações de lubrificação.
    • Recomendações de substituição.

    A recomendação do fabricante é um ponto inicial importante, mas precisa ser interpretada conforme as condições reais.

    Verifique se o intervalo informado considera:

    • Operação contínua ou intermitente.
    • Ambiente limpo ou contaminado.
    • Temperatura normal ou elevada.
    • Uso leve ou severo.
    • Equipamento novo ou envelhecido.
    • Medição em dias, horas, ciclos ou quilômetros.

    Quando existirem condições classificadas como severas, o próprio fabricante poderá estabelecer intervalos menores.

    3. Verifique requisitos obrigatórios

    Considere:

    • Legislação aplicável.
    • Normas técnicas.
    • Contratos.
    • Garantias.
    • Requisitos de clientes.
    • Exigências de seguradoras.
    • Licenças.
    • Procedimentos internos.
    • Requisitos de segurança.
    • Recomendações de profissionais legalmente habilitados.

    Quando houver uma frequência obrigatória, a empresa não deve ampliá-la apenas porque o histórico apresenta poucas falhas.

    Os responsáveis técnicos e jurídicos devem avaliar quais requisitos se aplicam à operação.

    4. Avalie a criticidade

    A criticidade demonstra a importância do equipamento e as consequências de sua falha.

    Analise impactos relacionados a:

    • Segurança.
    • Meio ambiente.
    • Produção.
    • Qualidade.
    • Atendimento ao cliente.
    • Patrimônio.
    • Custo.
    • Reputação.
    • Cumprimento de contratos.
    • Existência de equipamento reserva.
    • Tempo necessário para reparo.
    • Disponibilidade de peças.

    Equipamentos críticos podem exigir maior frequência de inspeção, monitoramento mais preciso ou redundância.

    Entretanto, criticidade alta não significa automaticamente executar todas as atividades com o menor intervalo possível. A tarefa precisa ser tecnicamente capaz de reduzir ou detectar o risco.

    5. Identifique os modos de falha

    Um modo de falha descreve como um componente pode deixar de desempenhar sua função.

    Exemplos:

    • Desgaste.
    • Obstrução.
    • Vazamento.
    • Perda de lubrificação.
    • Afrouxamento.
    • Contaminação.
    • Corrosão.
    • Aquecimento.
    • Fadiga.
    • Falha elétrica.
    • Desalinhamento.
    • Degradação de isolamento.
    • Perda de calibração.

    Para cada modo de falha, avalie:

    • Como ele se desenvolve.
    • Se pode ser identificado antecipadamente.
    • Qual é sua velocidade de evolução.
    • Qual atividade pode detectá-lo.
    • Quanto tempo existe para agir.
    • Qual é a consequência da falha.
    • Se uma atividade preventiva realmente é eficaz.

    Essa análise evita a criação de tarefas periódicas que não tratam nenhuma falha relevante.

    6. Considere as condições de operação

    Dois equipamentos iguais podem precisar de frequências diferentes.

    As condições que influenciam a periodicidade incluem:

    • Quantidade de horas trabalhadas.
    • Número de partidas e paradas.
    • Carga aplicada.
    • Velocidade.
    • Temperatura.
    • Umidade.
    • Poeira.
    • Produtos químicos.
    • Vibração externa.
    • Ambiente marítimo.
    • Operação externa.
    • Qualidade da energia.
    • Habilidade dos operadores.
    • Qualidade da instalação.
    • Histórico de sobrecarga.
    • Tempo parado.

    Por isso, copiar a periodicidade de outro equipamento sem comparar as condições pode gerar um plano inadequado.

    7. Analise o histórico

    Consulte:

    • Ordens preventivas anteriores.
    • Falhas entre intervenções.
    • Componentes substituídos.
    • Medições.
    • Itens reprovados em checklists.
    • Tempo entre falhas.
    • Custos.
    • Horas de parada.
    • Causas identificadas.
    • Reincidências.
    • Idade do equipamento.
    • Alterações no processo.
    • Resultados das inspeções.

    Se a maioria das inspeções não encontra alterações e as substituições retiram componentes em boas condições, o intervalo pode estar conservador demais.

    Se as falhas acontecem antes da próxima intervenção, o intervalo, a atividade ou a estratégia precisam ser revistos.

    8. Escolha o gatilho mais representativo

    Pergunte o que melhor representa o desgaste ou a exposição.

    SituaçãoGatilho possível
    Equipamento com uso constanteTempo
    Veículo com utilização variávelQuilometragem
    Gerador utilizado ocasionalmenteHoras e calendário
    Máquina de produçãoHoras, ciclos ou unidades
    Componente sujeito à deterioração ambientalTempo
    Equipamento com sensor confiávelCondição
    Ativo utilizado apenas em determinada épocaEvento ou sazonalidade

    O gatilho deve ser mensurável e atualizado com confiabilidade.

    9. Defina uma periodicidade inicial

    Quando o equipamento ainda não possui histórico suficiente, utilize:

    • Recomendação do fabricante.
    • Requisitos aplicáveis.
    • Informações de equipamentos semelhantes.
    • Experiência técnica documentada.
    • Avaliação de risco.
    • Condições de uso.
    • Dados fornecidos pelo operador.
    • Referências do setor.

    Registre que se trata de uma frequência inicial e determine uma data para revisão.

    10. Defina a tolerância

    A tolerância estabelece quanto a execução pode ser antecipada ou postergada sem ser classificada como descumprida.

    Exemplo:

    • Data prevista: 15 de agosto.
    • Tolerância: três dias.
    • Janela de execução: de 12 a 18 de agosto.

    A tolerância deve considerar:

    • Criticidade.
    • Tipo de atividade.
    • Intervalo.
    • Velocidade de deterioração.
    • Exigências obrigatórias.
    • Disponibilidade operacional.
    • Tempo necessário para agir.

    A chamada regra dos 10% é utilizada por algumas operações como critério de controle da programação. Por exemplo, uma atividade com intervalo de 30 dias teria uma janela equivalente a aproximadamente três dias. Essa regra não deve substituir requisitos técnicos, legais ou do fabricante.

    11. Teste a capacidade da equipe

    Calcule:

    • Quantidade de execuções.
    • Horas necessárias.
    • Técnicos disponíveis.
    • Competências exigidas.
    • Materiais.
    • Ferramentas.
    • Deslocamentos.
    • Janelas de parada.
    • Necessidade de terceiros.

    Uma periodicidade tecnicamente adequada precisa ser executável.

    Caso o volume ultrapasse a capacidade, a solução não deve ser simplesmente aumentar todos os intervalos. A empresa deve priorizar riscos, revisar tarefas sem utilidade, redistribuir o trabalho e avaliar os recursos necessários.

    12. Aprove e documente a regra

    Registre:

    • Equipamento.
    • Componente.
    • Atividade.
    • Gatilho.
    • Intervalo.
    • Unidade.
    • Data de referência.
    • Tolerância.
    • Fonte técnica.
    • Criticidade.
    • Responsável pela definição.
    • Data da aprovação.
    • Data da próxima revisão.
    • Versão do plano.

    Isso permite compreender por que aquela periodicidade foi escolhida.

    Tabela de periodicidade de manutenção preventiva

    A tabela abaixo apresenta exemplos de organização, não frequências universais.

    AtividadePossível gatilhoPeriodicidade ilustrativa
    Inspeção visualTempoDiária
    Limpeza externaTempoSemanal
    Verificação de fixaçõesTempoMensal
    LubrificaçãoUsoA cada 250 horas
    Inspeção de segurançaTempoMensal
    Revisão de veículoUso e tempoQuilometragem ou meses
    Inspeção de equipamento reservaTempoMensal
    Verificação de filtrosTempo ou condiçãoConforme uso e ambiente
    CalibraçãoTempoConforme plano aprovado
    Revisão completaTempo ou usoAnual ou por medidor

    As frequências reais devem ser definidas para cada equipamento e condição operacional.

    Uma “tabela padrão” encontrada na internet não deve substituir manual, análise técnica ou requisito aplicável.

    Como calcular a próxima manutenção?

    Periodicidade em dias

    Se a última manutenção foi executada em 10 de julho e o intervalo é de 30 dias:

    Próxima manutenção = 10 de julho + 30 dias

    No Excel, se a data estiver em A2 e o intervalo em dias em B2:

    =A2+B2

    Periodicidade em meses

    Se a frequência for mensal, somar 30 dias nem sempre preservará o dia do mês.

    Utilize:

    =DATA.MÊS(A2;B2)

    Nesse exemplo:

    • A2 contém a data de referência.
    • B2 contém a quantidade de meses.

    Para uma atividade trimestral, B2 será igual a 3.

    Periodicidade em horas

    Considere:

    • Última manutenção: 1.200 horas.
    • Intervalo: 500 horas.

    Próximo limite = 1.200 + 500 = 1.700 horas

    No Excel:

    =A2+B2

    Se a leitura atual estiver em C2, a quantidade restante poderá ser calculada por:

    =(A2+B2)-C2

    Periodicidade em quilômetros

    Considere:

    • Quilometragem da última revisão: 40.000 km.
    • Intervalo: 10.000 km.

    Próxima revisão = 50.000 km

    A empresa também pode aplicar um limite de tempo, como:

    A cada 10.000 km ou 12 meses, o que ocorrer primeiro.

    Estimativa da data por uso

    Quando o equipamento possui uma média de utilização, é possível estimar a data em que atingirá o próximo limite.

    Considere:

    • Horas restantes: 300.
    • Uso médio: 10 horas por dia.

    Dias estimados = 300 ÷ 10 = 30 dias

    No Excel:

    =SE(D2>0;C2/D2;"")

    Em que:

    • C2 contém as horas restantes.
    • D2 contém a média de uso diário.

    Essa data é apenas uma previsão. Mudanças no uso alteram o momento real.

    Data prevista ou data executada: qual usar?

    Existem duas maneiras principais de calcular a próxima manutenção.

    Programação fixa

    A próxima data utiliza o calendário originalmente planejado.

    Exemplo:

    • Data prevista: 10 de abril.
    • Execução real: 15 de abril.
    • Intervalo: um mês.
    • Próxima data: 10 de maio.

    Esse modelo evita que os atrasos sejam incorporados permanentemente ao calendário.

    Programação flutuante

    A próxima data é calculada a partir da conclusão real.

    Exemplo:

    • Execução real: 15 de abril.
    • Intervalo: um mês.
    • Próxima data: 15 de maio.

    Esse modelo preserva o intervalo completo entre duas execuções.

    A Fiix apresenta a diferença entre programações fixas e flutuantes. A escolha depende da atividade, do risco e da forma de operação.

    A empresa deve configurar essa regra claramente. Caso contrário, atrasos poderão aproximar ou afastar manutenções futuras sem controle.

    Frequência mensal significa a cada 30 dias?

    Nem sempre.

    Um intervalo de 30 dias gera uma sequência diferente de uma programação mensal porque os meses possuem 28, 29, 30 ou 31 dias.

    Exemplo:

    • Uma atividade iniciada em 31 de janeiro e programada a cada 30 dias não será executada sempre no último dia do mês.
    • Uma atividade mensal pode ser configurada para ocorrer no mesmo dia de cada mês ou no último dia disponível.

    Por isso, diferencie:

    • A cada 30 dias.
    • Uma vez por mês.
    • No último dia do mês.
    • Na primeira segunda-feira do mês.
    • A cada mês desde a conclusão anterior.

    Essas regras não produzem necessariamente as mesmas datas.

    Como definir a frequência de inspeções por condição?

    A inspeção deve acontecer com tempo suficiente para:

    1. Identificar a degradação.
    2. Analisar o resultado.
    3. Planejar a intervenção.
    4. Obter peças e recursos.
    5. Executar a ação antes da falha funcional.

    O intervalo P-F representa o período entre o momento em que uma falha potencial pode ser identificada e o momento da falha funcional.

    A frequência de inspeção precisa ser menor do que esse intervalo. Caso contrário, a deterioração poderá começar e chegar à falha entre duas verificações.

    Esse conceito não gera uma frequência universal. O intervalo depende:

    • Do modo de falha.
    • Da tecnologia de detecção.
    • Da velocidade de deterioração.
    • Das condições de uso.
    • Do tempo necessário para responder.
    • Da qualidade das medições.
    • Da criticidade.

    A definição deve ser feita por profissionais com conhecimento sobre o equipamento e a técnica utilizada.

    Como revisar a periodicidade?

    A frequência não deve permanecer inalterada durante toda a vida do equipamento.

    A Fiix recomenda auditar o programa preventivo para verificar se as atividades corretas estão sendo feitas no momento adequado e de maneira eficiente.

    Sinais de que o intervalo pode estar longo demais

    • Falhas recorrentes antes da próxima manutenção.
    • Componentes chegando ao limite antes da intervenção.
    • Crescimento de corretivas.
    • Aumento de paradas inesperadas.
    • Muitas reprovações críticas nos checklists.
    • Medições mudando rapidamente.
    • Perda de desempenho.
    • Alteração das condições de uso.
    • Aumento da carga ou das horas trabalhadas.
    • Descumprimento de requisitos.

    Nesses casos, pode ser necessário:

    • Reduzir o intervalo.
    • Alterar o gatilho.
    • Melhorar a atividade.
    • Aumentar o monitoramento.
    • Revisar o procedimento.
    • Investigar a causa da degradação.

    Sinais de que o intervalo pode estar curto demais

    • Inspeções repetidamente sem alterações.
    • Componentes substituídos em boas condições.
    • Ausência de falhas relacionadas entre as intervenções.
    • Baixa utilização do equipamento.
    • Atividades sem impacto identificável.
    • Custos preventivos excessivos.
    • Muitas horas de parada para pouco resultado.
    • Equipe sobrecarregada com tarefas de baixo valor.

    Esses sinais não autorizam automaticamente o aumento da periodicidade. Antes da mudança, avalie riscos, requisitos, recomendações e qualidade dos dados.

    Processo para alterar uma periodicidade

    1. Identificar a atividade.
    2. Reunir o histórico.
    3. Avaliar falhas relacionadas.
    4. Verificar requisitos obrigatórios.
    5. Comparar as condições de operação.
    6. Avaliar o risco da mudança.
    7. Definir o novo intervalo.
    8. Obter aprovação técnica.
    9. Atualizar plano e cronograma.
    10. Acompanhar os resultados.
    11. Manter registro da versão anterior.
    12. Reverter a mudança se o desempenho piorar.

    A alteração precisa possuir justificativa documentada.

    Indicadores para avaliar a frequência

    Cumprimento da manutenção preventiva

    Cumprimento (%) = ordens concluídas dentro da tolerância ÷ ordens previstas × 100

    Esse indicador mostra se as atividades programadas estão sendo realizadas no período correto.

    Falhas entre manutenções

    Apresenta quantas falhas relacionadas ocorreram antes da próxima execução prevista.

    Uma frequência pode parecer adequada no calendário, mas não ser suficiente para prevenir ou identificar determinados problemas.

    Corretivas geradas pelas inspeções

    Mostra quantas inspeções preventivas encontraram condições que exigiram correção.

    Quando nunca há nenhuma descoberta, a empresa deve avaliar se:

    • O equipamento está realmente em boas condições.
    • A frequência está excessiva.
    • O checklist é superficial.
    • As respostas não estão sendo registradas corretamente.

    Percentual de itens reprovados

    Reprovação (%) = itens não conformes ÷ itens avaliados × 100

    A evolução desse indicador ajuda a identificar mudanças na condição do equipamento.

    Custo preventivo por equipamento

    Inclui:

    • Mão de obra.
    • Materiais.
    • Serviços de terceiros.
    • Deslocamentos.
    • Horas de parada.
    • Ferramentas específicas.

    O custo deve ser comparado com o risco e os resultados obtidos.

    Emergências relacionadas

    Apresenta quantas manutenções emergenciais ocorreram em modos de falha que deveriam ser tratados pelo plano preventivo.

    Tempo médio entre falhas

    O MTBF pode ajudar a observar mudanças no comportamento do equipamento.

    Entretanto, ele não deve ser utilizado isoladamente para definir todas as frequências. Falhas diferentes possuem mecanismos e consequências diferentes.

    Percentual de manutenção no prazo

    Utilize uma regra clara para determinar o que significa “no prazo”.

    Uma OS concluída depois da data prevista, mas dentro da tolerância, pode ser classificada como cumprida. Fora da tolerância, deve permanecer identificada como atrasada.

    Periodicidade no Excel

    Uma planilha pode utilizar as seguintes colunas:

    • Equipamento.
    • Código.
    • Componente.
    • Atividade.
    • Tipo de gatilho.
    • Periodicidade.
    • Unidade.
    • Data da última execução.
    • Medidor da última execução.
    • Data prevista.
    • Próximo limite.
    • Leitura atual.
    • Tolerância.
    • Situação.
    • Fonte técnica.
    • Responsável.
    • Data de revisão.

    Para calcular a próxima data em meses:

    =DATA.MÊS(H2;F2)

    Para calcular o próximo limite de uso:

    =I2+F2

    Para classificar uma atividade pela data, considerando a próxima execução em J2:

    =SE(J2<HOJE();"ATRASADA";SE(J2<=HOJE()+7;"PRÓXIMA";"PROGRAMADA"))

    Para calcular o percentual de consumo do intervalo, considerando:

    • Último medidor em I2.
    • Medidor atual em L2.
    • Periodicidade em F2.

    Utilize:

    =(L2-I2)/F2

    Formate o resultado como percentual.

    Uma atividade acima de 100% do intervalo já atingiu ou ultrapassou o gatilho de utilização.

    Exemplos de periodicidade

    Equipamento industrial

    Um plano pode combinar:

    • Inspeção visual diária.
    • Limpeza semanal.
    • Verificação mensal de fixações.
    • Lubrificação por horas de uso.
    • Inspeção de segurança trimestral.
    • Revisão anual.

    As frequências dependem do equipamento, da carga e do ambiente.

    Veículo

    Os gatilhos podem incluir:

    • Quilometragem.
    • Meses.
    • Condição do componente.
    • Tipo de utilização.
    • Ambiente.
    • Orientação do fabricante.

    Em veículos com utilização variável, combinar quilômetros e tempo ajuda a evitar que um ativo pouco utilizado fique longos períodos sem inspeção.

    Sistema de climatização

    A periodicidade pode considerar:

    • Horas de funcionamento.
    • Ocupação do ambiente.
    • Qualidade do ar.
    • Poeira.
    • Condições externas.
    • Recomendação do fabricante.
    • Projeto.
    • Plano aprovado.
    • Requisitos aplicáveis.

    Equipamentos iguais instalados em ambientes diferentes podem exigir intervalos distintos.

    Equipamento alugado

    Além do tempo e do uso, o plano pode incluir eventos:

    • Antes da entrega.
    • Após a devolução.
    • Depois de mudança de cliente.
    • Antes de nova locação.
    • Após ocorrência informada.
    • Quando o medidor atingir o limite.

    Equipamento reserva

    Mesmo que seja pouco utilizado, pode precisar de:

    • Inspeções de conservação.
    • Testes funcionais.
    • Verificação da bateria.
    • Controle de fluidos.
    • Proteção contra deterioração.
    • Acionamentos periódicos.
    • Revisão antes da entrada em operação.

    A frequência não deve depender apenas das horas trabalhadas.

    Erros comuns ao definir a periodicidade

    Copiar a frequência de outro equipamento

    Mesmo equipamentos iguais podem trabalhar em ambientes e cargas diferentes.

    Utilizar apenas o calendário

    Ativos com uso variável podem receber manutenção cedo ou tarde demais quando as horas e os ciclos são ignorados.

    Utilizar apenas o medidor

    Alguns componentes se deterioram pelo tempo, mesmo quando o equipamento está parado.

    Não consultar o fabricante

    A empresa perde uma referência técnica importante e pode afetar a garantia.

    Ignorar requisitos obrigatórios

    A periodicidade é ampliada sem verificar obrigações legais, técnicas ou contratuais.

    Definir a mesma frequência para todas as tarefas

    Cada componente e modo de falha pode exigir um intervalo diferente.

    Reduzir intervalos sem avaliar capacidade

    O plano gera mais trabalho do que a equipe consegue executar.

    Aumentar intervalos apenas para reduzir atrasos

    A mudança melhora artificialmente o indicador, mas pode aumentar o risco operacional.

    Não atualizar os medidores

    A manutenção baseada no uso perde confiabilidade quando horas e quilômetros estão desatualizados.

    Não definir uma data de referência

    O sistema não sabe de qual execução deverá calcular o próximo vencimento.

    Confundir mês com 30 dias

    As próximas datas se deslocam ao longo do calendário.

    Não definir tolerância

    Qualquer atraso, mesmo pequeno, recebe o mesmo tratamento de uma execução muito atrasada.

    Não relacionar a frequência ao modo de falha

    A atividade é realizada periodicamente, mas não reduz nem detecta um risco específico.

    Nunca revisar a periodicidade

    Mudanças de uso, idade, ambiente e histórico não são incorporadas ao plano.

    Alterar sem documentar

    A empresa não consegue explicar por que a frequência foi reduzida ou ampliada.

    Como um sistema ajuda a controlar as periodicidades?

    Um sistema de manutenção ou de ordem de serviço pode:

    • Cadastrar diferentes planos por equipamento.
    • Utilizar periodicidades em dias, semanas, meses ou anos.
    • Controlar horas, quilômetros e ciclos.
    • Combinar tempo e utilização.
    • Estimar datas conforme o consumo.
    • Gerar ordens automaticamente.
    • Aplicar programação fixa ou flutuante.
    • Definir tolerâncias.
    • Alertar sobre próximas execuções.
    • Identificar atividades atrasadas.
    • Atualizar a próxima manutenção após a conclusão.
    • Controlar checklists.
    • Registrar medições e evidências.
    • Relacionar falhas e corretivas.
    • Manter histórico de alterações.
    • Gerar indicadores.
    • Distribuir as ordens entre técnicos.
    • Comparar carga prevista e capacidade.

    O sistema não deve escolher sozinho uma frequência sem critérios técnicos. Sua função é aplicar, controlar e fornecer dados para revisar as regras definidas.

    Conclusão

    A periodicidade da manutenção preventiva define com que frequência cada atividade deverá ser realizada.

    Ela pode utilizar tempo, horas, quilômetros, ciclos, condição, eventos ou uma combinação de diferentes gatilhos.

    A definição deve começar pelas recomendações do fabricante e pelos requisitos aplicáveis. Depois, precisa considerar criticidade, modos de falha, condições de operação, histórico e capacidade da equipe.

    Não existe uma frequência única que sirva para todos os equipamentos. Até ativos do mesmo modelo podem precisar de intervalos diferentes quando trabalham com cargas, ambientes ou níveis de utilização distintos.

    A periodicidade também não deve ser tratada como uma regra permanente. Os resultados das ordens de serviço, checklists, medições, falhas e custos precisam ser analisados para confirmar se cada atividade está ocorrendo no momento adequado.

    O objetivo não é realizar o maior número possível de manutenções. É executar a atividade correta, no intervalo necessário, antes que o risco se transforme em uma falha relevante.

  • Checklist de manutenção preventiva: como criar e aplicar

    O checklist de manutenção preventiva organiza as verificações e atividades que precisam ser executadas durante a inspeção, conservação ou revisão de um equipamento.

    Ele orienta o técnico, padroniza o atendimento e reduz o risco de etapas importantes serem esquecidas.

    Entretanto, um checklist eficiente não deve funcionar apenas como uma lista de caixas para marcar. Cada item precisa indicar claramente o que deve ser verificado, qual resultado é esperado e o que fazer quando uma anormalidade for encontrada.

    Também é importante registrar medições, observações, fotos, materiais utilizados e a identificação do profissional responsável pela execução.

    Neste artigo, você aprenderá como criar um checklist de manutenção preventiva, definir perguntas objetivas, estabelecer critérios de aceitação e relacionar o formulário à ordem de serviço e ao histórico do equipamento.

    O que é um checklist de manutenção preventiva?

    O checklist de manutenção preventiva é uma lista padronizada de tarefas, verificações e medições que devem ser realizadas durante uma manutenção programada.

    Ele pode ser utilizado para:

    • Inspecionar componentes.
    • Confirmar condições de funcionamento.
    • Verificar dispositivos de segurança.
    • Registrar medições.
    • Identificar desgaste.
    • Controlar limpeza e lubrificação.
    • Confirmar ajustes.
    • Registrar substituições.
    • Testar o equipamento.
    • Documentar anormalidades.
    • Coletar evidências.
    • Orientar a liberação do ativo.

    A IBM define os checklists preventivos como documentos padronizados que relacionam tarefas de manutenção para diferentes tipos de ativos. Eles ajudam a garantir consistência na execução e na identificação antecipada de problemas.

    O conteúdo deve ser adaptado ao equipamento, ao ambiente, ao risco e ao tipo de intervenção. Um único formulário genérico dificilmente atenderá máquinas, veículos, instalações elétricas e sistemas de climatização com a mesma qualidade.

    Para que serve o checklist de manutenção?

    O checklist ajuda a transformar o conhecimento técnico e as recomendações de manutenção em um processo repetível.

    Entre suas principais funções estão:

    • Padronizar a execução.
    • Evitar o esquecimento de etapas.
    • Orientar profissionais menos experientes.
    • Registrar as condições encontradas.
    • Confirmar a realização das tarefas.
    • Facilitar auditorias.
    • Criar histórico do equipamento.
    • Comparar resultados entre períodos.
    • Identificar mudanças de condição.
    • Registrar medições.
    • Comprovar o atendimento.
    • Melhorar a qualidade das ordens de serviço.
    • Apoiar decisões sobre reparos.
    • Gerar ações corretivas.
    • Acompanhar itens reprovados.
    • Reunir fotos, assinaturas e evidências.
    • Melhorar a segurança da execução.
    • Apoiar a revisão do plano preventivo.

    A lista também contribui para que diferentes técnicos realizem a manutenção seguindo os mesmos critérios.

    Isso não elimina a necessidade de conhecimento técnico. O checklist orienta o trabalho, mas não substitui procedimentos, manuais, treinamento, análise de risco ou profissionais qualificados.

    Checklist, plano, cronograma e ordem de serviço

    Esses elementos fazem parte do mesmo processo, mas possuem funções diferentes.

    ElementoFunção
    Plano de manutençãoDefine quais atividades devem ser realizadas e com qual frequência
    CronogramaDistribui as execuções ao longo do tempo
    Ordem de serviçoAutoriza, organiza e registra um atendimento específico
    ChecklistOrienta e documenta as verificações realizadas
    ProcedimentoExplica tecnicamente como executar determinada atividade
    HistóricoReúne os resultados das intervenções anteriores

    Por exemplo, o plano pode estabelecer uma inspeção mensal em um compressor.

    O cronograma apresenta quando ela deverá ocorrer. A OS identifica a execução daquele mês. O checklist orienta as verificações, enquanto o histórico reúne medições, observações e problemas encontrados.

    Quais são os tipos de checklist de manutenção?

    Checklist de inspeção

    É utilizado para avaliar a condição do equipamento sem necessariamente realizar uma intervenção completa.

    Pode incluir:

    • Estado externo.
    • Vazamentos.
    • Ruídos.
    • Vibrações.
    • Temperatura.
    • Fixações.
    • Proteções.
    • Cabos.
    • Mangueiras.
    • Sinalização.
    • Instrumentos.
    • Condições do ambiente.

    Checklist de execução

    Apresenta uma sequência de atividades que precisam ser realizadas.

    Exemplos:

    • Limpar o componente.
    • Lubrificar o ponto indicado.
    • Ajustar a fixação.
    • Substituir o filtro.
    • Verificar conexões.
    • Testar o funcionamento.
    • Registrar a medição.
    • Limpar a área de trabalho.

    Checklist de aprovação ou reprovação

    Cada item possui um critério que permite classificar o resultado.

    As respostas podem ser:

    • Conforme.
    • Não conforme.
    • Não aplicável.
    • Não verificado.

    Também podem ser utilizados:

    • Aprovado.
    • Reprovado.
    • Requer acompanhamento.
    • Requer ação imediata.

    Checklist de medição

    É utilizado quando o resultado precisa ser registrado numericamente.

    Exemplos:

    • Temperatura.
    • Pressão.
    • Corrente.
    • Tensão.
    • Vibração.
    • Folga.
    • Vazão.
    • Espessura.
    • Quilometragem.
    • Horas de funcionamento.

    Nesse caso, o formulário deve apresentar a unidade e, quando aplicável, o intervalo aceitável.

    Checklist de segurança

    Organiza verificações relacionadas às condições necessárias para a execução segura.

    Pode incluir:

    • Autorização do serviço.
    • Isolamento da área.
    • Identificação dos riscos.
    • Condição das ferramentas.
    • Equipamentos de proteção.
    • Bloqueios necessários.
    • Sinalização.
    • Liberação do equipamento.

    Esses itens devem ser definidos conforme os riscos, procedimentos internos e requisitos aplicáveis. Uma lista genérica não substitui uma avaliação de segurança.

    Checklist de encerramento

    Confirma se o atendimento pode ser concluído.

    Exemplos:

    • Ferramentas retiradas.
    • Proteções reinstaladas.
    • Materiais recolhidos.
    • Área limpa.
    • Equipamento testado.
    • Operação restabelecida.
    • Responsável informado.
    • Pendências registradas.
    • Evidências anexadas.
    • Assinatura coletada.

    Quais informações devem constar no checklist?

    Identificação da ordem de serviço

    Inclua:

    • Número da OS.
    • Tipo de manutenção.
    • Data prevista.
    • Data de início.
    • Data de conclusão.
    • Técnico responsável.
    • Equipe ou fornecedor.
    • Solicitante.
    • Unidade ou cliente.

    Identificação do equipamento

    O formulário deve indicar claramente qual ativo está sendo atendido.

    Registre:

    • Nome do equipamento.
    • Código ou patrimônio.
    • Marca.
    • Modelo.
    • Número de série.
    • Localização.
    • Setor.
    • Criticidade.
    • Horímetro, odômetro ou outro medidor.

    Instrução de cada item

    Cada pergunta deve utilizar uma linguagem clara e objetiva.

    Compare:

    Item genéricoItem mais objetivo
    Verificar equipamentoVerificar se existem vazamentos visíveis
    Conferir motorRegistrar a temperatura do motor após 10 minutos de operação
    Avaliar correiasVerificar desgaste, trincas e tensão das correias
    Testar segurançaAcionar o dispositivo de parada conforme o procedimento
    Verificar limpezaConfirmar se as entradas de ventilação estão desobstruídas

    O técnico precisa entender o que deverá observar ou executar sem depender de interpretações diferentes.

    Tipo de resposta

    Defina a resposta adequada para cada item.

    TipoExemplo de uso
    Sim ou nãoProteção instalada
    Conforme ou não conformeEstado de uma conexão
    Seleção únicaCondição geral do componente
    Seleção múltiplaTipos de defeitos encontrados
    NúmeroTemperatura ou pressão
    TextoDescrição de anormalidade
    FotoEvidência da condição
    AssinaturaConfirmação do responsável

    Nem todas as perguntas devem utilizar a mesma resposta.

    Critério de aceitação

    Uma medição sem referência pode ter pouca utilidade.

    Sempre que possível, informe:

    • Valor esperado.
    • Faixa permitida.
    • Unidade.
    • Limite mínimo.
    • Limite máximo.
    • Condição visual aceitável.
    • Referência do procedimento.
    • Ação para resultado fora do padrão.

    Exemplo:

    Pergunta: registrar a temperatura do componente.
    Unidade: °C.
    Faixa definida: conforme especificação técnica cadastrada.
    Ação: impedir o encerramento sem observação quando o valor estiver fora do limite.

    Os limites devem ser definidos por profissionais qualificados a partir de manuais, projetos, histórico, recomendações técnicas e requisitos aplicáveis.

    Evidências

    O checklist pode solicitar:

    • Foto geral.
    • Foto do componente.
    • Foto da identificação.
    • Foto da medição.
    • Documento.
    • Assinatura.
    • Localização.
    • Data e horário.
    • Identificação automática do usuário.

    A evidência deve possuir uma finalidade clara. Exigir muitas fotos repetidas aumenta o tempo de atendimento sem necessariamente melhorar o controle.

    Tratamento de anormalidades

    O formulário precisa indicar o que acontece quando um item é reprovado.

    As possibilidades incluem:

    • Registrar uma observação obrigatória.
    • Exigir fotografia.
    • Comunicar o responsável.
    • Criar uma pendência.
    • Gerar uma solicitação.
    • Abrir uma OS corretiva.
    • Impedir a liberação.
    • Encaminhar para aprovação.
    • Programar nova inspeção.

    Identificar um problema sem acompanhar sua resolução reduz o valor do checklist.

    Como criar um checklist de manutenção preventiva?

    1. Identifique o equipamento e o objetivo

    Comece definindo:

    • Qual equipamento será atendido.
    • Qual é o tipo de manutenção.
    • Qual é o objetivo da inspeção.
    • Qual é a frequência.
    • Quem executará o serviço.
    • Em quais condições ele será realizado.

    Um checklist de inspeção diária não deve ter o mesmo nível de detalhamento de uma revisão semestral.

    2. Consulte as fontes técnicas

    Reúna:

    • Manual do fabricante.
    • Plano de manutenção.
    • Procedimentos internos.
    • Histórico de falhas.
    • Ordens anteriores.
    • Recomendações técnicas.
    • Projetos.
    • Garantias.
    • Requisitos legais e contratuais aplicáveis.
    • Experiência dos técnicos.
    • Informações dos operadores.

    Modelos encontrados na internet podem servir como referência, mas precisam ser adaptados. A própria OSHA, ao apresentar listas de inspeção para veículos industriais, orienta que elas sejam ajustadas ao ambiente, às especificações e às recomendações do fabricante.

    3. Divida o equipamento em sistemas

    Organize o checklist por grupos.

    Exemplo:

    • Identificação.
    • Condições externas.
    • Estrutura.
    • Sistema elétrico.
    • Sistema mecânico.
    • Lubrificação.
    • Segurança.
    • Instrumentação.
    • Funcionamento.
    • Limpeza.
    • Encerramento.

    Essa organização facilita o preenchimento e reduz deslocamentos desnecessários durante a inspeção.

    4. Liste os modos de falha relevantes

    Considere os problemas que podem ocorrer em cada componente.

    Exemplos:

    • Desgaste.
    • Folga.
    • Vazamento.
    • Corrosão.
    • Aquecimento.
    • Ruído.
    • Vibração.
    • Obstrução.
    • Quebra.
    • Contaminação.
    • Falha de fixação.
    • Perda de pressão.
    • Falha de comunicação.
    • Erro de leitura.

    O checklist deve priorizar condições que possam ser identificadas durante aquela intervenção.

    5. Transforme as verificações em perguntas objetivas

    Uma pergunta deve abordar preferencialmente uma condição por vez.

    Evite:

    Verifique limpeza, fixação, ruído, temperatura e funcionamento do equipamento.

    Prefira separar:

    • As superfícies externas estão limpas?
    • As fixações visíveis estão em condição adequada?
    • Existem ruídos anormais durante o teste?
    • Qual foi a temperatura registrada?
    • O equipamento funcionou conforme o teste previsto?

    Isso permite identificar exatamente qual item foi reprovado.

    6. Organize a sequência de execução

    Coloque as perguntas na ordem em que o trabalho deverá acontecer.

    Uma estrutura possível é:

    1. Confirmar a identificação.
    2. Verificar as condições iniciais.
    3. Registrar o medidor.
    4. Realizar a inspeção externa.
    5. Executar as atividades programadas.
    6. Fazer medições.
    7. Realizar testes.
    8. Registrar anormalidades.
    9. Verificar as condições finais.
    10. Confirmar a liberação.

    A Fiix diferencia checklists de aprovação ou reprovação e listas com etapas sequenciais. A escolha depende do tipo de tarefa e do resultado que precisa ser controlado.

    7. Defina critérios e respostas

    Para cada item, determine:

    • Tipo de resposta.
    • Obrigatoriedade.
    • Unidade de medida.
    • Limites aplicáveis.
    • Necessidade de comentário.
    • Necessidade de foto.
    • Condição para reprovação.
    • Ação necessária.

    Não utilize somente o campo “OK” para todas as verificações.

    8. Defina as regras de anormalidade

    Exemplo de fluxo:

    1. O técnico marca o item como não conforme.
    2. O sistema solicita uma descrição.
    3. Uma foto se torna obrigatória.
    4. O responsável é comunicado.
    5. A anormalidade é classificada.
    6. Uma OS corretiva pode ser criada.
    7. A pendência permanece aberta até a resolução.

    Itens diferentes podem exigir tratamentos diferentes.

    9. Faça um teste em campo

    Antes de liberar o checklist para toda a equipe:

    • Aplique-o em um equipamento real.
    • Observe o tempo de preenchimento.
    • Identifique perguntas confusas.
    • Verifique a ordem dos itens.
    • Teste os campos obrigatórios.
    • Confira as unidades.
    • Avalie a qualidade das fotos.
    • Verifique se as reprovações geram ações.
    • Consulte o técnico que realizou o teste.

    O formulário deve ser revisado a partir da experiência prática.

    10. Treine a equipe

    Explique:

    • O objetivo do checklist.
    • Como interpretar cada resposta.
    • Quando marcar “não aplicável”.
    • Como registrar medições.
    • Quando anexar fotos.
    • Como comunicar anormalidades.
    • Quem pode aprovar uma exceção.
    • Como concluir a ordem.

    Sem padronização, dois profissionais podem responder ao mesmo item de maneiras diferentes.

    11. Controle versões

    Registre:

    • Código do checklist.
    • Número da versão.
    • Data de aprovação.
    • Responsável pela elaboração.
    • Responsável pela revisão.
    • Data da última alteração.
    • Equipamentos aos quais se aplica.

    Quando uma nova versão entrar em vigor, evite que formulários antigos continuem sendo utilizados.

    12. Revise os resultados

    Analise periodicamente:

    • Itens mais reprovados.
    • Perguntas sempre marcadas como não aplicáveis.
    • Campos frequentemente deixados em branco.
    • Diferenças entre técnicos.
    • Tempo de preenchimento.
    • Corretivas geradas.
    • Falhas ocorridas após respostas conformes.
    • Medições fora do limite.
    • Fotos sem utilidade.
    • Perguntas que não apoiam nenhuma decisão.

    O checklist deve evoluir conforme o histórico e as condições da operação.

    Modelo de checklist de manutenção preventiva

    Um modelo inicial pode conter os seguintes campos:

    CampoFinalidade
    Código do checklistIdentificar o formulário
    VersãoControlar alterações
    Número da OSRelacionar a execução
    EquipamentoIdentificar o ativo
    PatrimônioDiferenciar equipamentos semelhantes
    LocalizaçãoRegistrar onde o serviço ocorreu
    Data e horárioControlar a execução
    TécnicoIdentificar o responsável
    GrupoOrganizar as perguntas
    ItemApresentar a verificação
    Tipo de respostaPadronizar o preenchimento
    ResultadoRegistrar a condição encontrada
    Valor medidoArmazenar medições
    UnidadeInformar a unidade utilizada
    LimiteApresentar o critério esperado
    ObservaçãoDescrever detalhes
    FotoArmazenar evidências
    AnormalidadeIndicar se existe problema
    Ação necessáriaDefinir o próximo passo
    OS corretivaRelacionar o reparo
    AprovaçãoRegistrar a validação
    AssinaturaConfirmar a execução

    Exemplo preenchido

    GrupoItem verificadoRespostaResultadoAção
    IdentificaçãoCódigo do equipamento confere com a OS?Sim ou nãoSimNenhuma
    Condição externaExistem vazamentos visíveis?Sim ou nãoNãoNenhuma
    EstruturaFixações externas estão adequadas?Conforme ou não conformeNão conformeRegistrar foto e abrir pendência
    FuncionamentoExistem ruídos anormais?Sim ou nãoNãoNenhuma
    MediçãoRegistrar a temperaturaNúmero em °C62 °CComparar com o limite cadastrado
    SegurançaProteções estão instaladas?Conforme ou não conformeConformeNenhuma
    EncerramentoEquipamento foi testado após o serviço?Sim ou nãoSimRegistrar resultado
    LiberaçãoEquipamento pode voltar à operação?SeleçãoLiberado com pendênciaComunicar responsável

    Os itens e critérios devem ser adaptados ao equipamento e aprovados pela equipe responsável.

    Exemplo de checklist para máquinas e equipamentos

    Identificação e condições iniciais

    • Confirmar o código do equipamento.
    • Registrar o medidor atual.
    • Informar se o equipamento estava em funcionamento.
    • Registrar defeitos relatados pelo operador.
    • Verificar a condição geral da área.
    • Confirmar a autorização para o atendimento.

    Inspeção visual

    • Verificar vazamentos.
    • Inspecionar fixações acessíveis.
    • Verificar sinais de desgaste.
    • Inspecionar cabos e conexões visíveis.
    • Verificar proteções.
    • Avaliar ruídos ou vibrações anormais.
    • Verificar condições de limpeza.
    • Inspecionar sinais de corrosão.

    Atividades preventivas

    • Realizar a limpeza prevista.
    • Executar a lubrificação indicada.
    • Verificar níveis aplicáveis.
    • Ajustar componentes definidos.
    • Substituir os itens programados.
    • Registrar materiais utilizados.

    Testes e medições

    • Registrar os valores solicitados.
    • Comparar os resultados com os limites.
    • Realizar o teste funcional.
    • Informar se houve alteração após a intervenção.
    • Registrar itens fora do padrão.

    Encerramento

    • Confirmar a reinstalação das proteções.
    • Recolher materiais e ferramentas.
    • Limpar a área.
    • Registrar as anormalidades.
    • Informar pendências.
    • Confirmar a liberação.
    • Coletar assinatura, quando necessária.

    Esse exemplo não substitui as orientações específicas do fabricante nem os procedimentos de segurança aplicáveis.

    Exemplo para ar condicionado

    Um checklist preventivo de climatização pode incluir:

    • Identificação do equipamento.
    • Ambiente atendido.
    • Condição externa.
    • Estado e limpeza dos filtros.
    • Condição das serpentinas.
    • Obstruções aparentes.
    • Condição das bandejas e drenos.
    • Indícios de vazamento.
    • Estado das conexões visíveis.
    • Temperatura de entrada.
    • Temperatura de saída.
    • Ruídos e vibrações.
    • Condição dos controles.
    • Teste de funcionamento.
    • Materiais substituídos.
    • Fotos antes e depois.
    • Pendências encontradas.

    Os valores e critérios técnicos devem ser definidos conforme o equipamento, o projeto e as orientações dos profissionais responsáveis.

    Exemplo para veículos

    O formulário pode contemplar:

    • Quilometragem.
    • Nível dos fluidos previstos.
    • Condição dos pneus.
    • Iluminação.
    • Limpadores.
    • Buzina.
    • Freios.
    • Direção.
    • Bateria.
    • Vazamentos.
    • Painel e indicadores.
    • Equipamentos obrigatórios.
    • Danos externos.
    • Data da próxima revisão.
    • Pendências.

    A inspeção precisa ser adaptada ao tipo de veículo e não substitui avaliações técnicas ou exigências legais.

    Como montar o checklist no Excel?

    Uma planilha pode utilizar as seguintes colunas:

    • Código.
    • Equipamento.
    • Grupo.
    • Pergunta.
    • Tipo de resposta.
    • Critério.
    • Resultado.
    • Medição.
    • Unidade.
    • Observação.
    • Responsável.
    • Data.
    • Situação.

    Para indicar se um item precisa de atenção, considerando o resultado na célula G2:

    =SE(G2="NÃO CONFORME";"ABRIR PENDÊNCIA";"SEM PENDÊNCIA")

    Para verificar se uma medição registrada em H2 está entre o limite mínimo de I2 e o máximo de J2:

    =SE(E(H2>=I2;H2<=J2);"CONFORME";"FORA DO LIMITE")

    Para calcular o percentual de itens conformes:

    =CONT.SE(G2:G20;"CONFORME")/CONT.VALORES(G2:G20)

    Formate o resultado como percentual.

    Ao utilizar “não aplicável”, defina se esses itens serão excluídos do cálculo. Caso contrário, o indicador poderá apresentar uma interpretação incorreta.

    Como calcular o índice de conformidade?

    Uma fórmula possível é:

    Conformidade (%) = itens conformes ÷ itens avaliados × 100

    Exemplo:

    • Itens previstos: 25.
    • Itens não aplicáveis: 3.
    • Itens avaliados: 22.
    • Itens conformes: 19.

    Conformidade = 19 ÷ 22 × 100 = 86,36%

    Esse resultado não deve ser interpretado isoladamente. Uma única reprovação em um item crítico pode ser mais importante do que várias aprovações em itens de baixo impacto.

    Como tratar itens não aplicáveis?

    A resposta “não aplicável” deve ser utilizada apenas quando o item realmente não se aplica àquele equipamento ou àquela execução.

    É recomendável:

    • Exigir uma justificativa.
    • Controlar a frequência dessa resposta.
    • Verificar se o formulário correto foi utilizado.
    • Revisar perguntas frequentemente classificadas dessa forma.
    • Excluir o item do cálculo de conformidade quando adequado.

    “Não aplicável” não deve ser utilizado para substituir “não verificado”, “não foi possível acessar” ou “não houve tempo”.

    Como registrar anormalidades?

    O registro deve responder:

    • O que foi encontrado?
    • Em qual componente?
    • Quando foi identificado?
    • Qual é a condição observada?
    • Existe medição?
    • Existe risco operacional?
    • O equipamento foi liberado?
    • Qual ação foi definida?
    • Quem é o responsável?
    • Qual é o prazo?
    • Foi gerada uma OS corretiva?

    Evite observações como “verificar depois” ou “apresenta problema”. O registro precisa permitir que outra pessoa compreenda a situação e dê continuidade ao tratamento.

    Checklist no papel, Excel ou aplicativo

    Papel

    Pode ser utilizado em operações simples, mas possui limitações:

    • Risco de perda.
    • Dificuldade de leitura.
    • Digitação posterior.
    • Falta de validação automática.
    • Fotos separadas.
    • Controle manual de versões.
    • Dificuldade para pesquisar históricos.
    • Demora na comunicação de anormalidades.

    Excel

    A planilha permite:

    • Padronizar perguntas.
    • Criar listas de respostas.
    • Registrar medições.
    • Aplicar fórmulas.
    • Destacar reprovações.
    • Calcular indicadores.
    • Filtrar equipamentos.
    • Manter modelos diferentes.

    Entretanto, pode apresentar problemas de versões, preenchimento simultâneo, alterações de fórmulas e conexão com ordens de serviço.

    Sistema ou aplicativo

    Um sistema de ordem de serviço pode permitir:

    • Enviar o checklist ao celular do técnico.
    • Trabalhar sem conexão, quando disponível.
    • Exigir respostas obrigatórias.
    • Capturar fotos.
    • Registrar data e horário.
    • Aplicar perguntas condicionais.
    • Validar limites.
    • Coletar assinaturas.
    • Bloquear conclusões incompletas.
    • Gerar pendências.
    • Criar ordens corretivas.
    • Atualizar o histórico do equipamento.
    • Controlar versões.
    • Gerar indicadores.

    A tecnologia não corrige um checklist mal elaborado. Primeiro, é necessário definir as perguntas, critérios e ações.

    O que são perguntas condicionais?

    Perguntas condicionais aparecem de acordo com uma resposta anterior.

    Exemplo:

    Pergunta: existem vazamentos?

    Se a resposta for “não”, o técnico avança.

    Se a resposta for “sim”, o formulário apresenta:

    • Em qual componente?
    • Qual é a intensidade observada?
    • O equipamento pode permanecer em operação?
    • Anexe uma foto.
    • Descreva a ação recomendada.

    Esse recurso deixa o checklist mais curto e, ao mesmo tempo, coleta detalhes quando existe uma anormalidade.

    Como saber se o checklist está muito extenso?

    Alguns sinais são:

    • Tempo de preenchimento incompatível com a atividade.
    • Muitas perguntas sempre respondidas da mesma forma.
    • Fotos repetidas.
    • Campos sem utilidade posterior.
    • Técnicos preenchendo tudo apenas no final.
    • Aumento de respostas incompletas.
    • Uso frequente de “não aplicável”.
    • Perguntas duplicadas.
    • Itens que não apoiam decisões.
    • Abandono do formulário.

    O objetivo não é criar o maior checklist possível. É registrar as informações necessárias para executar, avaliar e acompanhar o serviço.

    Indicadores para acompanhar

    Percentual de conclusão

    Conclusão (%) = checklists concluídos ÷ checklists previstos × 100

    Índice de conformidade

    Conformidade (%) = itens conformes ÷ itens avaliados × 100

    Índice de reprovação

    Reprovação (%) = itens não conformes ÷ itens avaliados × 100

    Anormalidades por equipamento

    Apresenta quais ativos concentram mais problemas identificados.

    Itens com maior reprovação

    Ajuda a reconhecer componentes, condições ou tarefas que exigem atenção.

    Tempo médio de preenchimento

    Permite identificar formulários excessivamente extensos ou execuções rápidas demais.

    Pendências sem tratamento

    Mostra anormalidades encontradas, mas ainda sem conclusão.

    Ordens corretivas geradas

    Demonstra quantas inspeções preventivas resultaram em ações corretivas.

    Reincidência

    Apresenta problemas que voltam a aparecer após uma intervenção.

    Preenchimentos incompletos

    Identifica campos obrigatórios ausentes, medições inválidas ou evidências não anexadas.

    Erros comuns ao criar o checklist

    Copiar um modelo sem adaptar

    O formulário apresenta itens incompatíveis com o equipamento ou com a operação.

    Utilizar perguntas genéricas

    Expressões como “verificar tudo” ou “equipamento em boas condições” permitem interpretações diferentes.

    Colocar várias verificações na mesma pergunta

    O técnico não consegue informar qual parte está inadequada.

    Utilizar apenas respostas “sim” e “não”

    Algumas perguntas exigem valores, descrições ou diferentes classificações.

    Não apresentar critérios

    O técnico registra uma medição, mas não sabe se o resultado está adequado.

    Não informar unidades

    Um valor numérico é armazenado sem indicar se representa graus, pressão, distância ou outra grandeza.

    Criar formulários muito extensos

    Itens desnecessários aumentam o tempo de preenchimento e reduzem a atenção.

    Exigir fotos sem finalidade

    O atendimento acumula imagens repetidas que não apoiam nenhuma decisão.

    Permitir conclusão com campos vazios

    A OS é encerrada sem informações essenciais.

    Não tratar itens reprovados

    O problema é registrado, mas não gera responsável, prazo ou ordem corretiva.

    Confundir “não aplicável” com “não verificado”

    Isso esconde atividades que deixaram de ser executadas.

    Não controlar versões

    Técnicos diferentes utilizam formulários com perguntas distintas.

    Não relacionar o checklist ao equipamento

    As respostas ficam armazenadas sem compor o histórico do ativo.

    Não testar o formulário em campo

    A ordem das perguntas não acompanha a sequência real do serviço.

    Nunca revisar o conteúdo

    Mudanças nos equipamentos, falhas e procedimentos deixam de ser incorporadas.

    Conclusão

    O checklist de manutenção preventiva orienta as verificações e registra os resultados de cada execução.

    Para funcionar, ele deve identificar a ordem de serviço e o equipamento, apresentar perguntas objetivas, utilizar os tipos corretos de resposta e estabelecer critérios para medições e aprovações.

    Também precisa indicar o tratamento das anormalidades. Uma reprovação deve gerar uma observação, evidência, pendência ou ordem corretiva conforme sua importância.

    A elaboração deve considerar manuais, plano de manutenção, histórico de falhas, experiência da equipe e requisitos aplicáveis. Depois disso, o formulário precisa ser testado em campo, aprovado e submetido ao controle de versões.

    Um bom checklist não é o que possui mais perguntas. É o que orienta a execução, registra informações confiáveis e permite transformar problemas encontrados em ações controladas.

  • Cronograma de manutenção preventiva: como montar e controlar

    O cronograma de manutenção preventiva organiza as atividades de conservação, inspeção e revisão dos equipamentos ao longo do tempo.

    Ele apresenta quando cada manutenção deve acontecer, qual equipamento será atendido, quem será responsável pelo serviço e quais recursos precisam estar disponíveis.

    Esse controle ajuda a evitar esquecimentos, distribuir melhor a carga de trabalho e preparar materiais, profissionais e paradas operacionais com antecedência.

    No entanto, inserir datas em uma planilha não é suficiente. Um cronograma eficiente precisa considerar a criticidade dos equipamentos, as frequências definidas no plano, a capacidade da equipe, o tempo necessário para cada atividade e as condições reais da operação.

    Também precisa ser atualizado conforme as ordens são concluídas, reprogramadas ou canceladas.

    Neste artigo, você aprenderá como montar um cronograma de manutenção preventiva, calcular as próximas execuções, distribuir atividades e acompanhar o cumprimento da programação.

    O que é um cronograma de manutenção preventiva?

    O cronograma de manutenção preventiva é o calendário que organiza as atividades programadas para conservar equipamentos e reduzir a probabilidade de falhas.

    Ele transforma as regras do plano de manutenção em datas, períodos ou pontos de medição que podem ser acompanhados pela equipe.

    O cronograma normalmente apresenta:

    • Equipamento.
    • Atividade preventiva.
    • Frequência.
    • Última execução.
    • Próxima execução.
    • Data limite.
    • Duração estimada.
    • Responsável.
    • Prioridade.
    • Recursos necessários.
    • Necessidade de parada.
    • Situação da atividade.
    • Ordem de serviço relacionada.
    • Motivo de eventual reprogramação.

    A programação pode ser baseada em datas ou em outros gatilhos, como horas de funcionamento, quilômetros percorridos, ciclos realizados e quantidade produzida.

    Segundo a IBM, a manutenção preventiva utiliza atividades planejadas de inspeção e conservação para manter os ativos em condições adequadas e reduzir períodos de indisponibilidade não planejados. IBM

    Para que serve o cronograma de manutenção?

    O cronograma permite visualizar o volume de trabalho previsto e preparar a execução das atividades.

    Ele serve para:

    • Evitar o vencimento das manutenções.
    • Distribuir atividades entre os técnicos.
    • Prever a carga de trabalho.
    • Organizar paradas operacionais.
    • Reservar peças e materiais.
    • Contratar fornecedores com antecedência.
    • Agrupar atendimentos por localização.
    • Identificar períodos sobrecarregados.
    • Acompanhar ordens atrasadas.
    • Registrar reprogramações.
    • Controlar atividades obrigatórias.
    • Planejar o acesso aos equipamentos.
    • Informar os setores envolvidos.
    • Melhorar a previsibilidade dos custos.
    • Comparar horas necessárias e disponíveis.
    • Acompanhar o cumprimento do plano.
    • Atualizar automaticamente as próximas execuções.

    Um cronograma bem construído também ajuda a impedir que todas as preventivas sejam concentradas nos últimos dias do mês.

    Qual é a diferença entre plano e cronograma de manutenção?

    O plano e o cronograma fazem parte do mesmo processo, mas não possuem a mesma função.

    ElementoFunção
    Plano de manutençãoDefine os equipamentos, atividades, critérios, frequências e recursos
    CronogramaConverte as frequências em datas ou períodos de execução
    Programação semanalDistribui as atividades de curto prazo entre os profissionais
    Ordem de serviçoAutoriza, orienta e registra cada execução
    ChecklistApresenta as verificações que devem ser realizadas
    HistóricoReúne os resultados das execuções anteriores

    Por exemplo, o plano pode estabelecer que determinado equipamento precisa de uma inspeção a cada 30 dias.

    O cronograma informa em quais datas essa inspeção deve acontecer. A ordem de serviço controla cada atendimento e o checklist apresenta as verificações que o técnico precisa realizar.

    Cronograma e programação são a mesma coisa?

    Os termos podem ser utilizados de maneiras diferentes pelas empresas. Entretanto, é útil separar os dois controles.

    O cronograma apresenta as atividades previstas para um período mais amplo, como o mês, trimestre ou ano.

    A programação distribui as atividades que já estão próximas da execução entre dias, horários e profissionais específicos.

    Por exemplo:

    • Cronograma anual: apresenta as manutenções previstas durante o ano.
    • Cronograma mensal: detalha as atividades do mês.
    • Programação semanal: confirma as ordens que serão realizadas na semana.
    • Agenda diária: mostra os horários e os técnicos de cada atendimento.

    Essa divisão permite planejar com antecedência sem tentar definir, no início do ano, o horário exato de todas as manutenções.

    Quais informações devem constar no cronograma?

    Identificação do equipamento

    Cada linha deve indicar claramente qual ativo será atendido.

    Inclua:

    • Nome.
    • Código ou patrimônio.
    • Marca e modelo, quando necessário.
    • Número de série.
    • Localização.
    • Setor.
    • Centro de custo.
    • Criticidade.
    • Responsável pelo equipamento.

    Evite descrições genéricas, como “máquinas da produção” ou “equipamentos do setor”.

    Atividade programada

    Informe o serviço que deverá ser realizado.

    Exemplos:

    • Inspeção visual.
    • Limpeza.
    • Lubrificação.
    • Teste funcional.
    • Calibração.
    • Revisão.
    • Ajuste.
    • Medição.
    • Substituição programada.
    • Verificação de segurança.

    A descrição detalhada pode permanecer no plano, procedimento ou checklist. Entretanto, o cronograma deve permitir que o leitor identifique o tipo de atividade.

    Frequência

    A frequência informa o intervalo entre as execuções.

    Ela pode ser:

    • Diária.
    • Semanal.
    • Quinzenal.
    • Mensal.
    • Bimestral.
    • Trimestral.
    • Semestral.
    • Anual.
    • Por horas.
    • Por quilômetros.
    • Por ciclos.
    • Por volume produzido.
    • Por condição.
    • Por evento.

    Evite utilizar somente termos como “periodicamente”. A frequência precisa permitir o cálculo da próxima manutenção.

    Última e próxima execução

    A última execução ajuda a verificar a origem da próxima data.

    A próxima execução informa quando a atividade deverá ocorrer novamente.

    Quando o serviço ainda não foi realizado, utilize a data inicial definida durante a implantação do plano.

    Tolerância

    A tolerância representa o intervalo permitido antes ou depois da data prevista, quando aplicável.

    Exemplo:

    • Data prevista: 15 de agosto.
    • Tolerância: três dias.
    • Período permitido: de 12 a 18 de agosto.

    A existência de uma tolerância não significa que todas as atividades possam ser adiadas. Ela deve ser definida conforme o risco, a criticidade e os critérios adotados pela empresa.

    Duração prevista

    Informe o tempo estimado para a realização do serviço.

    Considere:

    • Preparação.
    • Deslocamento interno.
    • Execução.
    • Testes.
    • Liberação.
    • Preenchimento da ordem.

    Esse dado é necessário para comparar a carga de trabalho com a capacidade disponível.

    Responsável

    O cronograma pode apresentar:

    • Área responsável.
    • Especialidade.
    • Equipe.
    • Fornecedor.
    • Técnico programado.
    • Responsável pela validação.

    No cronograma de longo prazo, pode ser suficiente indicar a especialidade. O nome do profissional pode ser definido durante a programação semanal.

    Prioridade e criticidade

    A criticidade representa a importância do equipamento. A prioridade representa a urgência da atividade naquele momento.

    Um ativo de alta criticidade pode possuir uma manutenção programada com antecedência e sem caráter emergencial. Ainda assim, o atraso pode produzir consequências relevantes.

    Manter os dois campos separados melhora a tomada de decisão.

    Situação

    Exemplos de situação:

    • Prevista.
    • A programar.
    • Programada.
    • OS gerada.
    • Em execução.
    • Concluída.
    • Concluída com pendência.
    • Atrasada.
    • Reprogramada.
    • Suspensa.
    • Cancelada.

    Utilize uma lista padronizada. Variações como “feito”, “finalizado” e “realizado” dificultam filtros e indicadores.

    Recursos necessários

    Registre antecipadamente:

    • Peças.
    • Materiais.
    • Ferramentas especiais.
    • Instrumentos.
    • Quantidade de profissionais.
    • Fornecedores.
    • Equipamentos auxiliares.
    • Necessidade de acesso.
    • Necessidade de parada.

    A atividade não deve ser confirmada na agenda sem verificar a disponibilidade dos recursos essenciais.

    Quais tipos de cronograma podem ser utilizados?

    Cronograma anual

    Apresenta uma visão geral das atividades previstas para o ano.

    É útil para:

    • Planejamento de orçamento.
    • Contratação de fornecedores.
    • Previsão de grandes paradas.
    • Identificação de períodos com maior demanda.
    • Organização de revisões anuais e semestrais.

    O cronograma anual não precisa conter o horário exato de cada serviço.

    Cronograma mensal

    Detalha as atividades que precisam ocorrer durante o mês.

    Pode apresentar:

    • Data prevista.
    • Responsável.
    • Duração.
    • Materiais.
    • Situação.
    • Ordem de serviço.

    É um dos principais controles para acompanhamento operacional.

    Cronograma semanal

    Transforma as previsões mensais em compromissos próximos da execução.

    Ele deve considerar:

    • Técnicos disponíveis.
    • Ordens corretivas prioritárias.
    • Materiais separados.
    • Liberação dos equipamentos.
    • Horários de produção.
    • Deslocamentos.
    • Serviços pendentes da semana anterior.

    Cronograma diário

    Apresenta os atendimentos confirmados para cada técnico.

    Pode conter:

    • Horário.
    • Local.
    • Equipamento.
    • Ordem de serviço.
    • Tempo previsto.
    • Deslocamento.
    • Contato no local.
    • Materiais.
    • Observações de acesso.

    Cronograma por medidor

    É utilizado quando a frequência depende do uso do equipamento.

    Exemplos:

    • Horas de funcionamento.
    • Quilômetros.
    • Ciclos.
    • Quantidade produzida.

    Nesse caso, a equipe precisa registrar leituras atualizadas e estimar quando o limite será atingido.

    Como montar um cronograma de manutenção preventiva?

    1. Faça o inventário dos equipamentos

    Liste os ativos que serão controlados.

    Registre pelo menos:

    • Identificação única.
    • Localização.
    • Criticidade.
    • Medidor.
    • Responsável.
    • Situação operacional.

    Comece pelos equipamentos mais críticos e pelos ativos que já possuem atividades preventivas definidas.

    2. Consulte o plano de manutenção

    O cronograma deve ser criado a partir das regras do plano.

    Para cada equipamento, identifique:

    • Atividades.
    • Frequências.
    • Duração.
    • Recursos.
    • Critérios.
    • Tolerância.
    • Data inicial.
    • Regra da próxima execução.

    Não defina as datas sem confirmar o que precisa ser realizado.

    3. Reúna os históricos

    Consulte:

    • Últimas manutenções.
    • Ordens de serviço.
    • Datas previstas e realizadas.
    • Leituras de medidores.
    • Falhas.
    • Reprogramações.
    • Materiais utilizados.
    • Tempo de execução.
    • Recomendações pendentes.

    Quando não houver histórico, estabeleça uma data inicial aprovada e registre que ela representa o início do controle.

    4. Calcule as próximas execuções

    Para atividades baseadas em calendário, uma regra simples é:

    Próxima execução = data de referência + periodicidade

    Exemplo:

    • Última execução: 20 de julho de 2026.
    • Periodicidade: 30 dias.
    • Próxima execução: 19 de agosto de 2026.

    Entretanto, é necessário definir qual data será utilizada como referência.

    5. Escolha entre programação fixa e flutuante

    Na programação fixa, a próxima manutenção preserva a data originalmente prevista.

    Exemplo:

    • Prevista: dia 10 de cada mês.
    • Executada: dia 13.
    • Próxima execução: dia 10 do mês seguinte.

    Na programação flutuante, a próxima data é calculada a partir da execução real.

    Exemplo:

    • Executada: dia 13.
    • Intervalo: 30 dias.
    • Próxima execução: 30 dias depois.

    A programação fixa evita que os atrasos desloquem continuamente o calendário. A flutuante preserva o intervalo contado desde a intervenção efetiva.

    A escolha depende da atividade. A Fiix apresenta essas duas abordagens como cronogramas fixos e flutuantes e recomenda considerar o comportamento do ativo e o objetivo da tarefa. Fiix

    6. Calcule a carga de trabalho

    Some as horas previstas para o período.

    Carga prevista = soma das horas estimadas das atividades

    Depois, calcule a capacidade disponível:

    Capacidade disponível = quantidade de profissionais × horas disponíveis para manutenção

    Exemplo:

    • Quatro técnicos.
    • 40 horas semanais por técnico.
    • 70% do período disponível para atividades programadas.

    Capacidade = 4 × 40 × 70% = 112 horas semanais

    A diferença pode estar destinada a deslocamentos, reuniões, treinamentos, corretivas, atividades administrativas e imprevistos.

    Não considere todas as horas contratuais como horas produtivas disponíveis.

    7. Distribua as atividades

    Organize as atividades considerando:

    • Criticidade.
    • Data limite.
    • Capacidade.
    • Especialidade.
    • Localização.
    • Disponibilidade do equipamento.
    • Materiais.
    • Fornecedores.
    • Duração.
    • Janelas operacionais.
    • Atividades corretivas prioritárias.

    Evite concentrar um volume excessivo de serviços na mesma data.

    8. Agrupe atividades compatíveis

    É possível agrupar serviços:

    • No mesmo equipamento.
    • Na mesma área.
    • Na mesma rota.
    • Durante a mesma parada.
    • Com a mesma especialidade.
    • Com o mesmo fornecedor.
    • Com ferramentas semelhantes.

    O agrupamento pode reduzir deslocamentos e interrupções. Porém, não deve ampliar o intervalo além da tolerância permitida.

    9. Confirme os recursos

    Antes de programar a ordem, verifique:

    • Disponibilidade do profissional.
    • Estoque dos materiais.
    • Condição dos instrumentos.
    • Acesso ao local.
    • Liberação do equipamento.
    • Autorização da parada.
    • Documentação necessária.
    • Disponibilidade do fornecedor.
    • Existência de procedimentos e checklists.

    10. Gere as ordens de serviço

    Cada execução deve possuir uma OS vinculada ao plano e ao equipamento.

    A ordem deve apresentar:

    • Número.
    • Equipamento.
    • Data prevista.
    • Técnico.
    • Atividades.
    • Checklist.
    • Materiais.
    • Tempo previsto.
    • Instruções.
    • Medições.
    • Evidências necessárias.
    • Condições de encerramento.

    11. Acompanhe diariamente

    O cronograma precisa ser atualizado conforme as atividades avançam.

    Verifique:

    • Ordens próximas do vencimento.
    • Ordens atrasadas.
    • Atividades interrompidas.
    • Materiais indisponíveis.
    • Ausências da equipe.
    • Mudanças operacionais.
    • Novas corretivas prioritárias.
    • Pendências encontradas nas preventivas.

    12. Revise os resultados

    Ao final do período, analise:

    • Percentual concluído no prazo.
    • Quantidade de atrasos.
    • Motivos das reprogramações.
    • Diferença entre horas previstas e realizadas.
    • Falhas ocorridas entre as preventivas.
    • Atividades sem recursos.
    • Distribuição da carga.
    • Equipamentos com maior quantidade de ordens.
    • Serviços que precisam de nova frequência.

    Modelo de cronograma de manutenção preventiva

    Uma planilha inicial pode possuir as seguintes colunas:

    CampoFinalidade
    Código do planoIdentificar a origem da atividade
    EquipamentoInformar o ativo atendido
    PatrimônioEvitar confusão entre equipamentos semelhantes
    LocalizaçãoFacilitar a organização dos atendimentos
    CriticidadeApoiar a priorização
    AtividadeInformar o serviço programado
    FrequênciaDemonstrar o intervalo
    Tipo de gatilhoIdentificar se o controle é por data, uso ou evento
    Última execuçãoRegistrar a intervenção anterior
    Próxima execuçãoInformar o próximo vencimento
    TolerânciaApresentar o intervalo permitido
    Data limiteIndicar o último dia permitido
    DuraçãoApoiar o cálculo da carga
    EspecialidadeIndicar a qualificação necessária
    ResponsávelInformar equipe ou profissional
    MateriaisIdentificar recursos previstos
    OSRelacionar a ordem gerada
    SituaçãoDemonstrar o andamento
    ReprogramaçãoRegistrar a nova data
    MotivoExplicar mudanças
    ObservaçõesIncluir informações complementares

    Exemplo preenchido

    EquipamentoAtividadeFrequênciaÚltima execuçãoPróxima execuçãoDuraçãoResponsávelSituação
    Bomba 018Inspeção geral30 dias15/07/202614/08/202645 minMecânicaProgramada
    Painel 006Inspeção das condições externas90 dias02/06/202631/08/202660 minElétricaPrevista
    Compressor 004Revisão por uso500 horas6.450 h6.950 h3 hMecânicaAguardando medidor
    Veículo 012Revisão programada10.000 km40.250 km50.250 km4 hFrotaPrevista
    Climatizador 021Limpeza e inspeção90 dias10/05/202608/08/202690 minRefrigeraçãoOS gerada

    Esse exemplo pode ser adaptado de acordo com os equipamentos e as regras da empresa.

    Como calcular a próxima manutenção no Excel?

    Considere:

    • Coluna E: última execução.
    • Coluna F: intervalo em dias.
    • Coluna G: próxima execução.

    Uma fórmula simples é:

    =E2+F2

    Para classificar a situação considerando a data atual:

    =SE(G2<HOJE();"ATRASADA";SE(G2<=HOJE()+7;"PRÓXIMA DO VENCIMENTO";"NO PRAZO"))

    Para calcular a quantidade de dias restantes:

    =G2-HOJE()

    Para criar a data limite com uma tolerância registrada na coluna H:

    =G2+H2

    As fórmulas precisam ser adaptadas à versão e ao idioma do Excel utilizado.

    Atividades mensais podem exigir funções específicas para preservar o dia do mês. Isso é importante porque os meses possuem quantidades diferentes de dias.

    Como controlar periodicidades por mês?

    Somar sempre 30 dias não equivale necessariamente a criar uma frequência mensal.

    Por exemplo, uma atividade realizada em 31 de janeiro não possui o mesmo dia em fevereiro.

    Para acrescentar meses no Excel em português, pode ser utilizada a função:

    =DATA.M(E2;1)

    Nesse exemplo, a fórmula adiciona um mês à data informada em E2.

    Para uma frequência trimestral:

    =DATA.M(E2;3)

    Para uma frequência semestral:

    =DATA.M(E2;6)

    Antes de implantar as fórmulas, defina como serão tratados os meses que não possuem o mesmo dia da data de origem.

    Como controlar manutenção por horas ou quilômetros?

    Nesse modelo, o cronograma precisa registrar:

    • Última leitura.
    • Leitura atual.
    • Intervalo.
    • Próximo limite.
    • Média de utilização.
    • Data estimada para atingir o limite.

    A fórmula básica é:

    Próximo limite = leitura da última manutenção + intervalo

    Exemplo:

    • Última manutenção: 6.450 horas.
    • Intervalo: 500 horas.
    • Próxima manutenção: 6.950 horas.

    Se o equipamento utiliza aproximadamente 25 horas por dia e a leitura atual é 6.700:

    Horas restantes = 6.950 − 6.700 = 250 horas

    Dias estimados = 250 ÷ 25 = 10 dias

    A estimativa precisa ser atualizada quando o ritmo de utilização muda.

    Como definir a prioridade das atividades?

    Uma priorização simples pode considerar:

    • Criticidade do equipamento.
    • Consequência do atraso.
    • Quantidade de dias até o vencimento.
    • Existência de falha identificada.
    • Exigência contratual.
    • Necessidade de parada.
    • Disponibilidade de recurso.
    • Dependência de outras atividades.

    Exemplo:

    PrioridadeCritério
    UrgenteRisco ou condição que exige tratamento imediato
    AltaAtivo crítico próximo do limite ou ordem atrasada relevante
    MédiaAtividade dentro da programação normal
    BaixaServiço com impacto limitado e tolerância disponível

    A prioridade não deve ser definida apenas pela pessoa que solicitou o serviço.

    Como lidar com reprogramações?

    Uma atividade pode precisar ser reprogramada devido a:

    • Equipamento indisponível.
    • Falta de material.
    • Ausência do profissional.
    • Prioridade corretiva.
    • Restrição de acesso.
    • Mudança na produção.
    • Fornecedor indisponível.
    • Condição climática.
    • Necessidade de autorização.
    • Erro na programação.

    Toda reprogramação deve registrar:

    • Data original.
    • Nova data.
    • Motivo.
    • Responsável pela decisão.
    • Avaliação do risco.
    • Aprovação, quando necessária.
    • Quantidade de reprogramações anteriores.

    Reprogramar não deve apagar a data original. Sem esse histórico, a empresa perde a capacidade de medir o cumprimento real.

    O que é backlog de manutenção?

    O backlog reúne trabalhos de manutenção aprovados e ainda não concluídos.

    Ele pode incluir atividades programadas para datas futuras e ordens que já ultrapassaram o prazo, conforme o critério adotado pela empresa.

    Uma maneira de expressar o backlog é:

    Backlog em semanas = horas pendentes ÷ capacidade semanal disponível

    Exemplo:

    • Trabalho pendente: 240 horas.
    • Capacidade disponível: 80 horas por semana.

    Backlog = 240 ÷ 80 = 3 semanas

    Esse resultado indica quanto tempo seria necessário para concluir o volume pendente, considerando a capacidade informada e sem acrescentar novas ordens.

    A Fiix destaca que o backlog deve ser analisado junto com criticidade, disponibilidade de mão de obra e características da operação, pois um único valor não serve igualmente para todas as empresas. Fiix

    Quais indicadores acompanhar?

    Cumprimento do cronograma

    Cumprimento (%) = ordens concluídas no prazo ÷ ordens previstas × 100

    O indicador deve definir claramente:

    • Período analisado.
    • Significado de conclusão.
    • Tratamento de cancelamentos.
    • Uso ou não da tolerância.
    • Data considerada para o prazo.

    Ordens atrasadas

    Apresenta a quantidade de ordens que ultrapassaram o limite permitido.

    Pode ser separado por:

    • Equipamento.
    • Criticidade.
    • Área.
    • Responsável.
    • Motivo.
    • Faixa de atraso.

    Índice de reprogramação

    Reprogramação (%) = ordens reprogramadas ÷ ordens programadas × 100

    Uma taxa elevada pode indicar problemas de capacidade, materiais, comunicação ou planejamento.

    Aderência à programação semanal

    Compara as atividades programadas com aquelas realmente concluídas na semana.

    Horas previstas e realizadas

    Demonstra se as estimativas de duração são adequadas.

    Capacidade utilizada

    Utilização (%) = horas programadas ÷ horas disponíveis × 100

    O resultado precisa ser interpretado com cuidado, pois parte da capacidade deve ser preservada para outras demandas operacionais.

    Backlog em horas ou semanas

    Mostra a quantidade de trabalho pendente em relação à capacidade disponível.

    Preventivas vencidas por criticidade

    Separa as ordens atrasadas conforme a importância dos equipamentos.

    Motivos de não execução

    Permite identificar causas recorrentes, como:

    • Falta de material.
    • Equipamento não liberado.
    • Ausência de técnico.
    • Cadastro incorreto.
    • Duração subestimada.
    • Excesso de corretivas.
    • Indisponibilidade do fornecedor.

    Cronograma no papel, Excel ou sistema

    Papel

    Pode atender uma quantidade muito pequena de equipamentos, mas apresenta limitações para:

    • Atualizações.
    • Filtros.
    • Alertas.
    • Histórico.
    • Indicadores.
    • Trabalho simultâneo.
    • Cálculo de datas.

    Excel

    Uma planilha pode controlar:

    • Equipamentos.
    • Frequências.
    • Datas.
    • Situações.
    • Responsáveis.
    • Horas previstas.
    • Atrasos.
    • Indicadores básicos.

    Entretanto, exige atenção com:

    • Versões duplicadas.
    • Fórmulas alteradas.
    • Permissões.
    • Atualização manual.
    • Leituras de medidores.
    • Vínculo com ordens.
    • Anexos.
    • Trabalho simultâneo.

    Sistema de ordem de serviço

    Um sistema de manutenção ou CMMS pode permitir:

    • Geração automática de ordens.
    • Programação por data ou medidor.
    • Agenda dos técnicos.
    • Alertas de vencimento.
    • Checklists no celular.
    • Controle de materiais.
    • Registro de fotos.
    • Atualização do histórico.
    • Reprogramações controladas.
    • Indicadores.
    • Visualização de backlog.
    • Relação entre preventiva e corretiva.
    • Atualização automática da próxima manutenção.

    O sistema não substitui a definição das regras do plano. Ele automatiza e organiza a aplicação dessas regras.

    Erros comuns no cronograma

    Criar o cronograma sem um plano

    As datas são inseridas, mas não existe definição clara das atividades, frequências e critérios.

    Somar sempre 30 dias para atividades mensais

    Isso desloca as datas e pode criar resultados diferentes de uma periodicidade por mês.

    Utilizar apenas a data da última execução

    Quando a programação deveria ser fixa, calcular pela data realizada pode prolongar continuamente o intervalo.

    Ignorar a capacidade da equipe

    A empresa programa mais horas do que os profissionais conseguem executar.

    Não reservar tempo para imprevistos

    Toda a capacidade é ocupada por preventivas, sem espaço para corretivas e outras atividades necessárias.

    Concentrar atividades no final do mês

    O cronograma apresenta muitas ordens vencendo simultaneamente.

    Não verificar materiais

    A ordem é programada, mas não pode ser executada.

    Apagar a data original após reprogramar

    Isso impede a medição dos atrasos e da aderência.

    Não atualizar as situações

    Ordens concluídas continuam aparecendo como pendentes e comprometem os indicadores.

    Utilizar descrições genéricas

    Atividades como “fazer preventiva” não esclarecem o serviço previsto.

    Não controlar medidores

    A empresa utiliza uma frequência por horas ou quilômetros, mas não atualiza as leituras.

    Confundir criticidade com urgência

    Todos os serviços de ativos críticos são classificados como emergenciais, prejudicando a priorização.

    Programar sem confirmar a liberação

    O técnico chega ao local, mas o equipamento não pode ser parado.

    Não analisar os motivos dos atrasos

    O cronograma é atualizado, mas os problemas que causaram a reprogramação continuam acontecendo.

    Conclusão

    O cronograma de manutenção preventiva transforma as regras do plano em atividades distribuídas ao longo do tempo.

    Para funcionar, ele precisa apresentar equipamentos, atividades, frequências, datas, responsáveis, duração, recursos e situações padronizadas.

    A empresa também deve comparar o volume previsto com a capacidade da equipe. Um calendário que ignora horas disponíveis, materiais, deslocamentos e janelas operacionais dificilmente será cumprido.

    Depois da programação, cada execução deve ser registrada por meio de uma ordem de serviço. As datas realizadas, pendências e reprogramações precisam atualizar o histórico e a próxima manutenção.

    O cronograma não deve ser tratado como um documento estático. Ele precisa ser acompanhado diariamente e revisado conforme o uso dos equipamentos, os resultados das inspeções e as mudanças da operação.

  • Plano de manutenção preventiva: como criar, aplicar e revisar

    O plano de manutenção preventiva organiza as atividades que devem ser executadas periodicamente para reduzir a probabilidade de falhas, preservar as condições dos equipamentos e aumentar a confiabilidade da operação.

    Ele define quais ativos serão atendidos, quais tarefas precisam ser realizadas, com que frequência, por quem e com quais recursos.

    Também deve indicar os critérios de execução, os materiais previstos, as medições necessárias e a forma de registrar os resultados.

    Um plano eficiente não consiste apenas em criar uma lista de equipamentos com datas futuras. Ele precisa considerar criticidade, condições de uso, histórico de falhas, recomendações técnicas, disponibilidade da equipe e impacto das paradas.

    Depois de implantado, o plano deve ser acompanhado e revisado. Ordens atrasadas, falhas recorrentes, inspeções sem anormalidades e substituições antecipadas podem indicar que atividades ou frequências precisam ser ajustadas.

    Neste artigo, você aprenderá como criar um plano de manutenção preventiva, definir a periodicidade das atividades, montar um cronograma e utilizar as ordens de serviço para controlar sua execução.

    O que é um plano de manutenção preventiva?

    O plano de manutenção preventiva é um conjunto estruturado de atividades programadas para conservar equipamentos, instalações, veículos ou outros ativos antes da ocorrência de uma falha.

    Ele reúne informações como:

    • Equipamentos atendidos.
    • Componentes inspecionados.
    • Tarefas de manutenção.
    • Periodicidade.
    • Responsáveis.
    • Materiais necessários.
    • Ferramentas e instrumentos.
    • Procedimentos aplicáveis.
    • Critérios de aceitação.
    • Tempo previsto.
    • Necessidade de parada.
    • Registros obrigatórios.
    • Próxima execução.

    A manutenção preventiva normalmente é acionada por tempo, uso, medição ou outro evento definido previamente. Dessa forma, uma atividade pode ser programada mensalmente, a cada 500 horas de funcionamento ou após determinada quantidade de ciclos.

    Segundo a Fiix, um programa preventivo reúne processos, diretrizes e ferramentas utilizados para executar manutenções regulares nos ativos, com o objetivo de evitar falhas e períodos de indisponibilidade não planejados. Fiix

    O plano representa a estratégia e as regras utilizadas pela empresa. As ordens de serviço representam cada execução gerada a partir dessas regras.

    Para que serve o plano de manutenção preventiva?

    O plano ajuda a transformar a manutenção preventiva em um processo organizado, repetível e mensurável.

    Ele serve para:

    • Identificar os equipamentos que precisam de manutenção.
    • Padronizar atividades.
    • Definir frequências.
    • Antecipar paradas.
    • Planejar a disponibilidade da equipe.
    • Reservar materiais e peças.
    • Reduzir falhas inesperadas.
    • Evitar esquecimentos.
    • Controlar serviços obrigatórios.
    • Preservar garantias.
    • Acompanhar recomendações técnicas.
    • Registrar medições.
    • Criar históricos por equipamento.
    • Melhorar a segurança operacional.
    • Controlar custos.
    • Aumentar a previsibilidade da operação.
    • Avaliar o cumprimento das manutenções.
    • Revisar atividades com base nos resultados.

    O plano não elimina todas as falhas. Seu objetivo é reduzir riscos e permitir que a empresa utilize seus recursos preventivos onde eles produzem resultados relevantes.

    Qual é a diferença entre plano, cronograma, OS e checklist?

    Esses documentos possuem funções relacionadas, mas diferentes.

    ElementoFunção
    Plano de manutençãoDefine o que deve ser feito, em quais ativos e com quais regras
    CronogramaDistribui as atividades ao longo do tempo
    Ordem de serviçoAutoriza, orienta e registra uma execução específica
    ChecklistApresenta as tarefas e verificações realizadas durante o atendimento
    HistóricoReúne resultados, falhas, medições e intervenções anteriores
    IndicadoresDemonstram cumprimento, custos, atrasos e efeitos do plano

    Por exemplo, o plano pode determinar que uma bomba receba uma inspeção a cada 30 dias.

    O cronograma informa as datas previstas. A ordem de serviço é gerada para cada atendimento. O checklist orienta as verificações do técnico. Depois do encerramento, os resultados passam a integrar o histórico da bomba.

    Quais ativos devem entrar no plano?

    Nem todo ativo precisa receber o mesmo nível de controle.

    A seleção pode considerar:

    • Risco para as pessoas.
    • Impacto ambiental.
    • Importância para a produção.
    • Quantidade de clientes afetados.
    • Existência de equipamento reserva.
    • Frequência de falhas.
    • Custo de reparo.
    • Tempo necessário para reposição.
    • Exigência legal ou contratual.
    • Recomendação do fabricante.
    • Condições de garantia.
    • Dificuldade de acesso.
    • Consequência sobre a qualidade.
    • Disponibilidade de peças.
    • Dependência de outros equipamentos.

    É recomendável começar pelos ativos mais críticos. Isso evita que a equipe tente criar, de uma só vez, centenas de atividades sem conseguir executá-las adequadamente.

    Equipamentos simples e de baixo impacto podem receber controles mais básicos. Ativos críticos podem exigir inspeções frequentes, medições, procedimentos detalhados e acompanhamento específico.

    O que é criticidade de equipamentos?

    A criticidade representa a importância do ativo e as consequências de sua falha.

    Uma classificação simples pode utilizar três níveis:

    CriticidadeCaracterística
    AltaA falha provoca risco, grande impacto ou interrupção relevante
    MédiaA falha causa impacto controlável ou existe alternativa temporária
    BaixaA falha apresenta consequência limitada e reparo simples

    A análise não deve considerar apenas o valor de compra do equipamento.

    Um ativo de baixo custo pode ser altamente crítico quando sua ausência interrompe toda a operação. Da mesma forma, um equipamento caro pode apresentar criticidade menor quando existe redundância disponível.

    Uma avaliação mais detalhada pode atribuir pontuações para:

    • Segurança.
    • Meio ambiente.
    • Produção.
    • Qualidade.
    • Atendimento ao cliente.
    • Redundância.
    • Manutenibilidade.
    • Custo.
    • Frequência de falhas.

    O resultado ajuda a definir quais equipamentos devem receber prioridade no plano.

    Quais informações devem constar no plano?

    1. Identificação do equipamento

    Registre:

    • Nome do ativo.
    • Código ou patrimônio.
    • Marca.
    • Modelo.
    • Número de série.
    • Localização.
    • Setor.
    • Centro de custo.
    • Fabricante.
    • Ano de instalação.
    • Criticidade.
    • Medidor utilizado.
    • Condição de garantia.
    • Responsável pelo equipamento.

    Cada plano precisa estar vinculado ao ativo correto. Utilizar descrições genéricas, como “máquinas da produção”, dificulta o controle do histórico.

    2. Componente atendido

    Uma mesma máquina pode possuir planos diferentes para componentes distintos.

    Exemplos:

    • Motor.
    • Sistema elétrico.
    • Conjunto de transmissão.
    • Filtros.
    • Rolamentos.
    • Estrutura.
    • Sistema de segurança.
    • Lubrificação.
    • Painel de comando.
    • Sistema hidráulico.

    Essa separação permite definir atividades e frequências mais adequadas.

    3. Atividade preventiva

    A tarefa precisa informar claramente o que será feito.

    Compare:

    Descrição genérica:
    Verificar equipamento.

    Descrição mais objetiva:
    Inspecionar visualmente as conexões, registrar sinais de aquecimento e confirmar o aperto conforme o procedimento aplicável.

    Sempre que necessário, a atividade deve apresentar:

    • Local da inspeção.
    • Componente.
    • Método.
    • Instrumento.
    • Valor esperado.
    • Limite de aceitação.
    • Ação em caso de anormalidade.
    • Evidência obrigatória.

    4. Periodicidade

    A frequência define quando a atividade deve ser executada.

    Ela pode ser baseada em:

    • Dias.
    • Semanas.
    • Meses.
    • Anos.
    • Horas de funcionamento.
    • Quilômetros.
    • Ciclos.
    • Quantidade produzida.
    • Leitura de medidor.
    • Condição observada.
    • Evento operacional.
    • Estação do ano.

    Uma atividade também pode utilizar mais de um critério. Por exemplo: realizar a manutenção a cada seis meses ou 1.000 horas, considerando o evento que ocorrer primeiro.

    5. Responsável

    O plano deve indicar:

    • Área responsável.
    • Especialidade necessária.
    • Quantidade de profissionais.
    • Necessidade de certificação.
    • Possibilidade de execução interna.
    • Necessidade de fornecedor externo.
    • Responsável pela validação.

    Evite vincular o plano exclusivamente ao nome de uma pessoa. É preferível informar função ou equipe e selecionar o profissional no momento do agendamento.

    6. Recursos necessários

    Inclua:

    • Peças.
    • Materiais de consumo.
    • Lubrificantes.
    • Ferramentas.
    • Instrumentos de medição.
    • Equipamentos auxiliares.
    • Documentos técnicos.
    • Equipamentos de proteção definidos pela empresa.
    • Serviços terceirizados.
    • Acesso ao local.

    O planejamento antecipado reduz ordens interrompidas por falta de recursos.

    7. Tempo previsto

    Informe:

    • Tempo de preparação.
    • Duração estimada.
    • Tempo de parada.
    • Tempo de teste.
    • Quantidade de profissionais.

    Essas informações ajudam a montar a agenda e comparar o esforço previsto com o realizado.

    8. Critérios de execução e aceitação

    O plano pode indicar:

    • Sequência das atividades.
    • Valores mínimos e máximos.
    • Condições esperadas.
    • Tolerâncias.
    • Testes necessários.
    • Fotografias obrigatórias.
    • Medições antes e depois.
    • Aprovação necessária.
    • Condições para liberar o equipamento.

    Os critérios devem ser definidos por responsáveis capacitados e pelos documentos aplicáveis ao equipamento.

    9. Tratamento das anormalidades

    O plano precisa explicar o que fazer quando uma atividade encontra um problema.

    As possibilidades incluem:

    • Corrigir durante a preventiva.
    • Registrar a condição.
    • Comunicar o responsável.
    • Interromper a execução.
    • Retirar o equipamento de operação.
    • Criar uma OS corretiva relacionada.
    • Solicitar avaliação especializada.
    • Programar nova inspeção.
    • Monitorar a evolução da condição.

    A resposta deve considerar o risco e as responsabilidades definidas pela empresa.

    10. Vigência e revisão

    Registre:

    • Data de criação.
    • Responsável pela elaboração.
    • Responsável pela aprovação.
    • Data de início.
    • Versão.
    • Última revisão.
    • Próxima revisão.
    • Motivo das alterações.
    • Situação do plano.

    Esse controle evita que procedimentos antigos continuem sendo utilizados sem avaliação.

    Como definir a periodicidade da manutenção?

    A frequência não deve ser escolhida apenas porque “sempre foi assim”.

    Considere:

    Recomendação do fabricante

    Manuais e documentos técnicos podem apresentar atividades e intervalos iniciais.

    Essas informações são referências importantes, especialmente durante a garantia. Entretanto, o uso real pode exigir ajustes.

    Intensidade de uso

    Dois equipamentos iguais podem operar quantidades muito diferentes de horas.

    Quando o desgaste está relacionado ao funcionamento, uma periodicidade por uso pode ser mais adequada do que uma data fixa.

    Ambiente

    Poeira, umidade, temperatura, vibração, exposição externa e agentes contaminantes podem alterar a necessidade de manutenção.

    Criticidade

    Ativos com consequências maiores em caso de falha podem exigir inspeções mais frequentes ou controles adicionais.

    Histórico

    Analise:

    • Intervalo entre falhas.
    • Componentes substituídos.
    • Resultados das inspeções.
    • Medições anteriores.
    • Ordens corretivas.
    • Tempo de operação.
    • Custos.
    • Recomendações pendentes.

    Exigências aplicáveis

    Algumas atividades podem possuir prazos definidos por normas, contratos, garantias, requisitos internos ou órgãos responsáveis.

    A empresa deve identificar quais exigências se aplicam à sua operação.

    Capacidade da equipe

    A frequência precisa ser tecnicamente adequada, mas também executável.

    Criar mais atividades do que a equipe consegue realizar provoca atrasos, preenchimentos inadequados e perda de confiança no plano.

    Frequência por tempo ou por uso?

    CritérioExemploAplicação
    TempoA cada 30 diasAtividades relacionadas ao período ou exposição
    UsoA cada 500 horasDesgaste relacionado ao funcionamento
    DistânciaA cada 10.000 kmVeículos e equipamentos móveis
    CiclosA cada 20.000 operaçõesSistemas com movimentos repetitivos
    ProduçãoA cada 50.000 unidadesEquipamentos ligados ao volume produzido
    CondiçãoQuando a medição atingir o limiteAtividades orientadas pelo estado do componente
    EventoApós mudança, parada ou instalaçãoSituações operacionais específicas

    Quando não existe histórico suficiente, a empresa pode iniciar com recomendações técnicas e revisar os intervalos conforme os resultados.

    Como fazer um plano de manutenção preventiva?

    1. Defina os objetivos

    Determine o que a empresa espera alcançar.

    Exemplos:

    • Reduzir falhas inesperadas.
    • Aumentar a disponibilidade.
    • Cumprir exigências contratuais.
    • Melhorar o controle de custos.
    • Preservar equipamentos.
    • Reduzir reincidências.
    • Padronizar inspeções.
    • Melhorar o planejamento da equipe.

    Objetivos claros ajudam a selecionar ativos, tarefas e indicadores.

    2. Faça o inventário dos ativos

    Liste os equipamentos que poderão entrar no plano.

    Colete:

    • Identificação.
    • Localização.
    • Marca e modelo.
    • Número de série.
    • Data de instalação.
    • Condição atual.
    • Manuais.
    • Garantias.
    • Componentes principais.
    • Medidores.
    • Histórico disponível.

    Não é necessário esperar um cadastro perfeito para começar. Entretanto, cada ativo incluído deve possuir uma identificação única.

    3. Classifique a criticidade

    Avalie as consequências da falha e defina prioridades.

    Comece a implantação pelos ativos com maior impacto e pelos equipamentos que concentram corretivas ou indisponibilidade.

    4. Reúna as informações técnicas

    Consulte:

    • Manuais.
    • Recomendações do fabricante.
    • Histórico de ordens.
    • Equipe de manutenção.
    • Operadores.
    • Fornecedores.
    • Documentos de engenharia.
    • Planos anteriores.
    • Requisitos aplicáveis.
    • Análises de falha.

    Evite copiar atividades de outro equipamento sem confirmar se elas são adequadas ao modelo e à condição de uso.

    5. Divida os equipamentos em componentes

    A divisão facilita a criação das tarefas e o relacionamento com falhas anteriores.

    Por exemplo, um sistema pode ser dividido em:

    • Alimentação elétrica.
    • Comando.
    • Acionamento.
    • Transmissão.
    • Estrutura.
    • Segurança.
    • Lubrificação.
    • Refrigeração.
    • Instrumentação.

    6. Defina as atividades

    Para cada componente, pergunte:

    • O que precisa ser inspecionado?
    • O que precisa ser limpo?
    • O que precisa ser medido?
    • O que precisa ser ajustado?
    • O que precisa ser lubrificado?
    • O que possui substituição programada?
    • Qual condição indica anormalidade?
    • Qual evidência precisa ser registrada?
    • O que deve gerar uma corretiva?

    Uma atividade preventiva pode ser de inspeção, conservação, medição, teste, ajuste ou substituição programada.

    7. Determine as frequências

    Escolha o gatilho mais relacionado ao comportamento do equipamento.

    Registre também:

    • Antecedência para gerar a OS.
    • Tolerância permitida.
    • Data de referência.
    • Medidor inicial.
    • Regra para próxima execução.
    • Tratamento de atrasos.

    8. Crie os checklists

    O checklist deve transformar as atividades do plano em perguntas, instruções ou campos de medição.

    Ele pode conter:

    • Respostas conforme ou não conforme.
    • Valores numéricos.
    • Fotografias.
    • Observações.
    • Seleção de componentes.
    • Materiais utilizados.
    • Assinaturas.
    • Ações recomendadas.

    A Fiix descreve o checklist preventivo como o conjunto de tarefas que o técnico deve realizar para concluir uma ordem preventiva, ajudando a padronizar a execução. Fiix

    9. Planeje materiais e mão de obra

    Determine o que precisa estar disponível antes de cada atendimento.

    Quando possível, relacione os itens diretamente ao plano para que sejam apresentados na ordem gerada.

    10. Monte o cronograma

    Distribua as atividades considerando:

    • Vencimentos.
    • Capacidade da equipe.
    • Horários de operação.
    • Paradas programadas.
    • Disponibilidade de fornecedores.
    • Sazonalidade.
    • Acesso aos locais.
    • Agrupamento de atividades.
    • Materiais disponíveis.

    Concentrar todas as preventivas no último dia do mês dificulta a execução e aumenta o risco de atraso.

    11. Gere as ordens de serviço

    Cada execução deve ser controlada por uma ordem de serviço.

    A OS deve apresentar:

    • Equipamento.
    • Plano de origem.
    • Atividades.
    • Checklist.
    • Data prevista.
    • Técnico.
    • Materiais.
    • Medições.
    • Resultados.
    • Pendências.
    • Próxima manutenção.

    12. Acompanhe os resultados

    Depois da implantação, avalie:

    • Cumprimento das ordens.
    • Atrasos.
    • Falhas entre preventivas.
    • Anormalidades encontradas.
    • Materiais consumidos.
    • Tempo realizado.
    • Custos.
    • Reprogramações.
    • Disponibilidade.
    • Reincidências.

    13. Revise o plano

    A revisão pode alterar:

    • Frequência.
    • Atividades.
    • Checklist.
    • Recursos.
    • Tempo previsto.
    • Responsável.
    • Critérios de aceitação.
    • Forma de medição.
    • Equipamentos incluídos.
    • Procedimentos relacionados.

    O plano não deve permanecer inalterado quando as condições dos ativos e da operação mudam.

    Modelo de plano de manutenção preventiva

    Identificação do plano

    Código do plano:
    Nome do plano:
    Versão:
    Data de criação:
    Data de início:
    Responsável pela elaboração:
    Responsável pela aprovação:
    Situação:
    Próxima revisão:

    Equipamento

    Nome do equipamento:
    Código ou patrimônio:
    Marca e modelo:
    Número de série:
    Localização:
    Setor:
    Criticidade:
    Medidor utilizado:
    Condição de garantia:

    Atividade

    Componente:
    Descrição da atividade:
    Tipo de atividade:
    Procedimento relacionado:
    Critério de aceitação:
    Medição obrigatória:
    Fotografia obrigatória:
    Ação em caso de anormalidade:

    Frequência

    Tipo de gatilho:
    Periodicidade:
    Data ou medidor inicial:
    Antecedência para gerar a OS:
    Tolerância permitida:
    Regra para próxima execução:

    Recursos

    Especialidade necessária:
    Quantidade de profissionais:
    Tempo previsto:
    Tempo de parada:
    Materiais:
    Peças:
    Ferramentas:
    Instrumentos:
    Serviço terceirizado:

    Controle

    Checklist relacionado:
    Última execução:
    Próxima execução:
    Último resultado:
    OS relacionada:
    Pendências:
    Observações:

    Exemplo preenchido de plano preventivo

    Código do plano: PMP 0025
    Nome: Inspeção preventiva da bomba de circulação
    Versão: 01
    Data de criação: 21 de julho de 2026
    Situação: Ativo
    Próxima revisão: Janeiro de 2027

    Equipamento: Bomba de circulação
    Patrimônio: BOM 018
    Localização: Área de utilidades
    Criticidade: Alta
    Medidor: Horas de funcionamento

    Componente: Conjunto da bomba e acionamento

    Atividades:

    1. Inspecionar visualmente o equipamento e registrar vazamentos.
    2. Verificar ruídos e vibrações anormais.
    3. Registrar as condições das conexões acessíveis.
    4. Verificar o estado externo do conjunto.
    5. Registrar a leitura do medidor.
    6. Confirmar a condição de funcionamento.
    7. Fotografar qualquer anormalidade.
    8. Criar uma ordem corretiva quando o reparo não fizer parte do escopo preventivo.

    Periodicidade: A cada 30 dias
    Antecedência para gerar a OS: Sete dias
    Tolerância: Três dias
    Duração prevista: 45 minutos
    Quantidade de profissionais: Um técnico

    Materiais previstos: Materiais auxiliares de inspeção e limpeza definidos pelo procedimento.

    Instrumentos: Instrumentos indicados no procedimento técnico aplicável.

    Critério de aceitação: Ausência de vazamentos visíveis, funcionamento sem anormalidades identificadas e medições dentro dos limites definidos.

    Ação em caso de anormalidade: Registrar evidências, avaliar a condição e criar OS corretiva relacionada quando necessário.

    Última execução: 15 de julho de 2026
    Resultado: Concluída com recomendação
    Próxima execução: 14 de agosto de 2026
    Ordem relacionada: PRE 004256

    Esse exemplo apresenta atividades e critérios controláveis. Os valores técnicos e procedimentos devem ser definidos de acordo com o equipamento real.

    Como montar o cronograma preventivo?

    O cronograma transforma as frequências em datas ou faixas de execução.

    Uma estrutura inicial pode conter:

    EquipamentoAtividadeFrequênciaÚltima execuçãoPróxima execuçãoResponsávelSituação
    Bomba 018Inspeção geral30 dias15/07/202614/08/2026MecânicaProgramada
    Painel 006Inspeção90 dias02/06/202631/08/2026ElétricaProgramada
    Veículo 012Revisão por uso10.000 km42.500 km50.000 kmFrotaAguardando medidor

    Antes de confirmar a programação, verifique se a equipe possui capacidade para cumprir as atividades previstas.

    Também é possível agrupar serviços:

    • Por localização.
    • Por especialidade.
    • Por equipamento.
    • Por parada operacional.
    • Por fornecedor.
    • Por necessidade de acesso.
    • Por materiais semelhantes.

    O agrupamento reduz deslocamentos e interrupções, mas não deve provocar atrasos incompatíveis com o plano.

    Como calcular a próxima manutenção?

    Para periodicidades por data, uma forma simples é:

    Próxima manutenção = última execução + intervalo definido

    Exemplo:

    Última execução em 15 de julho, com intervalo de 30 dias:

    Próxima execução: 14 de agosto

    Entretanto, a empresa precisa definir se a próxima data será calculada a partir:

    • Da data originalmente prevista.
    • Da data efetivamente executada.
    • Da leitura do medidor.
    • De uma data fixa no calendário.

    Calcular sempre pela data real pode deslocar gradualmente o cronograma quando ocorrem atrasos.

    Em alguns casos, manter a referência planejada evita que a postergação de uma ordem aumente indevidamente o intervalo seguinte.

    Como controlar planos com diferentes frequências?

    Um mesmo equipamento pode possuir:

    • Inspeção semanal.
    • Limpeza mensal.
    • Medição trimestral.
    • Revisão semestral.
    • Substituição anual.

    Essas atividades podem ser organizadas em planos separados ou em uma sequência acumulativa.

    Em uma sequência acumulativa, a manutenção de maior intervalo inclui atividades das frequências menores.

    Exemplo:

    • Mensal: inspeção visual.
    • Trimestral: inspeção visual e medição.
    • Semestral: inspeção, medição e revisão.
    • Anual: todas as anteriores e atividades adicionais.

    A estrutura escolhida deve evitar ordens duplicadas e deixar claro o escopo de cada atendimento.

    Quais indicadores acompanhar?

    Cumprimento do plano

    Indica o percentual de ordens concluídas no prazo.

    Cumprimento (%) = ordens concluídas no prazo ÷ ordens previstas × 100

    Ordens preventivas atrasadas

    Mostra quantas atividades ultrapassaram o prazo definido.

    Percentual de manutenção preventiva

    Compara o esforço preventivo com o total de manutenção realizado.

    Falhas entre preventivas

    Identifica ativos que continuam falhando apesar da execução do plano.

    Anormalidades encontradas

    Mostra quantas preventivas identificaram condições que exigiram ação.

    Reprogramações

    Indica quantas ordens tiveram suas datas alteradas e por quais motivos.

    Tempo previsto e realizado

    Compara a duração estimada com o tempo efetivamente utilizado.

    Custo preventivo por equipamento

    Reúne mão de obra, materiais e serviços aplicados em cada ativo.

    Relação entre preventivas e corretivas

    Ajuda a avaliar se o plano está contribuindo para reduzir intervenções não planejadas.

    MTBF

    O tempo médio entre falhas pode ajudar a observar mudanças na confiabilidade dos ativos reparáveis.

    O indicador precisa utilizar critérios padronizados e dados consistentes.

    Como revisar o plano usando os resultados?

    A revisão deve verificar se as atividades estão sendo feitas:

    • No equipamento correto.
    • Com a frequência adequada.
    • Pelo profissional adequado.
    • Com os recursos necessários.
    • De forma padronizada.
    • Com efeito positivo sobre a confiabilidade.

    Segundo a Fiix, uma auditoria do programa preventivo deve avaliar se a empresa executa as atividades certas, no momento adequado e da maneira correta. Fiix

    Considere aumentar a frequência quando:

    • Existem falhas recorrentes entre as inspeções.
    • A condição se altera rapidamente.
    • O equipamento passou a operar mais.
    • O ambiente se tornou mais severo.
    • O ativo aumentou sua criticidade.
    • As medições se aproximam frequentemente dos limites.

    Considere reduzir ou modificar a frequência quando:

    • As inspeções nunca encontram alterações.
    • Componentes são substituídos em boas condições.
    • O equipamento opera menos.
    • Existe monitoramento por condição.
    • A tarefa apresenta pouco efeito sobre as falhas.
    • O custo preventivo não se justifica diante do risco.

    A redução da frequência deve ser baseada em análise, não apenas na falta de disponibilidade da equipe.

    Plano no Word, Excel ou sistema

    Word

    Pode ser útil para documentar:

    • Descrição do plano.
    • Procedimentos.
    • Responsabilidades.
    • Critérios.
    • Aprovações.
    • Histórico de versões.

    Sua limitação está na programação de datas e no acompanhamento de muitas execuções.

    Excel

    Uma planilha pode controlar:

    • Cadastro de equipamentos.
    • Periodicidades.
    • Última manutenção.
    • Próxima manutenção.
    • Responsáveis.
    • Situações.
    • Custos.
    • Indicadores iniciais.

    O Excel pode atender operações menores, mas exige atenção com versões, fórmulas, permissões e atualizações simultâneas.

    Sistema de manutenção

    Um sistema de ordem de serviço ou CMMS pode permitir:

    • Cadastro de ativos.
    • Planos com diferentes frequências.
    • Geração automática de ordens.
    • Agenda da equipe.
    • Controle de materiais.
    • Checklists no celular.
    • Fotografias.
    • Assinaturas.
    • Medições.
    • Histórico.
    • Alertas.
    • Indicadores.
    • Ordens relacionadas.
    • Atualização da próxima execução.
    • Acompanhamento em tempo real.

    A escolha deve considerar a quantidade de ativos, o volume de ordens e a complexidade da operação.

    Erros comuns no plano de manutenção

    Incluir todos os equipamentos de uma vez

    Uma implantação ampla demais pode gerar um volume de atividades que a equipe não consegue validar ou executar.

    Copiar planos de outros ativos

    Equipamentos semelhantes podem possuir aplicações, ambientes e históricos diferentes.

    Criar tarefas genéricas

    “Fazer manutenção” não informa ao técnico o que deve ser inspecionado ou registrado.

    Definir frequências sem justificativa

    Periodicidades baseadas apenas em costume podem gerar excesso de manutenção ou falhas entre intervenções.

    Considerar apenas o calendário

    Ativos com uso variável podem exigir controle por horas, ciclos, distância ou produção.

    Ignorar a criticidade

    Distribuir os mesmos recursos para todos os equipamentos pode retirar atenção dos ativos mais importantes.

    Não planejar materiais

    A OS é gerada, mas não pode ser concluída por falta de peças ou instrumentos.

    Criar checklists muito extensos

    Formulários com muitos campos desnecessários aumentam o tempo de preenchimento e reduzem a qualidade das respostas.

    Não definir limites

    Solicitar uma medição sem apresentar ou relacionar o critério esperado dificulta a avaliação do resultado.

    Não tratar anormalidades

    Uma preventiva que identifica problemas, mas não gera ações controladas, não reduz o risco.

    Reprogramar sem registrar o motivo

    Mudanças constantes podem esconder falta de capacidade ou problemas de planejamento.

    Nunca revisar o plano

    Equipamentos, ambientes, equipes e condições de operação mudam ao longo do tempo.

    Avaliar apenas a quantidade de ordens

    Concluir muitas ordens não significa que o plano esteja reduzindo falhas ou melhorando a confiabilidade.

    Conclusão

    O plano de manutenção preventiva define quais equipamentos serão atendidos, quais atividades precisam ser realizadas, com que frequência e com quais recursos.

    Sua elaboração deve começar pelo cadastro e pela criticidade dos ativos. Em seguida, a empresa precisa reunir informações técnicas, definir tarefas, selecionar os gatilhos adequados e criar checklists objetivos.

    O plano também precisa estar conectado ao cronograma e às ordens de serviço. Sem o registro de cada execução, não é possível confirmar o cumprimento, analisar medições ou acompanhar anormalidades.

    Depois da implantação, os resultados devem orientar as revisões. Falhas recorrentes podem indicar frequências insuficientes ou atividades inadequadas. Inspeções que nunca encontram mudanças podem demonstrar a necessidade de reavaliar o intervalo ou o método utilizado.

    Um bom plano não é aquele que apresenta a maior quantidade de tarefas. É aquele que direciona os recursos disponíveis às atividades capazes de preservar a segurança, a disponibilidade e a confiabilidade dos equipamentos.

  • Ordem de serviço de manutenção corretiva: como criar e preencher

    A ordem de serviço de manutenção corretiva é o documento utilizado para planejar, autorizar, executar e registrar uma intervenção destinada a corrigir uma falha ou anormalidade identificada em um equipamento.

    Ela informa o que aconteceu, qual ativo foi afetado, quando o problema começou, quais impactos foram provocados e quais atividades precisam ser realizadas para restabelecer o funcionamento.

    Depois da execução, a OS deve registrar o diagnóstico, a causa identificada, os materiais utilizados, o tempo de reparo, os testes realizados e a condição final do equipamento.

    A manutenção corretiva nem sempre representa uma emergência. Uma anormalidade pode ser identificada durante uma inspeção e programada para reparo posterior, desde que a continuidade da operação seja tecnicamente aceitável.

    Neste artigo, você aprenderá como fazer uma OS de manutenção corretiva, quais campos incluir, como diferenciar sintoma, diagnóstico, causa e solução e como documentar corretamente o encerramento do serviço.

    O que é uma ordem de serviço de manutenção corretiva?

    A ordem de serviço de manutenção corretiva, também chamada de OS corretiva, é o registro utilizado para controlar o reparo de uma falha ou condição inadequada identificada em um ativo.

    Ela pode ser aberta após:

    • Uma parada inesperada.
    • Uma redução de desempenho.
    • Um alarme.
    • Uma inspeção.
    • Uma manutenção preventiva.
    • Uma medição fora do limite.
    • Uma reclamação do operador.
    • Uma ocorrência de segurança.
    • Um vazamento.
    • Um ruído incomum.
    • Uma falha de qualidade.
    • Uma recomendação técnica pendente.

    A documentação da Oracle define a ordem corretiva como o tipo de ordem criado para iniciar o processo de reparo sob demanda de um ativo. A ordem pode conter informações sobre ativo, prioridade, datas, operações, componentes, recursos, documentos e histórico. Oracle

    Depois do reparo, a OS passa a integrar o histórico do equipamento. Esses dados podem ajudar a identificar falhas recorrentes, custos elevados e ativos que exigem revisão do plano de manutenção.

    Para que serve uma OS corretiva?

    A ordem corretiva organiza o atendimento desde a comunicação do problema até a liberação do equipamento.

    Ela serve para:

    • Identificar o equipamento afetado.
    • Registrar o problema relatado.
    • Informar quando a anormalidade foi percebida.
    • Avaliar impacto e prioridade.
    • Direcionar a equipe responsável.
    • Planejar materiais e ferramentas.
    • Controlar a indisponibilidade.
    • Registrar o diagnóstico.
    • Documentar a causa da falha.
    • Apresentar os reparos realizados.
    • Controlar peças substituídas.
    • Registrar horas trabalhadas.
    • Comprovar os testes finais.
    • Informar pendências.
    • Autorizar a liberação do equipamento.
    • Alimentar indicadores de manutenção.

    Uma OS preenchida apenas com “equipamento parado” na abertura e “problema resolvido” no encerramento comprova que existiu um atendimento, mas oferece pouca informação para a gestão da manutenção.

    Manutenção corretiva é sempre emergencial?

    Não. A manutenção corretiva pode ser imediata ou programada.

    Manutenção corretiva imediata

    O reparo precisa começar rapidamente porque a falha:

    • Interrompeu a operação.
    • Apresenta risco.
    • Afeta um equipamento crítico.
    • Pode causar danos adicionais.
    • Compromete a qualidade.
    • Impede o atendimento de clientes.
    • Não possui alternativa operacional.

    Nesse caso, a prioridade é controlar o risco e restabelecer a operação.

    Manutenção corretiva programada

    A anormalidade foi identificada, mas o reparo pode ser planejado para uma data posterior.

    Isso pode ocorrer quando:

    • O equipamento continua funcionando.
    • Existe redundância.
    • A condição permanece controlada.
    • O reparo depende de uma parada programada.
    • Uma peça precisa ser adquirida.
    • A intervenção exige equipe especializada.
    • O risco da espera foi avaliado e aceito.

    Segundo a IBM, a manutenção corretiva pode abranger tanto reparos realizados imediatamente após uma falha quanto intervenções planejadas para uma data posterior. IBM

    Adiar o reparo não significa ignorar o problema. A decisão precisa apresentar responsável, prazo, justificativa e medidas temporárias quando necessárias.

    Qual é a diferença entre corretiva, preventiva e preditiva?

    TipoEvento que gera a manutençãoObjetivo
    PreventivaData ou medição programadaReduzir a probabilidade de falhas
    PreditivaTendência ou condição monitoradaIdentificar o melhor momento para intervir
    Corretiva programadaAnormalidade identificadaCorrigir o problema em uma data planejada
    Corretiva emergencialFalha com necessidade imediataRestabelecer a operação rapidamente

    Uma manutenção preventiva pode encontrar um componente desgastado e gerar uma OS corretiva. Da mesma forma, uma análise preditiva pode identificar uma tendência inadequada e originar um reparo programado.

    Como funciona o ciclo da manutenção corretiva?

    O processo pode ser dividido nas seguintes etapas:

    1. Identificação da anormalidade.
    2. Registro da solicitação.
    3. Avaliação inicial.
    4. Classificação da prioridade.
    5. Criação da ordem de serviço.
    6. Contenção do problema.
    7. Diagnóstico.
    8. Planejamento do reparo.
    9. Execução.
    10. Teste de funcionamento.
    11. Liberação do equipamento.
    12. Registro da causa.
    13. Encerramento da OS.
    14. Análise de recorrência.

    Em atendimentos emergenciais, algumas etapas podem ocorrer simultaneamente. Mesmo assim, as informações precisam ser registradas posteriormente para preservar o histórico.

    Quais informações uma OS corretiva deve ter?

    1. Identificação da ordem

    Registre:

    • Número da OS.
    • Data e hora da abertura.
    • Situação.
    • Tipo de manutenção.
    • Prioridade.
    • Solicitante.
    • Setor responsável.
    • Origem da solicitação.
    • Ordem relacionada.
    • Prazo esperado.

    O número da ordem deve ser único para permitir sua localização e relacionamento com outros documentos.

    2. Identificação do equipamento

    Inclua:

    • Nome do equipamento.
    • Código ou patrimônio.
    • Marca e modelo.
    • Número de série.
    • Localização.
    • Setor.
    • Centro de custo.
    • Criticidade.
    • Componente afetado.
    • Condição de garantia.
    • Horímetro ou medidor atual.

    Registrar apenas o local, como “setor de produção”, não permite identificar qual ativo apresentou o problema.

    3. Descrição da ocorrência

    A abertura deve registrar o que foi percebido sem transformar automaticamente a observação em diagnóstico.

    Exemplos de informações importantes:

    • Data e hora da ocorrência.
    • Pessoa que identificou o problema.
    • Atividade executada no momento.
    • Sintoma percebido.
    • Alarmes apresentados.
    • Ruídos, odores ou vibrações incomuns.
    • Perda de desempenho.
    • Interrupção total ou parcial.
    • Condições ambientais.
    • Ações realizadas antes da chegada da manutenção.
    • Fotografias ou outras evidências.

    Uma descrição adequada seria:

    O equipamento interrompeu o funcionamento durante a operação e apresentou o alarme indicado no painel. Foram realizadas duas tentativas de reinicialização, sem restabelecimento.

    A solicitação deve descrever a ocorrência observada. A causa será registrada após o diagnóstico.

    4. Impacto e prioridade

    Avalie:

    • Risco para as pessoas.
    • Impacto ambiental.
    • Interrupção da produção.
    • Efeito sobre a qualidade.
    • Equipamentos dependentes.
    • Existência de redundância.
    • Possibilidade de agravamento.
    • Quantidade de clientes afetados.
    • Custo da indisponibilidade.
    • Prazo para atendimento.

    Uma classificação possível é:

    PrioridadeCaracterística
    EmergencialExige ação imediata
    AltaImpacto relevante e prazo curto
    MédiaProblema controlado, mas precisa ser corrigido
    BaixaImpacto pequeno e possibilidade de programação

    A prioridade não deve depender apenas de quem solicitou o serviço. É recomendável utilizar critérios previamente definidos.

    5. Condição de segurança e contenção

    Antes do reparo, informe:

    • Se o equipamento está parado.
    • Se foi isolado.
    • Se existe risco residual.
    • Se pode continuar funcionando.
    • Se houve contenção temporária.
    • Se a área está liberada.
    • Se existem orientações específicas para acesso.
    • Quem autorizou a intervenção.

    Esses campos não substituem os procedimentos de segurança adotados pela empresa. Sua função é registrar a condição encontrada e as ações controladas pelo processo de manutenção.

    6. Diagnóstico

    O diagnóstico deve registrar o problema técnico identificado após a avaliação.

    Podem ser incluídos:

    • Componente afetado.
    • Testes realizados.
    • Medições.
    • Evidências encontradas.
    • Modo de falha.
    • Extensão do dano.
    • Condição de componentes relacionados.
    • Hipóteses descartadas.
    • Necessidade de desmontagem.
    • Recomendação de reparo.

    Quando a causa ainda não for conhecida, isso deve ser informado. Não é recomendável registrar uma suposição como conclusão definitiva.

    7. Planejamento do reparo

    Inclua:

    • Técnico ou equipe.
    • Especialidade necessária.
    • Tempo estimado.
    • Materiais previstos.
    • Peças de reposição.
    • Ferramentas.
    • Instrumentos de medição.
    • Serviços terceirizados.
    • Documentos técnicos.
    • Necessidade de parada.
    • Data programada.
    • Condições necessárias para execução.

    Em uma emergência, o planejamento pode ser simplificado, mas os materiais e recursos utilizados devem ser informados ao final.

    8. Registro da execução

    Durante o atendimento, registre:

    • Data da execução.
    • Horário de chegada.
    • Horário de início.
    • Horário de interrupção.
    • Horário de retomada.
    • Horário de término.
    • Profissionais envolvidos.
    • Atividades realizadas.
    • Componentes reparados.
    • Peças substituídas.
    • Materiais consumidos.
    • Serviços terceirizados.
    • Ajustes realizados.
    • Medições antes e depois.
    • Dificuldades encontradas.

    Os horários permitem separar tempo de resposta, tempo de espera, tempo de reparo e indisponibilidade total.

    9. Causa da falha

    A causa pode estar relacionada a:

    • Desgaste.
    • Falta ou excesso de lubrificação.
    • Contaminação.
    • Instalação inadequada.
    • Ajuste incorreto.
    • Sobrecarga.
    • Componente incompatível.
    • Falha de vedação.
    • Condição ambiental.
    • Procedimento inadequado.
    • Defeito de fabricação.
    • Falha elétrica.
    • Ausência de inspeção.
    • Intervenção anterior inadequada.
    • Causa ainda não determinada.

    Expressões como “desgaste natural” devem ser utilizadas com cuidado. Uma classificação genérica pode esconder condições relacionadas a operação, ambiente, montagem ou especificação.

    10. Testes e validação

    Antes da liberação, registre:

    • Teste realizado.
    • Duração do teste.
    • Condição de operação.
    • Valores medidos.
    • Limites esperados.
    • Resultado.
    • Presença de vazamentos ou ruídos.
    • Funcionamento dos dispositivos relacionados.
    • Responsável pela validação.
    • Restrições temporárias.

    O teste precisa estar relacionado à falha corrigida. Apenas informar “testado e aprovado” pode ser insuficiente em equipamentos críticos.

    11. Encerramento

    Confirme:

    • Se o reparo foi concluído.
    • Se a falha foi eliminada.
    • Se o equipamento foi liberado.
    • Se existem restrições.
    • Se há materiais pendentes.
    • Se uma nova OS precisa ser criada.
    • Se existe acompanhamento programado.
    • Se a causa foi registrada.
    • Se os custos foram informados.
    • Se o responsável validou o atendimento.

    Uma OS não deve ser encerrada apenas porque o técnico deixou o local.

    Sintoma, diagnóstico, causa e solução: qual é a diferença?

    Esses conceitos devem ser registrados separadamente.

    InformaçãoPergunta respondidaExemplo
    SintomaO que foi percebido?Equipamento não inicia
    DiagnósticoQual problema técnico foi encontrado?Contator não fecha o circuito
    CausaPor que o problema ocorreu?Contatos danificados após aquecimento recorrente
    SoluçãoO que foi feito?Componente substituído e conexão corrigida
    TesteComo o resultado foi confirmado?Funcionamento acompanhado em diferentes ciclos

    Misturar essas informações dificulta a análise posterior.

    Por exemplo, “motor queimado” pode ser apenas uma avaliação inicial. O diagnóstico precisa confirmar a condição, e a análise pode indicar que a falha foi provocada por sobrecarga, ventilação inadequada ou problema de alimentação.

    Resumo dos campos recomendados

    GrupoInformações
    IdentificaçãoNúmero, data, situação, solicitante e prioridade
    EquipamentoCódigo, descrição, localização e criticidade
    OcorrênciaSintoma, momento, alarmes e impacto
    SegurançaIsolamento, riscos e contenção
    DiagnósticoComponente, testes, medições e modo de falha
    PlanejamentoEquipe, prazo, peças e ferramentas
    ExecuçãoHorários, atividades e materiais
    CausaOrigem confirmada ou hipótese
    ValidaçãoTestes, medições e responsável
    EncerramentoCondição final, pendências e liberação

    Como fazer uma ordem de serviço corretiva?

    1. Registre a ocorrência

    Colete as informações com a pessoa que identificou o problema.

    Pergunte:

    • O que aconteceu?
    • Quando aconteceu?
    • O equipamento parou completamente?
    • Algum alarme foi apresentado?
    • O problema já ocorreu antes?
    • Alguma ação foi tentada?
    • Existe risco de agravamento?
    • Há outro equipamento disponível?

    Evite iniciar a OS apenas com “máquina com defeito”.

    2. Identifique o ativo correto

    Confirme código, localização, modelo e componente afetado.

    Equipamentos semelhantes instalados no mesmo local podem possuir históricos e peças diferentes.

    3. Classifique a prioridade

    Avalie risco, impacto, criticidade e alternativas operacionais.

    Uma falha em um equipamento reserva não deve receber automaticamente a mesma prioridade de uma falha em um ativo sem redundância.

    4. Registre as medidas iniciais

    Informe se o equipamento foi parado, isolado ou mantido em funcionamento com alguma restrição.

    Toda solução temporária deve apresentar prazo e responsável.

    5. Faça o diagnóstico

    O diagnóstico pode envolver:

    • Inspeção visual.
    • Consulta ao histórico.
    • Entrevista com o operador.
    • Análise de alarmes.
    • Medições.
    • Testes funcionais.
    • Comparação com parâmetros.
    • Verificação de componentes.
    • Consulta a documentos técnicos.

    Não substitua o diagnóstico pela troca sucessiva de peças sem registrar as verificações realizadas.

    6. Planeje a intervenção

    Determine equipe, materiais, duração, ferramentas e condições necessárias.

    Se o reparo for adiado, registre:

    • Motivo.
    • Risco avaliado.
    • Medida temporária.
    • Data prevista.
    • Responsável pelo acompanhamento.

    7. Execute e documente

    Registre o que realmente foi realizado. Caso o escopo mude, atualize a ordem ou crie uma OS relacionada.

    8. Realize os testes

    Confirme o funcionamento do equipamento nas condições necessárias.

    Quando possível, registre valores antes e depois do reparo.

    9. Identifique a causa

    Nem toda falha exige uma investigação extensa. Entretanto, falhas críticas, recorrentes ou de custo elevado podem exigir uma análise mais detalhada.

    A OS pode registrar a causa confirmada, uma causa provável ou informar que a investigação continuará em outro documento.

    10. Encerre e acompanhe

    Verifique se o equipamento foi liberado e se existem pendências.

    Quando necessário, programe:

    • Nova inspeção.
    • Análise de causa.
    • Modificação no equipamento.
    • Revisão de procedimento.
    • Treinamento.
    • Atualização do plano preventivo.
    • Aquisição de componente reserva.

    Modelo de ordem de serviço de manutenção corretiva

    Identificação

    Número da OS:
    Data e hora da abertura:
    Situação:
    Prioridade:
    Solicitante:
    Setor responsável:
    Origem da solicitação:

    Equipamento

    Nome do equipamento:
    Código ou patrimônio:
    Marca e modelo:
    Número de série:
    Localização:
    Criticidade:
    Componente afetado:
    Medidor atual:

    Ocorrência

    Data e hora da ocorrência:
    Sintoma relatado:
    Alarme apresentado:
    Condição de operação:
    Impacto provocado:
    Ações já realizadas:
    Equipamento parado:
    Existe redundância:

    Avaliação inicial

    Riscos identificados:
    Medida de contenção:
    Equipamento isolado:
    Pode continuar operando:
    Restrições:

    Diagnóstico

    Condição encontrada:
    Testes realizados:
    Medições:
    Componente com falha:
    Modo de falha:
    Causa confirmada ou provável:

    Planejamento

    Técnico ou equipe:
    Data programada:
    Duração prevista:
    Materiais previstos:
    Peças necessárias:
    Ferramentas e instrumentos:
    Orientações aplicáveis:

    Execução

    Data da execução:
    Horário de chegada:
    Início do diagnóstico:
    Início do reparo:
    Término do reparo:
    Técnicos envolvidos:
    Serviço realizado:
    Peças substituídas:
    Materiais utilizados:
    Tempo de espera:

    Testes

    Teste realizado:
    Duração:
    Medições finais:
    Resultado:
    Responsável pela validação:

    Encerramento

    Condição final:
    Equipamento liberado:
    Restrições:
    Pendências:
    Nova OS relacionada:
    Acompanhamento necessário:
    Data de encerramento:
    Responsável pelo encerramento:

    Exemplo preenchido de OS corretiva

    Número da OS: COR 004287
    Data da abertura: 21 de julho de 2026, às 8h15
    Situação: Concluída
    Prioridade: Alta
    Solicitante: Responsável da operação
    Origem: Comunicação do operador

    Equipamento: Bomba centrífuga
    Patrimônio: BOM 018
    Marca e modelo: Equipamento Exemplo
    Localização: Área de utilidades
    Criticidade: Alta
    Componente afetado: Conjunto de vedação

    Data da ocorrência: 21 de julho de 2026, às 7h55

    Sintoma relatado: Presença de vazamento e redução do desempenho durante a operação.

    Impacto: O equipamento foi retirado de operação. A unidade reserva foi acionada para manter o processo.

    Medida inicial: Equipamento desligado, isolado e disponibilizado para avaliação da manutenção.

    Horário de chegada do técnico: 8h35
    Início do diagnóstico: 8h45

    Condição encontrada: Vazamento identificado na região do conjunto de vedação. Os demais componentes acessíveis foram inspecionados.

    Testes e verificações: Inspeção do conjunto, verificação das conexões e avaliação das condições do componente removido.

    Diagnóstico: Perda da capacidade de vedação do componente.

    Causa provável: Desgaste do conjunto, com necessidade de acompanhamento das condições de operação nas próximas inspeções.

    Planejamento: Substituição do componente, revisão das conexões e teste de funcionamento.

    Início do reparo: 9h20
    Término do reparo: 10h35

    Serviço realizado:

    • Remoção do componente danificado.
    • Limpeza das superfícies relacionadas.
    • Instalação do novo conjunto.
    • Conferência das conexões.
    • Montagem e preparação para teste.

    Material utilizado: Um conjunto de vedação compatível e materiais auxiliares de manutenção.

    Teste final: O equipamento foi colocado em funcionamento e acompanhado durante o período definido pela equipe. Não foram observados vazamentos, e o desempenho permaneceu dentro das condições esperadas.

    Condição final: Equipamento liberado para operação.

    Pendência: Realizar inspeção de acompanhamento na próxima semana.

    Nova OS relacionada: INS 004301

    Encerramento: 21 de julho de 2026, às 11h20.

    Esse exemplo separa o sintoma relatado, a condição encontrada, o diagnóstico, a causa provável, o reparo e o teste final. Dessa forma, o histórico permanece mais claro e pode ser utilizado em análises futuras.

    Como controlar o tempo da manutenção corretiva?

    Uma única informação de duração pode esconder diferentes etapas.

    É recomendável registrar:

    • Horário da ocorrência.
    • Horário da solicitação.
    • Horário da chegada.
    • Início do diagnóstico.
    • Início do reparo.
    • Tempo aguardando material.
    • Tempo aguardando liberação.
    • Término do reparo.
    • Início do teste.
    • Liberação do equipamento.

    Esses horários permitem analisar:

    Tempo de resposta

    Período entre a solicitação e o início do atendimento.

    Tempo de diagnóstico

    Período utilizado para identificar o problema.

    Tempo de espera

    Período em que o reparo ficou interrompido por falta de peças, acesso, equipe ou autorização.

    Tempo de reparo

    Período efetivamente utilizado na intervenção.

    Tempo de indisponibilidade

    Período total em que o equipamento permaneceu incapaz de cumprir sua função.

    Separar esses tempos ajuda a identificar se o atraso está no deslocamento, no diagnóstico, no estoque, na execução ou na validação.

    Quando realizar uma análise de causa?

    Uma investigação mais detalhada pode ser necessária quando a falha:

    • É recorrente.
    • Afeta um ativo crítico.
    • Provoca longa indisponibilidade.
    • Apresenta custo elevado.
    • Gera risco relevante.
    • Afeta a qualidade.
    • Continua ocorrendo após reparos.
    • Envolve vários equipamentos semelhantes.
    • Não possui causa evidente.
    • Pode provocar consequências maiores.

    A análise deve procurar explicar por que a falha aconteceu e quais condições permitiram sua ocorrência.

    Trocar um componente restaura o equipamento, mas não garante que o problema não voltará. Se a causa estiver relacionada a instalação, operação, ambiente ou especificação, outras ações poderão ser necessárias.

    Como controlar peças e materiais?

    A OS deve diferenciar materiais previstos e utilizados.

    Registre:

    • Código do item.
    • Descrição.
    • Quantidade.
    • Unidade.
    • Lote ou número de série, quando aplicável.
    • Local de retirada.
    • Custo.
    • Componente retirado.
    • Destino do material removido.
    • Condição de garantia.
    • Devolução de itens não utilizados.

    Esse controle permite calcular o custo do reparo e acompanhar componentes substituídos com frequência.

    Quais indicadores podem ser gerados?

    As ordens corretivas podem fornecer dados para:

    • Quantidade de corretivas abertas.
    • Quantidade de emergências.
    • Tempo médio de resposta.
    • Tempo médio de reparo.
    • Tempo médio entre falhas.
    • Indisponibilidade dos ativos.
    • Custo por equipamento.
    • Horas de manutenção corretiva.
    • Consumo de peças.
    • Falhas por componente.
    • Reincidência.
    • Percentual de reparos concluídos na primeira intervenção.
    • Tempo de espera por materiais.
    • Distribuição das causas.
    • Corretivas originadas em preventivas.
    • Quantidade de ordens vencidas.
    • Relação entre manutenção preventiva e corretiva.

    Os resultados dependem da qualidade dos registros. Ordens encerradas apenas com “serviço concluído” não oferecem dados suficientes para analisar confiabilidade ou recorrência.

    Ordem corretiva no Word, Excel ou sistema

    Modelo no Word

    Pode ser utilizado quando:

    • Existem poucas ordens.
    • O formulário precisa ser impresso.
    • O atendimento é realizado individualmente.
    • Não há necessidade de acompanhamento em tempo real.

    Sua limitação está no controle dos históricos, prazos e indicadores.

    Modelo no Excel

    Uma planilha pode ajudar a:

    • Listar ordens abertas.
    • Controlar prioridades.
    • Registrar responsáveis.
    • Calcular prazos.
    • Acompanhar custos.
    • Filtrar equipamentos.
    • Identificar reincidências.
    • Criar indicadores iniciais.

    Entretanto, fotografias, checklists, assinaturas e várias atualizações simultâneas podem tornar o controle mais difícil.

    Sistema de manutenção

    Um sistema de ordem de serviço ou CMMS pode centralizar:

    • Cadastro de ativos.
    • Solicitações.
    • Priorização.
    • Agenda da equipe.
    • Aplicativo móvel.
    • Fotografias.
    • Materiais.
    • Horas trabalhadas.
    • Histórico.
    • Ordens relacionadas.
    • Causas de falha.
    • Custos.
    • Indicadores.
    • Integrações.

    A escolha deve considerar o volume de ordens, a criticidade dos ativos, a distribuição da equipe e a necessidade de informações em tempo real.

    Erros comuns nas ordens corretivas

    Registrar uma descrição genérica

    “Equipamento com problema” não ajuda o técnico a preparar o atendimento.

    Confundir relato com diagnóstico

    O sintoma informado pelo operador não deve ser registrado automaticamente como causa.

    Não identificar o ativo

    O histórico perde valor quando a ordem está vinculada apenas ao setor.

    Definir tudo como emergência

    Quando todas as ordens recebem prioridade máxima, a equipe deixa de possuir um critério real de atendimento.

    Trocar peças sem registrar as verificações

    A substituição pode restabelecer temporariamente o funcionamento sem esclarecer a causa.

    Não controlar o tempo de espera

    A duração total pode ser atribuída ao reparo mesmo quando a maior parte do atraso ocorreu pela falta de materiais.

    Não registrar materiais

    Sem os itens utilizados, o custo real da manutenção permanece incompleto.

    Encerrar sem teste

    O reparo precisa ser validado nas condições aplicáveis ao equipamento.

    Utilizar “desgaste natural” para todas as causas

    Uma classificação ampla demais impede análises sobre instalação, operação, ambiente ou especificação.

    Não criar uma nova ordem para pendências

    Toda recomendação deve possuir responsável, prazo e forma de acompanhamento.

    Não consultar o histórico

    Falhas recorrentes podem ser tratadas como eventos isolados.

    Como reduzir a reincidência das falhas?

    Depois do encerramento, analise:

    • Se a mesma falha já ocorreu.
    • Qual componente foi substituído anteriormente.
    • Quanto tempo durou o último reparo.
    • Se a causa foi confirmada.
    • Se existiam recomendações pendentes.
    • Se a manutenção preventiva precisa ser alterada.
    • Se a peça utilizada é adequada.
    • Se as condições de operação mudaram.
    • Se outros equipamentos podem apresentar o mesmo problema.
    • Se é necessário revisar procedimentos ou treinamentos.

    Uma sequência de ordens semelhantes pode indicar que a equipe está corrigindo o efeito sem eliminar a origem do problema.

    Conclusão

    A ordem de serviço de manutenção corretiva organiza todas as informações necessárias para controlar uma intervenção após a identificação de uma falha ou anormalidade.

    Ela deve apresentar o equipamento, o sintoma, a prioridade, o impacto, o diagnóstico, os materiais, as atividades realizadas, a causa e os testes finais.

    Também é importante separar o tempo de resposta, diagnóstico, espera e reparo. Essa divisão permite entender por que o equipamento permaneceu indisponível e onde o processo pode ser melhorado.

    Quando as ordens são preenchidas de maneira padronizada, a empresa constrói um histórico capaz de revelar falhas recorrentes, ativos com custos elevados e oportunidades de melhoria nos planos preventivos.

    A OS corretiva deixa de ser apenas um comprovante do reparo e passa a funcionar como fonte de informação para aumentar a confiabilidade dos equipamentos.

  • Ordem de serviço de manutenção preventiva: como criar e preencher

    A ordem de serviço de manutenção preventiva é o documento utilizado para programar, orientar, registrar e comprovar uma intervenção realizada antes da ocorrência de uma falha.

    Ela informa qual equipamento será atendido, quando a atividade deverá acontecer, quais procedimentos precisam ser executados, quais recursos serão necessários e como o resultado deverá ser documentado.

    Diferentemente de uma ordem corretiva, a OS preventiva não depende necessariamente de uma falha já identificada. Sua abertura pode ocorrer conforme uma periodicidade, uma medição de uso, uma recomendação do fabricante ou um plano de manutenção definido pela empresa.

    Uma ordem bem estruturada ajuda a garantir que a manutenção seja realizada no momento planejado e de maneira padronizada. Também preserva medições, condições encontradas, materiais utilizados e recomendações para as próximas intervenções.

    Neste artigo, você aprenderá como criar uma ordem de serviço preventiva, quais informações incluir, como definir sua frequência e como utilizar checklists sem tornar o preenchimento excessivamente longo.

    O que é uma ordem de serviço de manutenção preventiva?

    A ordem de serviço de manutenção preventiva, também chamada de OS preventiva, é o registro que autoriza e acompanha uma manutenção programada em um equipamento, componente, veículo, instalação ou infraestrutura.

    Ela pode ser gerada com base em:

    • Dias, semanas, meses ou anos.
    • Horas de funcionamento.
    • Quilometragem.
    • Quantidade produzida.
    • Número de ciclos.
    • Leituras de medidores.
    • Recomendações do fabricante.
    • Condições contratuais.
    • Exigências técnicas ou regulatórias.
    • Histórico de intervenções.
    • Criticidade do equipamento.

    O IBM Maximo, por exemplo, permite programar manutenções preventivas com base no tempo, no uso medido do ativo ou em uma combinação dos dois critérios. Uma ordem poderia ser gerada a cada seis meses ou a cada 300 horas de funcionamento, considerando o evento que ocorresse primeiro. IBM

    Quando a data ou medição programada se aproxima, a ordem é criada para orientar a preparação e a execução da atividade.

    Depois do serviço, a OS passa a integrar o histórico do equipamento e fornece dados para revisar procedimentos e frequências.

    Para que serve uma OS preventiva?

    A ordem preventiva transforma um plano de manutenção em uma atividade executável.

    Ela serve para:

    • Identificar o ativo que receberá a manutenção.
    • Informar a periodicidade da atividade.
    • Programar uma data de execução.
    • Reservar mão de obra.
    • Orientar o técnico.
    • Apresentar procedimentos e checklists.
    • Planejar materiais, ferramentas e instrumentos.
    • Registrar a condição encontrada.
    • Documentar medições.
    • Controlar peças substituídas.
    • Registrar anormalidades.
    • Comprovar a realização do serviço.
    • Programar a próxima intervenção.
    • Atualizar o histórico do ativo.
    • Produzir indicadores.

    Sem a OS, o plano preventivo pode permanecer apenas como uma lista de intenções. A ordem estabelece o trabalho que precisa ser realizado em uma data ou condição determinada.

    Qual é a diferença entre plano, cronograma e ordem preventiva?

    Embora estejam relacionados, esses registros cumprem funções diferentes.

    RegistroFunção
    Plano de manutençãoDefine quais atividades devem ser realizadas em cada ativo
    CronogramaDistribui as atividades ao longo do tempo
    Ordem de serviçoAutoriza, orienta e registra uma execução específica
    ChecklistApresenta os itens que devem ser verificados ou executados
    HistóricoReúne os resultados das intervenções anteriores

    O plano pode estabelecer que um ar condicionado receba higienização trimestral. O cronograma apresenta os meses previstos. A OS representa a intervenção de julho, com técnico, data, materiais e registros da execução.

    O checklist, por sua vez, orienta os pontos que precisam ser verificados durante essa intervenção.

    Como funciona o ciclo da manutenção preventiva?

    O ciclo pode ser organizado nas seguintes etapas:

    1. Cadastro do equipamento.
    2. Definição das atividades preventivas.
    3. Escolha da frequência.
    4. Criação do plano de manutenção.
    5. Geração da ordem de serviço.
    6. Planejamento dos recursos.
    7. Programação da equipe.
    8. Execução da atividade.
    9. Registro dos resultados.
    10. Tratamento das anormalidades.
    11. Encerramento da OS.
    12. Programação da próxima manutenção.

    Em um sistema, o plano preventivo funciona como um modelo utilizado para gerar ordens programadas. Ele pode reunir frequência, procedimentos e recursos necessários. A documentação do IBM Maximo descreve essa associação entre registros preventivos, programação e planos de trabalho. IBM

    Quais informações uma OS preventiva deve ter?

    A estrutura precisa acompanhar o serviço desde sua programação até o encerramento.

    1. Identificação da ordem

    Inclua:

    • Número da OS.
    • Data de geração.
    • Situação.
    • Prioridade.
    • Tipo de manutenção.
    • Plano preventivo relacionado.
    • Unidade ou área responsável.
    • Data limite para execução.

    O número deve ser único para facilitar a localização e o relacionamento com outros registros.

    2. Identificação do equipamento

    Registre:

    • Nome do equipamento.
    • Código ou patrimônio.
    • Marca e modelo.
    • Número de série.
    • Localização.
    • Setor.
    • Centro de custo.
    • Fabricante.
    • Criticidade.
    • Condição de garantia.
    • Horímetro, quilometragem ou outro medidor.

    Quando o equipamento possuir vários componentes, informe também qual conjunto será atendido.

    3. Dados da periodicidade

    A OS preventiva deve mostrar por que aquela atividade foi gerada.

    Os campos podem conter:

    • Tipo de frequência.
    • Intervalo programado.
    • Data da última manutenção.
    • Medição da última manutenção.
    • Data ou medição prevista.
    • Margem de antecipação.
    • Frequência de tolerância.
    • Condição sazonal.
    • Próxima manutenção estimada.

    Uma manutenção baseada em uso deve registrar a leitura do medidor. Sem essa informação, não será possível confirmar se a intervenção ocorreu no momento correto.

    4. Atividades programadas

    Descreva claramente o que precisa ser realizado.

    Por exemplo:

    • Inspecionar filtros.
    • Verificar conexões.
    • Realizar limpeza.
    • Aplicar lubrificação.
    • Medir temperatura.
    • Verificar pressão.
    • Inspecionar desgaste.
    • Testar dispositivos de segurança.
    • Substituir componentes programados.
    • Registrar fotografias.
    • Realizar teste de funcionamento.

    Expressões como “realizar manutenção preventiva completa” são insuficientes porque não definem os procedimentos esperados.

    5. Recursos planejados

    Informe:

    • Técnico ou equipe.
    • Especialidade necessária.
    • Tempo estimado.
    • Número de profissionais.
    • Materiais previstos.
    • Peças programadas.
    • Ferramentas.
    • Instrumentos de medição.
    • Documentos técnicos.
    • Condições de acesso.
    • Orientações aplicáveis à atividade.

    O planejamento evita deslocamentos improdutivos e interrupções provocadas pela falta de recursos.

    6. Checklist

    O checklist apresenta os itens que devem ser executados ou verificados.

    Cada item pode oferecer respostas como:

    • Conforme.
    • Não conforme.
    • Não aplicável.
    • Executado.
    • Não executado.
    • Necessita acompanhamento.
    • Valor medido.
    • Observação.

    Um checklist preventivo pode funcionar como uma sequência de tarefas ou como uma lista de verificações com aprovação e reprovação. Sua função é padronizar a execução e garantir que os pontos necessários sejam avaliados. Fiix

    7. Registro da execução

    Durante o atendimento, registre:

    • Data da execução.
    • Horário de chegada.
    • Horário de início.
    • Horário de término.
    • Profissionais envolvidos.
    • Atividades realizadas.
    • Condição encontrada.
    • Medições.
    • Materiais utilizados.
    • Peças substituídas.
    • Evidências.
    • Testes realizados.
    • Condição final.

    Também deve ser possível identificar qualquer atividade planejada que não tenha sido executada.

    8. Anormalidades encontradas

    A manutenção preventiva pode revelar desgastes, vazamentos, ruídos, folgas ou outras condições inadequadas.

    Registre:

    • Componente afetado.
    • Condição encontrada.
    • Gravidade.
    • Risco.
    • Evidência.
    • Recomendação.
    • Prazo sugerido.
    • Possibilidade de continuidade da operação.
    • Necessidade de nova ordem.

    Não é recomendável acrescentar um reparo amplo à OS preventiva sem controlar a mudança de escopo. Dependendo do processo, a anormalidade deve gerar uma ordem corretiva relacionada.

    9. Encerramento

    Antes de encerrar, confirme:

    • Se todos os itens foram respondidos.
    • Se as atividades foram executadas.
    • Se as medições foram registradas.
    • Se os materiais foram apontados.
    • Se o teste final foi realizado.
    • Se existem pendências.
    • Se o equipamento foi liberado.
    • Se uma nova ordem precisa ser criada.
    • Se a próxima manutenção foi programada.
    • Se o responsável validou o resultado.

    Resumo dos campos recomendados

    GrupoInformações
    IdentificaçãoNúmero, situação, prioridade e plano relacionado
    EquipamentoCódigo, descrição, localização e criticidade
    FrequênciaCritério, intervalo, última e próxima execução
    PlanejamentoResponsável, data, duração e recursos
    ProcedimentoInstruções e checklist
    ExecuçãoHorários, atividades e profissionais
    ResultadoCondições, medições, materiais e testes
    AnormalidadesProblema, gravidade, recomendação e prazo
    EncerramentoLiberação, validação e próxima manutenção

    Como fazer uma ordem de serviço preventiva?

    A criação da OS pode ser dividida em nove etapas.

    1. Cadastre corretamente o ativo

    Confirme:

    • Código.
    • Descrição.
    • Localização.
    • Marca e modelo.
    • Número de série.
    • Componentes.
    • Criticidade.
    • Medidores aplicáveis.

    A programação perde confiabilidade quando as ordens são vinculadas apenas ao local ou a descrições genéricas.

    2. Consulte manuais e histórico

    Antes de definir o serviço, verifique:

    • Recomendações do fabricante.
    • Garantias.
    • Intervenções anteriores.
    • Falhas recorrentes.
    • Condições de operação.
    • Ambiente de instalação.
    • Peças já substituídas.
    • Resultados de inspeções.
    • Frequências utilizadas anteriormente.

    O intervalo recomendado pelo fabricante pode precisar de ajustes conforme a intensidade de uso e as condições reais do equipamento.

    3. Defina as atividades

    Cada atividade deve ter uma finalidade clara.

    Em vez de criar uma lista extensa de verificações genéricas, identifique quais modos de falha ou condições cada item pretende detectar ou evitar.

    Uma atividade pode ser classificada como:

    • Inspeção.
    • Limpeza.
    • Lubrificação.
    • Ajuste.
    • Medição.
    • Calibração.
    • Teste.
    • Substituição programada.
    • Reaperto.
    • Coleta de amostra.

    4. Escolha o critério de frequência

    A manutenção pode ser acionada por tempo, uso ou uma combinação de critérios.

    Frequência baseada em tempo

    Exemplos:

    • Semanal.
    • Mensal.
    • Trimestral.
    • Semestral.
    • Anual.

    É indicada quando a degradação está relacionada ao tempo ou quando não existe um medidor de utilização confiável.

    Frequência baseada no uso

    Exemplos:

    • A cada 500 horas.
    • A cada 10.000 quilômetros.
    • A cada 50.000 ciclos.
    • A cada 100 toneladas produzidas.

    Esse modelo relaciona a manutenção à utilização efetiva do ativo.

    Frequência combinada

    A ordem pode ser gerada quando o primeiro limite for atingido.

    Exemplo:

    • A cada seis meses ou 500 horas, considerando o que ocorrer primeiro.

    Frequência sazonal

    Algumas atividades são necessárias apenas em determinados períodos, como preparação de equipamentos para épocas de maior utilização.

    5. Crie o checklist

    Organize as tarefas na sequência em que serão realizadas.

    Para cada item, defina:

    • Ação esperada.
    • Componente.
    • Resposta permitida.
    • Valor de referência.
    • Unidade de medida.
    • Campo para observação.
    • Evidência obrigatória, quando necessária.
    • Orientação em caso de não conformidade.

    O checklist deve ajudar a execução. Se for muito longo ou não estiver relacionado ao equipamento, tende a gerar respostas automáticas e pouco úteis.

    6. Planeje os recursos

    Determine:

    • Profissionais.
    • Duração.
    • Materiais.
    • Ferramentas.
    • Instrumentos.
    • Serviços terceirizados.
    • Condições para acesso.
    • Necessidade de interrupção.
    • Documentação necessária.

    Os recursos previstos devem ser comparados posteriormente com os recursos realmente utilizados.

    7. Programe a execução

    Escolha uma data considerando:

    • Disponibilidade do equipamento.
    • Disponibilidade da equipe.
    • Impacto da parada.
    • Prazo do plano preventivo.
    • Duração estimada.
    • Dependência de outros setores.
    • Disponibilidade de peças.
    • Localização dos atendimentos.

    A geração antecipada da OS pode oferecer tempo para reservar materiais e organizar a equipe antes do vencimento.

    8. Execute e registre

    O técnico deve seguir as orientações da ordem e registrar as condições reais encontradas.

    Se um item não puder ser executado, informe o motivo. Não marque uma tarefa como concluída apenas para permitir o encerramento.

    9. Analise e encerre

    Compare o planejamento com a execução e verifique se o plano continua adequado.

    Pergunte:

    • A duração estimada foi suficiente?
    • Os materiais previstos foram necessários?
    • Algum item do checklist gerou dúvida?
    • Foram encontradas anormalidades recorrentes?
    • A frequência está adequada?
    • A atividade está produzindo informações úteis?

    Modelo de ordem de serviço de manutenção preventiva

    A estrutura abaixo pode ser adaptada para Word, Excel ou um sistema.

    Identificação

    Número da OS:
    Data de geração:
    Situação:
    Prioridade:
    Plano preventivo:
    Tipo de atividade:

    Equipamento

    Nome do equipamento:
    Código ou patrimônio:
    Marca e modelo:
    Número de série:
    Localização:
    Criticidade:
    Medidor atual:

    Periodicidade

    Critério da frequência:
    Intervalo:
    Última manutenção:
    Última leitura:
    Data ou leitura prevista:
    Próxima manutenção estimada:

    Planejamento

    Técnico ou equipe:
    Data programada:
    Duração prevista:
    Materiais previstos:
    Ferramentas necessárias:
    Instrumentos de medição:
    Orientações aplicáveis:

    Checklist

    ItemAtividadeResultadoMediçãoObservação
    1
    2
    3
    4
    5

    Execução

    Data realizada:
    Horário de chegada:
    Início:
    Término:
    Técnico executor:
    Atividades realizadas:
    Condições encontradas:
    Materiais utilizados:
    Medições:
    Teste final:

    Anormalidades

    Anormalidade encontrada:
    Componente:
    Gravidade:
    Recomendação:
    Prazo sugerido:
    Nova OS relacionada:

    Encerramento

    Condição final do equipamento:
    Pendências:
    Equipamento liberado:
    Próxima manutenção:
    Responsável pela validação:
    Data do encerramento:

    Exemplo preenchido de OS preventiva

    Número da OS: PREV 003126
    Data de geração: 15 de julho de 2026
    Situação: Concluída
    Prioridade: Programada
    Plano preventivo: PM AC TRIMESTRAL
    Tipo: Higienização e inspeção preventiva

    Equipamento: Ar condicionado Split
    Patrimônio: AC 056
    Marca e modelo: Equipamento Exemplo 24.000 BTUs
    Número de série: 000000000
    Localização: Sala de equipamentos
    Criticidade: Alta
    Critério da frequência: Tempo
    Intervalo: Trimestral
    Última manutenção: 20 de abril de 2026

    Data programada: 21 de julho de 2026
    Técnico responsável: Profissional designado
    Duração prevista: 90 minutos
    Materiais previstos: Filtro compatível e material para higienização

    Atividades programadas:

    • Inspecionar a condição do filtro.
    • Higienizar a unidade interna.
    • Verificar o sistema de drenagem.
    • Inspecionar conexões acessíveis.
    • Medir a temperatura.
    • Realizar teste de funcionamento.

    Horário de chegada: 8h55
    Início: 9h05
    Término: 10h25

    Condição encontrada: Filtro com acúmulo de resíduos e drenagem parcialmente obstruída.

    Serviço realizado: Higienização da unidade interna, limpeza do filtro, desobstrução do dreno e inspeção das conexões acessíveis.

    Materiais utilizados: Material de limpeza. O filtro foi higienizado e permaneceu em uso.

    Medição final: Temperatura registrada conforme o procedimento definido pela empresa.

    Teste final: Equipamento mantido em funcionamento para verificação da circulação de ar, drenagem e redução da temperatura.

    Anormalidades: Não foram identificadas condições que impedissem o funcionamento.

    Pendências: Nenhuma.

    Condição final: Equipamento liberado.

    Próxima manutenção prevista: Outubro de 2026.

    Validação: Serviço conferido pelo responsável da área.

    Esse exemplo separa as atividades previstas, as condições encontradas, os procedimentos realizados e o teste final. Essa divisão permite comparar o plano com a execução.

    Como criar um checklist de manutenção preventiva?

    O checklist deve ser específico para o tipo de equipamento e para a atividade.

    Identifique o objetivo

    Determine o que o procedimento pretende evitar, detectar ou conservar.

    Exemplos:

    • Detectar desgaste.
    • Evitar contaminação.
    • Manter a lubrificação.
    • Confirmar funcionamento.
    • Preservar a qualidade.
    • Verificar dispositivos de proteção.
    • Acompanhar uma medição.

    Organize a sequência

    Apresente as tarefas na ordem lógica de execução. Isso reduz retornos a etapas anteriores e facilita o trabalho.

    Utilize respostas adequadas

    Nem todos os itens devem utilizar apenas “sim” e “não”.

    Uma medição precisa receber:

    • Valor.
    • Unidade.
    • Limite esperado.
    • Condição identificada.

    Uma inspeção visual pode utilizar:

    • Conforme.
    • Não conforme.
    • Não aplicável.
    • Observação.

    Defina ações para não conformidades

    O checklist deve informar o que acontece quando um item não está conforme.

    As possibilidades incluem:

    • Corrigir durante a própria OS.
    • Registrar uma recomendação.
    • Comunicar o supervisor.
    • Interromper a atividade.
    • Gerar uma ordem corretiva.
    • Solicitar material.
    • Programar uma nova inspeção.

    Teste com a equipe

    Antes de implantar, peça que os técnicos utilizem o checklist em algumas ordens.

    Observe:

    • Itens pouco claros.
    • Tarefas repetidas.
    • Sequência inadequada.
    • Informações ausentes.
    • Campos sempre ignorados.
    • Tempo necessário para preencher.
    • Dados registrados fora da ordem.

    O que fazer quando a preventiva encontra um problema?

    Encontrar uma anormalidade durante a preventiva não significa que o plano falhou. Uma das finalidades da inspeção é identificar condições antes que provoquem uma parada.

    A equipe deve:

    1. Registrar a condição encontrada.
    2. Identificar o componente.
    3. Avaliar a gravidade.
    4. Documentar evidências.
    5. Informar se o equipamento pode continuar operando.
    6. Realizar somente os reparos permitidos pelo escopo.
    7. Gerar uma ordem corretiva quando necessário.
    8. Relacionar a nova ordem à preventiva.
    9. Definir responsável e prazo.
    10. Acompanhar a resolução.

    A ordem preventiva não deve ser encerrada com a observação “verificar posteriormente” sem que exista um responsável ou registro para acompanhar o problema.

    Como definir a frequência da manutenção?

    Não existe uma periodicidade única adequada a todos os equipamentos.

    A decisão pode considerar:

    • Recomendação do fabricante.
    • Criticidade do ativo.
    • Intensidade de utilização.
    • Ambiente.
    • Histórico de falhas.
    • Idade do equipamento.
    • Exigência contratual.
    • Resultado de inspeções.
    • Consequência da falha.
    • Custo da intervenção.
    • Disponibilidade de equipamento reserva.
    • Tendências das medições.

    Uma frequência muito longa pode permitir a evolução de problemas. Uma frequência excessivamente curta pode gerar intervenções desnecessárias, custos e indisponibilidade.

    Por isso, o plano deve ser revisado com base nos resultados das ordens. A programação preventiva não deve permanecer inalterada quando as condições de operação ou o comportamento dos ativos mudarem.

    Como controlar o vencimento das ordens?

    A empresa pode trabalhar com uma janela de execução.

    Exemplo:

    • Data prevista: 21 de julho.
    • Antecipação permitida: cinco dias.
    • Atraso tolerado: dois dias.

    Com essa configuração, a manutenção poderá ser executada entre 16 e 23 de julho sem ser classificada automaticamente como descumprida.

    O controle pode considerar:

    • Ordens previstas.
    • Ordens liberadas para planejamento.
    • Ordens programadas.
    • Ordens próximas do vencimento.
    • Ordens vencidas.
    • Ordens concluídas no prazo.
    • Ordens reprogramadas.
    • Ordens canceladas.

    Toda reprogramação deve apresentar motivo. Caso contrário, a alteração da data pode esconder atrasos.

    Quais indicadores acompanhar?

    As ordens preventivas podem gerar indicadores como:

    • Percentual de preventivas realizadas no prazo.
    • Quantidade de ordens vencidas.
    • Cumprimento do plano preventivo.
    • Horas previstas e realizadas.
    • Custo planejado e real.
    • Materiais previstos e utilizados.
    • Anormalidades encontradas.
    • Ordens corretivas originadas por preventivas.
    • Falhas ocorridas após a manutenção.
    • Reincidência por equipamento.
    • Tempo médio de execução.
    • Percentual de itens não conformes.
    • Quantidade de reprogramações.
    • Distribuição de horas entre preventiva e corretiva.
    • Disponibilidade dos equipamentos.

    Os indicadores dependem do preenchimento consistente. Se datas, horários e ativos forem registrados incorretamente, os resultados não representarão a operação real.

    Ordem preventiva no Word ou Excel

    Modelo no Word

    O Word pode ser adequado quando:

    • Existem poucos equipamentos.
    • As ordens são impressas.
    • O preenchimento é individual.
    • O formato visual do documento é importante.
    • Não existe necessidade de atualização simultânea.

    Sua principal limitação é o controle de várias ordens e versões.

    Modelo no Excel

    O Excel pode ajudar a:

    • Criar um cronograma.
    • Controlar vencimentos.
    • Listar responsáveis.
    • Filtrar equipamentos.
    • Calcular datas.
    • Registrar custos.
    • Criar indicadores iniciais.

    Entretanto, o checklist e o registro da execução precisam ser organizados com cuidado. Colocar várias informações em uma única célula dificulta a análise.

    Sistema de manutenção

    Um sistema de ordem de serviço ou CMMS pode:

    • Gerar ordens automaticamente.
    • Controlar frequências por data ou medidor.
    • Programar equipes.
    • Enviar avisos.
    • Disponibilizar checklists no celular.
    • Registrar fotos.
    • Controlar materiais.
    • Relacionar ordens.
    • Atualizar históricos.
    • Acompanhar indicadores.
    • Trabalhar com diferentes planos por equipamento.

    A escolha deve considerar a quantidade de ativos, o volume de ordens e a necessidade de acompanhamento em tempo real.

    Erros comuns nas ordens preventivas

    Utilizar a mesma periodicidade para todos os ativos

    Equipamentos semelhantes podem operar em condições e intensidades diferentes.

    Criar checklists genéricos

    Um formulário amplo demais não orienta corretamente a inspeção de cada equipamento.

    Não registrar medições

    Marcar apenas “conforme” impede a comparação da evolução de temperatura, pressão, vibração ou outras variáveis.

    Gerar ordens sem planejamento

    A existência de uma data não garante que profissionais, materiais e acesso estarão disponíveis.

    Marcar itens sem executar

    Respostas automáticas comprometem o histórico e podem esconder condições importantes.

    Não tratar as anormalidades

    O problema encontrado precisa gerar uma ação controlada.

    Reprogramar sem justificar

    A alteração constante das datas pode esconder a incapacidade de cumprir o plano.

    Não revisar as frequências

    O plano precisa acompanhar mudanças de uso, ambiente e desempenho.

    Encerrar sem teste

    A OS deve informar como a condição do equipamento foi verificada após a manutenção.

    Substituir o histórico pela memória da equipe

    As informações devem permanecer vinculadas ao equipamento, não apenas ao profissional que realizou o serviço.

    Como melhorar o plano usando os resultados das ordens?

    Periodicamente, analise:

    • Equipamentos que continuam apresentando falhas.
    • Atividades que nunca encontram anormalidades.
    • Tarefas que consomem mais tempo que o previsto.
    • Materiais frequentemente ausentes.
    • Checklists com muitos campos não aplicáveis.
    • Ordens reprogramadas.
    • Manutenções realizadas cedo ou tarde demais.
    • Componentes substituídos antes do necessário.
    • Problemas encontrados repetidamente.
    • Recomendações que permanecem pendentes.

    Com esses dados, a empresa pode alterar frequências, procedimentos, recursos, checklists e prioridades.

    Conclusão

    A ordem de serviço de manutenção preventiva transforma o plano de manutenção em uma atividade programada, orientada e documentada.

    Ela precisa identificar o equipamento, apresentar a frequência, informar as tarefas, planejar os recursos e registrar a execução. Também deve permitir o controle de medições, materiais, anormalidades e próximas ações.

    O checklist é uma parte importante da ordem, mas precisa ser específico, objetivo e relacionado aos riscos e condições do ativo. Uma lista extensa e genérica não garante uma manutenção melhor.

    Quando as ordens são preenchidas e analisadas corretamente, a empresa consegue revisar frequências, melhorar o planejamento, identificar problemas antecipadamente e construir um histórico confiável dos equipamentos.

  • Ordem de serviço de manutenção: como criar, preencher e controlar

    Uma ordem de serviço de manutenção é o documento utilizado para planejar, autorizar, acompanhar e registrar uma intervenção realizada em um equipamento, instalação ou infraestrutura.

    A OS reúne as informações necessárias para que a equipe saiba qual ativo será atendido, qual é o problema ou atividade programada, quais recursos serão necessários, quem executará o trabalho e como o resultado deverá ser registrado.

    Depois da execução, a ordem também preserva o diagnóstico, os procedimentos realizados, os materiais utilizados, os horários, as medições e as condições finais do equipamento.

    Sem esse registro, boa parte do conhecimento produzido pela manutenção permanece apenas com o profissional que realizou o atendimento. Isso dificulta a análise de falhas recorrentes, o planejamento de recursos e a construção de um histórico confiável dos ativos.

    Neste artigo, você aprenderá como estruturar uma OS de manutenção, quais campos utilizar e como adaptar o documento para atividades preventivas, corretivas e preditivas.

    O que é uma ordem de serviço de manutenção?

    A ordem de serviço de manutenção é um registro que formaliza uma atividade técnica relacionada a um ativo ou local.

    Ela pode ser criada a partir de diferentes acontecimentos, como:

    • Identificação de uma falha.
    • Solicitação de um operador.
    • Reclamação de um cliente.
    • Inspeção técnica.
    • Alarme ou leitura de sensor.
    • Plano de manutenção preventiva.
    • Resultado de uma análise preditiva.
    • Recomendação deixada em uma OS anterior.
    • Necessidade de instalação ou melhoria.
    • Exigência contratual ou regulatória.

    A ordem acompanha a atividade desde sua abertura até o encerramento. Durante esse percurso, ela funciona como uma fonte comum de informação para solicitantes, planejadores, supervisores, técnicos, responsáveis pelo estoque e gestores.

    A OS não deve ser vista somente como um relatório preenchido depois do trabalho. Ela também precisa orientar a preparação e a execução da manutenção.

    Para que serve uma OS de manutenção?

    A principal finalidade da OS é organizar o trabalho e preservar as informações produzidas durante a intervenção.

    Ela pode ser utilizada para:

    • Identificar o equipamento atendido.
    • Registrar a falha ou necessidade encontrada.
    • Avaliar prioridade e criticidade.
    • Autorizar a execução do serviço.
    • Definir o profissional responsável.
    • Programar data e horário.
    • Reservar materiais e ferramentas.
    • Informar procedimentos e cuidados.
    • Registrar diagnóstico e causa.
    • Controlar horas de trabalho.
    • Documentar peças utilizadas.
    • Registrar medições e testes.
    • Apontar pendências.
    • Atualizar o histórico do equipamento.
    • Calcular custos e indicadores.

    Quando as ordens são preenchidas de maneira padronizada, a empresa consegue transformar registros operacionais em informações para o planejamento da manutenção.

    Qual é a diferença entre solicitação e ordem de manutenção?

    A solicitação comunica que existe uma necessidade. A ordem autoriza, planeja e documenta o trabalho necessário para atendê-la.

    Imagine que um operador perceba um ruído incomum em uma máquina e informe a equipe responsável. Esse registro inicial é uma solicitação.

    Antes de gerar a OS, o responsável pela manutenção pode avaliar:

    • Qual equipamento está envolvido.
    • Se o sintoma representa risco.
    • Qual é o impacto na produção.
    • Se a atividade precisa ser imediata.
    • Qual profissional deve ser enviado.
    • Quais materiais podem ser necessários.
    • Se já existe uma ordem aberta para o mesmo problema.

    Depois dessa avaliação, a solicitação pode originar uma ou mais ordens de serviço.

    Essa separação evita que toda observação seja encaminhada diretamente para execução sem classificação, planejamento ou verificação.

    Quais são os tipos de ordem de serviço de manutenção?

    A estrutura da OS deve acompanhar a natureza da atividade. Uma corretiva precisa detalhar falha, diagnóstico e reparo. Uma preventiva deve informar frequência, procedimento e itens de inspeção.

    Ordem de serviço de manutenção preventiva

    A manutenção preventiva é realizada de acordo com uma programação previamente definida. Seu objetivo é reduzir a probabilidade de falhas e conservar as condições de funcionamento do ativo.

    A OS preventiva pode ser gerada por:

    • Intervalo de dias ou meses.
    • Horas de funcionamento.
    • Quilometragem.
    • Quantidade produzida.
    • Número de ciclos.
    • Recomendação do fabricante.
    • Exigência contratual.
    • Plano interno de manutenção.

    Ela normalmente apresenta:

    • Plano de manutenção relacionado.
    • Frequência da atividade.
    • Data da última intervenção.
    • Procedimentos programados.
    • Checklist de inspeção.
    • Materiais previstos.
    • Medições esperadas.
    • Limites aceitáveis.
    • Próxima data prevista.

    Em um sistema de manutenção, as ordens preventivas podem ser geradas automaticamente conforme a frequência cadastrada. A documentação do IBM Maximo, por exemplo, apresenta registros de manutenção preventiva associados a frequências e ao histórico das ordens geradas para cada plano. IBM

    Ordem de serviço de manutenção corretiva

    A OS corretiva trata uma anormalidade identificada no equipamento, mesmo que ainda não tenha ocorrido uma interrupção completa.

    Ela pode ser criada após:

    • Reclamação de funcionamento inadequado.
    • Inspeção preventiva.
    • Alarme do equipamento.
    • Medição fora do limite.
    • Identificação de desgaste.
    • Vazamento.
    • Ruído ou vibração incomum.
    • Falha de componente.
    • Parada do ativo.

    A ordem precisa separar claramente:

    • Sintoma informado.
    • Condição encontrada.
    • Diagnóstico.
    • Causa identificada.
    • Ação corretiva.
    • Peças substituídas.
    • Testes realizados.
    • Condição após o reparo.

    A manutenção corretiva e a preventiva possuem objetivos e formas de programação diferentes. A primeira responde a uma condição anormal; a segunda segue uma programação destinada a reduzir o surgimento de falhas. IBM

    Ordem de serviço de manutenção preditiva

    A manutenção preditiva utiliza o acompanhamento das condições do ativo para determinar o momento adequado de intervenção.

    A OS pode ser originada por resultados de:

    • Análise de vibração.
    • Termografia.
    • Análise de óleo.
    • Ultrassom.
    • Monitoramento de temperatura.
    • Inspeção elétrica.
    • Medição de pressão.
    • Acompanhamento de desempenho.

    Além dos campos comuns, ela deve apresentar:

    • Ponto de medição.
    • Técnica aplicada.
    • Valor encontrado.
    • Limite de referência.
    • Tendência observada.
    • Diagnóstico provável.
    • Recomendação.
    • Prazo para nova medição ou intervenção.

    Uma medição isolada nem sempre permite compreender a evolução da condição. Por isso, os resultados precisam permanecer ligados ao mesmo equipamento e ponto de monitoramento.

    Ordem de inspeção

    A ordem de inspeção é utilizada para verificar as condições do ativo ou da instalação, mesmo quando não existe um reparo previamente programado.

    Ela pode registrar:

    • Itens inspecionados.
    • Condição encontrada.
    • Conformidades.
    • Não conformidades.
    • Medições.
    • Evidências fotográficas.
    • Recomendações.
    • Necessidade de nova OS.
    • Prazo para correção.

    Se a inspeção identificar uma falha, poderá gerar uma ordem corretiva separada. Assim, a empresa preserva a origem da descoberta e acompanha a resolução do problema.

    Ordem de emergência

    A ordem emergencial está relacionada a uma situação que exige atendimento imediato devido ao impacto, à interrupção ou ao risco envolvido.

    A prioridade não deve depender apenas da percepção de urgência do solicitante. A empresa precisa considerar:

    • Segurança.
    • Impacto ambiental.
    • Interrupção da produção.
    • Quantidade de pessoas afetadas.
    • Criticidade do ativo.
    • Risco de agravamento.
    • Existência de equipamento reserva.
    • Prazo contratual.
    • Possibilidade de solução temporária.

    Mesmo em uma emergência, é necessário registrar o que ocorreu, quais ações foram tomadas e quais pendências permaneceram.

    Quais informações uma ordem de manutenção deve ter?

    Os campos podem variar, mas a OS precisa acompanhar todas as etapas do trabalho.

    1. Identificação da ordem

    Inclua:

    • Número único da OS.
    • Data e horário de abertura.
    • Origem da demanda.
    • Tipo de manutenção.
    • Situação atual.
    • Unidade ou área.
    • Solicitante.
    • Ordem ou solicitação relacionada.

    A identificação única permite localizar o atendimento e acompanhar todas as suas alterações.

    2. Identificação do equipamento

    O equipamento deve ser registrado de maneira inequívoca.

    Os campos podem conter:

    • Nome do ativo.
    • Código patrimonial.
    • Número de série.
    • Marca e modelo.
    • Localização.
    • Setor.
    • Centro de custo.
    • Fabricante.
    • Data de instalação.
    • Condição de garantia.
    • Criticidade.
    • Horímetro, quilometragem ou ciclos.

    Em instalações complexas, também pode ser necessário identificar o equipamento principal e o componente que será atendido.

    3. Descrição da necessidade

    O registro inicial deve explicar o sintoma ou a atividade programada.

    Compare:

    Descrição insuficiente:
    “Motor com defeito.”

    Descrição mais útil:
    “Operador relata aumento de vibração e ruído durante a operação. O sintoma se intensifica após aproximadamente 20 minutos de funcionamento.”

    A descrição não deve apresentar uma conclusão antes da avaliação técnica. O profissional pode encontrar uma causa diferente daquela imaginada pelo solicitante.

    4. Classificação e prioridade

    A OS pode registrar:

    • Categoria da atividade.
    • Prioridade.
    • Criticidade do ativo.
    • Impacto da ocorrência.
    • Prazo de atendimento.
    • Prazo de conclusão.
    • Situação operacional do equipamento.
    • Existência de risco.
    • Possibilidade de produção reduzida.

    Uma matriz de prioridade pode combinar urgência e impacto. Isso ajuda a evitar que todas as demandas sejam tratadas como igualmente urgentes.

    5. Planejamento da manutenção

    Antes da execução, informe:

    • Técnico ou equipe responsável.
    • Especialidade necessária.
    • Data programada.
    • Duração prevista.
    • Quantidade de profissionais.
    • Procedimento técnico.
    • Materiais previstos.
    • Ferramentas.
    • Instrumentos de medição.
    • Equipamentos de proteção aplicáveis.
    • Documentos e manuais.
    • Permissões e orientações de acesso.

    Esse planejamento reduz a possibilidade de o profissional chegar ao local sem os recursos necessários.

    6. Registro da execução

    Durante a atividade, devem ser registrados:

    • Data e horário de chegada.
    • Início da manutenção.
    • Pausas.
    • Término.
    • Tempo efetivamente trabalhado.
    • Diagnóstico.
    • Causa da falha.
    • Procedimentos realizados.
    • Peças substituídas.
    • Materiais consumidos.
    • Medições.
    • Fotos.
    • Testes.
    • Condição encontrada.
    • Condição final.

    O histórico precisa explicar o que foi feito. Expressões como “manutenção realizada” não permitem compreender o atendimento em uma consulta futura.

    7. Materiais e peças

    Para cada item utilizado, registre:

    • Código.
    • Descrição.
    • Quantidade.
    • Unidade de medida.
    • Lote ou número de série, quando necessário.
    • Local de retirada.
    • Custo.
    • Peça removida.
    • Destinação da peça antiga.

    A separação entre materiais previstos e utilizados ajuda a melhorar o planejamento de serviços semelhantes.

    8. Pendências e retorno

    Se o serviço não for concluído, informe:

    • Motivo da pendência.
    • Situação do equipamento.
    • Medida temporária adotada.
    • Material necessário.
    • Próximo responsável.
    • Data prevista para retorno.
    • Risco de manter o equipamento operando.
    • Autorização necessária.

    Uma OS pendente não deve permanecer sem responsável ou prazo.

    9. Validação e encerramento

    Antes do encerramento, verifique:

    • Se o serviço programado foi executado.
    • Se os materiais foram registrados.
    • Se os horários estão corretos.
    • Se as medições foram informadas.
    • Se o teste final foi realizado.
    • Se existem pendências.
    • Se o equipamento foi liberado.
    • Se o responsável conferiu o resultado.

    A validação pode ser realizada pelo supervisor, operador, cliente ou responsável pelo local, conforme o processo da empresa.

    Resumo dos campos essenciais

    GrupoInformações recomendadas
    IdentificaçãoNúmero, data, tipo e situação da OS
    AtivoCódigo, descrição, localização e criticidade
    SolicitaçãoSintoma, necessidade ou atividade programada
    PlanejamentoResponsável, data, duração, materiais e ferramentas
    SegurançaRiscos, orientações e controles aplicáveis
    ExecuçãoDiagnóstico, causa e procedimentos
    RecursosHoras, peças, materiais e serviços externos
    ResultadoTestes, medições e condição final
    PendênciasMotivo, responsável e prazo
    EncerramentoLiberação, aprovação e data de conclusão

    Como fazer uma ordem de serviço de manutenção?

    A criação pode ser organizada em oito etapas.

    1. Registre a origem da demanda

    Identifique se a OS foi gerada por uma falha, inspeção, plano preventivo, sensor, solicitação interna ou recomendação anterior.

    2. Localize o ativo correto

    Confirme código, número de série e localização. Equipamentos semelhantes instalados no mesmo ambiente podem causar registros associados ao ativo errado.

    3. Consulte o histórico

    Verifique:

    • Intervenções anteriores.
    • Falhas semelhantes.
    • Peças substituídas.
    • Tempo desde a última manutenção.
    • Recomendações pendentes.
    • Garantias.
    • Manuais.
    • Leituras anteriores.

    O histórico pode evitar diagnósticos repetidos e revelar problemas recorrentes.

    4. Classifique a prioridade

    Avalie criticidade, impacto, urgência e risco. Defina um prazo compatível com a condição encontrada.

    5. Planeje os recursos

    Escolha profissionais, materiais, ferramentas e procedimentos. Confirme também se o equipamento precisará ser desligado e se outras áreas devem ser avisadas.

    6. Programe a execução

    Defina data, horário e duração estimada. Quando a manutenção interromper uma operação, combine a janela com os responsáveis envolvidos.

    7. Registre o trabalho realizado

    O técnico deve informar diagnóstico, causa, procedimentos, materiais, medições, testes e pendências.

    8. Valide e encerre

    Confirme o resultado e atualize a situação do equipamento. Quando necessário, gere uma nova ordem para o trabalho que permanecer pendente.

    Modelo de ordem de serviço de manutenção

    A estrutura abaixo pode ser adaptada à sua operação.

    Identificação

    Número da OS:
    Data de abertura:
    Tipo de manutenção:
    Situação:
    Prioridade:
    Origem da demanda:

    Equipamento

    Nome do equipamento:
    Código ou patrimônio:
    Marca e modelo:
    Número de série:
    Localização:
    Criticidade:
    Horímetro ou medidor:

    Solicitação

    Sintoma ou atividade programada:
    Data em que a condição foi identificada:
    Situação operacional do equipamento:
    Solicitante:

    Planejamento

    Técnico ou equipe:
    Data programada:
    Duração prevista:
    Materiais previstos:
    Ferramentas necessárias:
    Procedimento ou checklist:
    Orientações aplicáveis:

    Execução

    Data e horário de chegada:
    Início:
    Término:
    Diagnóstico:
    Causa encontrada:
    Serviço realizado:
    Materiais utilizados:
    Medições:
    Testes realizados:

    Encerramento

    Condição final do equipamento:
    Pendências:
    Próxima ação:
    Próxima manutenção:
    Responsável pela validação:
    Data de encerramento:

    Exemplo de ordem de serviço de manutenção corretiva

    Número da OS: MAN 002451
    Data de abertura: 21 de julho de 2026
    Tipo: Manutenção corretiva
    Situação: Concluída
    Prioridade: Alta
    Origem: Solicitação do operador

    Equipamento: Bomba centrífuga
    Código: BC-014
    Localização: Área de utilidades
    Criticidade: Alta

    Relato: Operador identificou aumento de vibração e ruído durante o funcionamento. O equipamento permaneceu operando com capacidade reduzida.

    Técnico responsável: Equipe de manutenção mecânica
    Data programada: 21 de julho de 2026
    Materiais previstos: Rolamento e elemento de vedação

    Início: 10h15
    Término: 12h40

    Diagnóstico: Desgaste do rolamento, acompanhado de desalinhamento no conjunto.

    Causa identificada: Deterioração do componente associada ao desalinhamento.

    Serviço realizado: Substituição do rolamento, ajuste do alinhamento, inspeção das conexões e reaperto dos elementos de fixação.

    Materiais utilizados: Um rolamento compatível e material de limpeza.

    Teste final: Equipamento mantido em funcionamento e acompanhado após a intervenção. Não foram observados ruídos ou vibrações fora da condição esperada.

    Pendências: Nenhuma.

    Condição final: Equipamento liberado para operação.

    Esse exemplo mantém separados o sintoma relatado, o diagnóstico, a causa e a ação realizada.

    Exemplo de ordem de serviço preventiva

    Número da OS: PREV 001782
    Data de abertura: 20 de julho de 2026
    Tipo: Manutenção preventiva
    Plano relacionado: PM-AC-TRIM
    Frequência: Trimestral
    Situação: Concluída

    Equipamento: Ar-condicionado Split
    Código: AC-056
    Localização: Sala de servidores
    Horímetro: Não aplicável

    Atividades programadas:

    • Inspecionar filtros.
    • Higienizar a unidade interna.
    • Verificar conexões.
    • Inspecionar dreno.
    • Medir temperatura.
    • Realizar teste de funcionamento.

    Condição encontrada: Filtro com acúmulo de resíduos e dreno parcialmente obstruído.

    Serviço realizado: Higienização da unidade, limpeza do dreno, limpeza do filtro e inspeção das conexões.

    Teste final: Equipamento funcionando normalmente após a manutenção.

    Recomendação: Manter acompanhamento da drenagem na próxima inspeção.

    Próxima manutenção prevista: Outubro de 2026.

    Como preencher a OS corretamente?

    O preenchimento deve utilizar informações específicas e verificáveis.

    Boas práticas incluem:

    • Identificar corretamente o ativo.
    • Evitar descrições genéricas.
    • Registrar os horários reais.
    • Separar sintoma, diagnóstico, causa e solução.
    • Informar códigos e quantidades dos materiais.
    • Registrar valores das medições com suas unidades.
    • Explicar qualquer alteração no escopo.
    • Documentar pendências.
    • Informar a condição final do equipamento.
    • Revisar a OS antes do encerramento.

    Quando a causa ainda não puder ser confirmada, o técnico deve indicar que se trata de uma hipótese. Não é necessário transformar uma possibilidade em conclusão apenas para preencher o campo.

    Como controlar as situações da OS?

    As situações precisam representar o fluxo real do trabalho.

    Um exemplo de sequência é:

    1. Solicitada.
    2. Em análise.
    3. Aprovada.
    4. Planejada.
    5. Programada.
    6. Em deslocamento.
    7. Em execução.
    8. Pendente.
    9. Concluída.
    10. Validada.
    11. Encerrada.
    12. Cancelada.

    Não é obrigatório utilizar todas essas opções. Entretanto, trabalhar apenas com “aberta” e “fechada” pode esconder etapas importantes.

    Também é recomendável definir:

    • Quem pode alterar cada situação.
    • Quais campos são obrigatórios em cada etapa.
    • Quando a reserva de materiais deve ocorrer.
    • Em qual momento o ativo é liberado.
    • Quem pode encerrar a ordem.
    • Como os cancelamentos serão registrados.

    Quais indicadores podem ser gerados?

    As ordens de serviço podem fornecer dados para indicadores como:

    • Quantidade de ordens abertas.
    • Quantidade de ordens vencidas.
    • Tempo médio de atendimento.
    • Tempo médio de reparo.
    • Tempo entre falhas.
    • Disponibilidade dos ativos.
    • Cumprimento do plano preventivo.
    • Custos por equipamento.
    • Horas trabalhadas por tipo de manutenção.
    • Consumo de materiais.
    • Índice de reincidência.
    • Distribuição entre manutenção preventiva e corretiva.
    • Tempo de indisponibilidade.
    • Percentual de serviços concluídos na primeira intervenção.

    Os indicadores dependem da qualidade do preenchimento. Se os horários, equipamentos e causas não forem registrados de maneira consistente, os resultados poderão produzir interpretações equivocadas.

    Ordem de serviço em papel, planilha ou sistema?

    Uma OS em papel pode atender operações pequenas e ambientes nos quais o documento físico ainda faz parte do processo. Sua principal limitação é a dificuldade para atualizar, localizar e analisar os registros.

    Uma planilha permite controlar datas, situações, responsáveis e custos. Entretanto, exige cuidado com permissões, versões, fórmulas e preenchimentos simultâneos.

    Um sistema de ordem de serviço ou CMMS pode centralizar:

    • Cadastro de ativos.
    • Planos preventivos.
    • Agenda da equipe.
    • Aplicativo móvel.
    • Checklists.
    • Fotos.
    • Materiais.
    • Horas trabalhadas.
    • Assinaturas.
    • Histórico.
    • Indicadores.
    • Integrações.

    A escolha deve considerar o volume de ordens, a quantidade de ativos, a distribuição da equipe e a necessidade de informações em tempo real.

    Erros comuns nas ordens de manutenção

    Identificar somente o local

    Registrar apenas “setor de produção” não informa qual equipamento foi atendido. A OS precisa estar vinculada ao ativo correto.

    Misturar sintoma e diagnóstico

    A percepção do operador não deve ser registrada automaticamente como causa técnica.

    Não consultar o histórico

    Problemas recorrentes podem passar despercebidos quando cada atendimento é tratado isoladamente.

    Utilizar o mesmo modelo para todas as manutenções

    Preventiva, corretiva e preditiva exigem informações diferentes.

    Não registrar materiais

    Sem esse controle, a empresa não conhece o custo real nem consegue planejar o estoque.

    Encerrar sem teste

    A conclusão deve indicar como o funcionamento foi verificado após a intervenção.

    Deixar a ordem pendente sem próximo passo

    Toda pendência precisa ter motivo, responsável e prazo.

    Usar campos descritivos para tudo

    Listas padronizadas facilitam a análise de tipos de falha, causas, prioridades e situações. Campos abertos devem permanecer onde a explicação técnica é necessária.

    Registrar todas as causas como “desgaste natural”

    Descrições excessivamente amplas impedem a identificação de problemas relacionados à operação, instalação, lubrificação, ambiente, especificação ou montagem.

    Como melhorar o processo de manutenção usando as ordens?

    Criar a OS é apenas o primeiro passo. A empresa também precisa analisar os dados gerados.

    Algumas ações são:

    • Identificar ativos com falhas recorrentes.
    • Comparar custos de manutenção.
    • Revisar frequências preventivas.
    • Verificar atrasos.
    • Analisar reincidências.
    • Melhorar listas de materiais.
    • Atualizar procedimentos.
    • Avaliar tempos de execução.
    • Revisar a criticidade dos equipamentos.
    • Criar planos para atividades repetitivas.
    • Treinar a equipe com base nos erros de preenchimento.

    Se várias ordens corretivas apresentam o mesmo problema, pode ser necessário investigar a causa de forma mais ampla, em vez de continuar repetindo o mesmo reparo.

    Conclusão

    A ordem de serviço de manutenção organiza todo o ciclo da intervenção, desde a identificação da necessidade até a validação do resultado.

    Uma OS completa deve informar o ativo, a prioridade, os responsáveis, os materiais, os procedimentos, o diagnóstico, a causa, a solução e a condição final do equipamento.

    Também é importante adaptar sua estrutura ao tipo de manutenção. Ordens preventivas precisam estar ligadas a planos e frequências. Ordens corretivas devem detalhar sintomas, causas e reparos. Ordens preditivas precisam preservar medições, limites e tendências.

    Quando os registros são padronizados e analisados, a empresa deixa de utilizar a OS apenas como comprovante e passa a empregá-la como uma fonte de informação para melhorar a confiabilidade dos ativos, os custos e o planejamento.

  • Modelo de ordem de serviço: veja os campos e um exemplo completo

    Um modelo de ordem de serviço é uma estrutura padronizada usada para registrar, orientar e acompanhar a execução de um serviço. Ele reúne dados do cliente, descrição da solicitação, responsável pelo atendimento, prazos, materiais, diagnóstico, solução e aprovação.

    Utilizar um modelo evita que cada profissional registre as informações de uma maneira diferente. Com os mesmos campos em todas as ordens de serviço, a empresa consegue localizar dados, comparar atendimentos e construir um histórico mais confiável.

    Entretanto, não existe um único formulário adequado para todas as atividades. Uma instalação, uma inspeção e uma manutenção corretiva exigem informações diferentes. Por isso, o melhor modelo não é necessariamente o mais extenso, mas aquele que solicita os dados certos no momento certo.

    Neste artigo, você encontrará os campos essenciais, um exemplo de ordem de serviço preenchida e orientações para adaptar o documento à realidade da sua empresa.

    O que é um modelo de ordem de serviço?

    O modelo de ordem de serviço é um formulário previamente estruturado para criar novas ordens de maneira mais rápida e consistente.

    Ele pode ser utilizado em papel, Word, Excel ou em um sistema de gestão. Em uma ferramenta digital, alguns dados podem ser preenchidos automaticamente, como número da OS, data de abertura, cliente, equipamento e profissional responsável.

    Um mesmo modelo pode ser reutilizado em atividades semelhantes. Uma empresa de climatização, por exemplo, pode manter formulários diferentes para:

    • Instalação de equipamento.
    • Manutenção preventiva.
    • Manutenção corretiva.
    • Higienização.
    • Inspeção técnica.
    • Atendimento em garantia.

    Essa separação permite que cada ordem apresente somente os campos, procedimentos e checklists necessários para aquela atividade.

    Para que serve um modelo de OS?

    O modelo serve para estabelecer um padrão mínimo de informação em todos os atendimentos.

    Sem um formulário definido, um técnico pode registrar detalhadamente o diagnóstico e os materiais utilizados, enquanto outro escreve apenas “serviço concluído”. Essa diferença dificulta a consulta do histórico e reduz a qualidade dos dados gerenciais.

    Um modelo bem planejado ajuda a empresa a:

    • Evitar o esquecimento de informações importantes.
    • Orientar o profissional antes do atendimento.
    • Padronizar diagnósticos e registros.
    • Acompanhar prazos e responsáveis.
    • Controlar materiais e horas trabalhadas.
    • Comprovar as atividades executadas.
    • Manter o histórico dos clientes e equipamentos.
    • Identificar pendências.
    • Criar indicadores operacionais.
    • Facilitar o treinamento de novos profissionais.

    O formulário também melhora a comunicação entre atendimento, planejamento, equipe técnica, estoque, faturamento e cliente.

    Qual é a diferença entre modelo e ordem de serviço?

    O modelo é a estrutura utilizada como ponto de partida. A ordem de serviço é o registro individual criado para uma atividade específica.

    Imagine um formulário chamado “Manutenção preventiva de ar-condicionado”. Ele possui campos para identificação do aparelho, inspeção dos componentes, limpeza, medições e teste final. Esse é o modelo.

    Quando a empresa utiliza esse formulário para programar a manutenção do equipamento de um cliente, gera uma OS com número, data, endereço, técnico e demais informações daquele atendimento.

    Assim:

    • Modelo: estrutura reutilizável.
    • Ordem de serviço: registro único de um atendimento.
    • Checklist: relação de itens que devem ser verificados ou executados.
    • Relatório técnico: apresentação das condições encontradas e das conclusões do profissional.

    Esses elementos podem fazer parte do mesmo processo, mas não possuem exatamente a mesma função.

    Quais campos colocar em um modelo de ordem de serviço?

    Os campos devem acompanhar o ciclo completo do atendimento: abertura, planejamento, execução e encerramento.

    1. Identificação da ordem de serviço

    O primeiro grupo permite localizar e acompanhar o documento.

    Inclua:

    • Número da OS.
    • Data e horário de abertura.
    • Tipo de serviço.
    • Situação atual.
    • Origem da solicitação.
    • Unidade ou filial.
    • Número da solicitação relacionada, quando houver.

    O número da OS deve ser único. Isso evita confusões entre atendimentos realizados para o mesmo cliente ou equipamento.

    2. Dados do cliente ou solicitante

    Registre apenas as informações necessárias para identificar o contratante e viabilizar o atendimento.

    Os campos mais utilizados são:

    • Nome ou razão social.
    • CPF ou CNPJ, quando necessário.
    • Telefone.
    • E-mail.
    • Endereço.
    • Unidade ou setor.
    • Nome do responsável no local.
    • Instruções de acesso.

    Quando o endereço de atendimento for diferente do endereço cadastrado, os dois dados devem ficar claramente separados.

    3. Identificação do equipamento ou ativo

    Esse grupo é importante para empresas que realizam manutenção, instalação e assistência técnica.

    Podem ser registrados:

    • Nome do equipamento.
    • Código interno ou patrimônio.
    • Marca.
    • Modelo.
    • Número de série.
    • Localização.
    • Data de instalação.
    • Horímetro, quilometragem ou outro medidor.
    • Condição de garantia.
    • Última manutenção realizada.

    A identificação correta permite consultar todas as atividades anteriores relacionadas ao mesmo ativo.

    4. Descrição da solicitação

    O formulário deve possuir um espaço para registrar o que foi informado pelo cliente ou solicitante.

    Uma descrição adequada apresenta sintomas, condições e contexto. Compare:

    Descrição genérica:
    “Equipamento não funciona.”

    Descrição mais útil:
    “Operador informa que o equipamento desliga aproximadamente 15 minutos após o início da operação e apresenta aumento incomum de temperatura.”

    O relato inicial deve permanecer separado do diagnóstico. A causa do problema somente deve ser registrada depois da avaliação técnica.

    5. Classificação e prioridade

    A classificação organiza a distribuição das demandas.

    O modelo pode apresentar campos para:

    • Categoria do serviço.
    • Subcategoria.
    • Prioridade.
    • Criticidade do ativo.
    • Prazo contratual.
    • Data limite.
    • Impacto da ocorrência.
    • Existência de risco ou impedimento.

    A prioridade deve seguir critérios internos. Se todos os solicitantes puderem classificar sua demanda como urgente sem nenhuma regra, a fila deixará de refletir o impacto real das ocorrências.

    6. Planejamento do atendimento

    Esta seção informa como a atividade deverá ser realizada.

    Inclua, quando necessário:

    • Técnico ou equipe responsável.
    • Data agendada.
    • Janela de atendimento.
    • Tempo previsto.
    • Habilidades exigidas.
    • Procedimento recomendado.
    • Ferramentas necessárias.
    • Materiais previstos.
    • Equipamentos de proteção aplicáveis.
    • Orientações de segurança e acesso.

    Essas informações ajudam a evitar deslocamentos improdutivos e atendimentos interrompidos por falta de recursos.

    7. Registro da execução

    O modelo precisa reservar espaço para documentar o que realmente aconteceu.

    Os principais campos são:

    • Data e horário de chegada.
    • Início e término da atividade.
    • Diagnóstico técnico.
    • Causa encontrada.
    • Procedimentos executados.
    • Materiais utilizados.
    • Quantidades.
    • Medições.
    • Fotos.
    • Checklist.
    • Testes realizados.
    • Observações do profissional.

    Em serviços realizados por mais de uma pessoa, também pode ser necessário registrar o tempo trabalhado por integrante da equipe.

    8. Custos e valores

    Quando a ordem de serviço também apoia o controle comercial ou financeiro, o modelo pode apresentar:

    • Valor da mão de obra.
    • Valor dos materiais.
    • Deslocamento.
    • Despesas adicionais.
    • Descontos.
    • Valor total.
    • Condição de pagamento.
    • Referência do orçamento aprovado.

    É importante diferenciar valores previstos dos valores efetivamente apurados após a execução.

    A ordem de serviço também não deve ser tratada automaticamente como substituta de documentos fiscais ou contratuais. Cada documento possui uma finalidade própria, e situações específicas devem ser avaliadas pelas áreas responsáveis.

    9. Pendências e próximos passos

    Nem todo atendimento termina na primeira visita. Por isso, a OS deve permitir o registro de impedimentos.

    Alguns exemplos:

    • Aguardando peça.
    • Aguardando aprovação de orçamento.
    • Necessidade de retorno técnico.
    • Local sem acesso.
    • Cliente ausente.
    • Equipamento indisponível.
    • Necessidade de especialista.
    • Serviço adicional identificado.

    Além do motivo, registre quem será responsável pela próxima ação e o prazo previsto.

    10. Validação e encerramento

    A última parte confirma o resultado do atendimento.

    Ela pode conter:

    • Situação final.
    • Resultado dos testes.
    • Serviço concluído ou pendente.
    • Recomendações ao cliente.
    • Nome do responsável pela conferência.
    • Assinatura ou aprovação.
    • Data de encerramento.
    • Avaliação do atendimento.
    • Motivo de cancelamento, quando aplicável.

    A assinatura não corrige registros incompletos. Antes da aprovação, a empresa deve verificar se diagnóstico, execução, materiais e resultado foram devidamente informados.

    Modelo de ordem de serviço simples

    A estrutura abaixo pode ser utilizada como ponto de partida para atividades de baixa complexidade.

    Identificação

    Número da OS:
    Data de abertura:
    Tipo de serviço:
    Situação:
    Prioridade:

    Cliente

    Nome ou razão social:
    Telefone:
    E-mail:
    Endereço do atendimento:
    Responsável no local:

    Serviço

    Descrição da solicitação:
    Equipamento ou local relacionado:
    Data agendada:
    Técnico responsável:

    Execução

    Diagnóstico:
    Serviço realizado:
    Materiais utilizados:
    Horário de início:
    Horário de término:
    Pendências ou recomendações:

    Encerramento

    Resultado do atendimento:
    Data de conclusão:
    Responsável pela validação:
    Aprovação ou assinatura:

    Essa estrutura atende a um controle básico, mas deve receber campos adicionais quando a atividade envolver riscos, contratos, estoque, equipamentos ou requisitos técnicos.

    Exemplo de ordem de serviço preenchida

    Veja como o modelo pode ser utilizado em uma manutenção corretiva.

    Número da OS: OS 001387
    Data de abertura: 21 de julho de 2026
    Tipo de serviço: Manutenção corretiva
    Situação: Concluída
    Prioridade: Média

    Cliente: Escritório Exemplo Ltda.
    Telefone: (11) 0000-0000
    Local do atendimento: Sala de reuniões, terceiro andar
    Responsável no local: Supervisão administrativa

    Equipamento: Ar-condicionado Split
    Patrimônio: AC-028
    Marca e modelo: Equipamento Exemplo 18.000 BTUs
    Número de série: 000000000

    Solicitação: Responsável informa que o aparelho liga, mas o ambiente permanece quente mesmo após aproximadamente 40 minutos de funcionamento.

    Data agendada: 21 de julho de 2026, das 14h às 16h
    Técnico responsável: Profissional designado
    Materiais previstos: Filtro compatível e material para higienização

    Horário de chegada: 13h55
    Início do serviço: 14h05
    Término do serviço: 15h10

    Diagnóstico: Filtro com obstrução e acúmulo de resíduos na unidade interna, reduzindo a circulação de ar.

    Serviço realizado: Higienização da unidade interna, limpeza dos componentes acessíveis, substituição do filtro e inspeção das conexões.

    Materiais utilizados: Um filtro e material de limpeza.

    Teste final: Equipamento mantido em operação por 30 minutos. A circulação de ar e a redução da temperatura foram verificadas após o procedimento.

    Pendências: Nenhuma.

    Resultado: Serviço concluído.

    Validação: Atendimento conferido pelo responsável presente no local.

    O exemplo separa claramente quatro momentos: relato, diagnóstico, procedimento e teste. Essa divisão torna o histórico mais útil em um atendimento futuro.

    Como adaptar o modelo à sua empresa?

    Copiar um formulário pronto sem revisar sua estrutura pode criar campos desnecessários e deixar de fora informações importantes.

    Para adaptar o modelo, siga estas etapas.

    Analise o fluxo do serviço

    Observe como a demanda é recebida, planejada, executada e encerrada. Identifique as pessoas envolvidas e as decisões tomadas em cada momento.

    Separe os tipos de atendimento

    Instalação, manutenção e inspeção não precisam compartilhar exatamente o mesmo formulário. Crie uma base comum e acrescente campos específicos para cada atividade.

    Converse com quem utiliza a OS

    Atendentes, planejadores, técnicos e gestores enxergam partes diferentes do processo. A participação dessas pessoas ajuda a identificar informações realmente necessárias.

    Elimine campos sem finalidade

    Todo campo deve orientar uma ação, comprovar um resultado ou apoiar uma análise. Se a informação nunca é consultada, avalie se ainda precisa ser solicitada.

    Teste antes de implantar

    Aplique o modelo em alguns atendimentos e observe:

    • Quais campos geraram dúvidas.
    • Quais informações foram esquecidas.
    • Quanto tempo o preenchimento consumiu.
    • Quais campos ficaram sempre vazios.
    • Quais dados precisaram ser registrados fora da OS.

    Depois do teste, faça os ajustes antes de adotar o formulário em toda a operação.

    Modelo de ordem de serviço no Word

    O Word pode ser utilizado para criar uma OS visualmente organizada e fácil de imprimir.

    Ele é adequado quando:

    • O volume de atendimentos é pequeno.
    • O preenchimento ocorre individualmente.
    • A empresa precisa imprimir o documento.
    • Não existe necessidade de acompanhamento em tempo real.

    Por outro lado, o Word não oferece um controle centralizado das situações, prazos e históricos. Se cada OS for armazenada em um arquivo separado, localizar informações antigas pode se tornar difícil.

    Modelo de ordem de serviço no Excel

    O Excel permite manter várias ordens em uma mesma base, aplicar filtros e realizar cálculos básicos.

    Pode ser útil para:

    • Listar ordens abertas.
    • Controlar responsáveis.
    • Acompanhar datas.
    • Somar materiais e valores.
    • Criar indicadores iniciais.
    • Filtrar serviços por cliente ou situação.

    Entretanto, uma planilha precisa ser planejada como uma base de dados. Mesclar células, criar blocos diferentes em cada linha ou registrar várias informações no mesmo campo dificulta filtros e análises.

    Também é necessário controlar permissões, versões e alterações simultâneas.

    Quando utilizar um sistema de ordem de serviço?

    À medida que o volume de atendimentos aumenta, os documentos isolados podem deixar de atender às necessidades da operação.

    Um sistema pode ser considerado quando a empresa precisa:

    • Acompanhar muitas ordens simultaneamente.
    • Distribuir atividades entre equipes.
    • Planejar agendas e deslocamentos.
    • Registrar informações pelo celular.
    • Trabalhar em locais sem internet.
    • Anexar fotos e assinaturas.
    • Controlar materiais em campo.
    • Acompanhar prazos em tempo real.
    • Integrar a OS com outros sistemas.
    • Criar painéis e indicadores.
    • Manter históricos por cliente e equipamento.

    Em soluções digitais, modelos podem preencher previamente informações repetitivas e aplicar configurações específicas conforme o tipo de trabalho. Esse uso ajuda a manter consistência entre os registros, como demonstra a documentação de gestão de modelos da ServiceNow.

    Modelos específicos para diferentes serviços

    Uma estrutura genérica pode ser complementada conforme o segmento.

    Manutenção preventiva

    Acrescente:

    • Plano relacionado.
    • Frequência.
    • Lista de inspeção.
    • Medições esperadas.
    • Condição dos componentes.
    • Próxima manutenção.

    Manutenção corretiva

    Acrescente:

    • Sintoma informado.
    • Falha encontrada.
    • Causa provável ou confirmada.
    • Ação corretiva.
    • Tempo de indisponibilidade.
    • Teste após o reparo.

    Instalação

    Acrescente:

    • Condições do local.
    • Equipamentos instalados.
    • Números de série.
    • Configurações.
    • Testes de funcionamento.
    • Orientações fornecidas ao cliente.

    Inspeção

    Acrescente:

    • Itens inspecionados.
    • Condição encontrada.
    • Conformidades e não conformidades.
    • Evidências fotográficas.
    • Recomendações.
    • Prazo para adequação.

    Atendimento externo

    Acrescente:

    • Endereço e referência.
    • Janela de atendimento.
    • Horário de chegada e saída.
    • Deslocamento.
    • Localização.
    • Nome de quem recebeu o profissional.
    • Motivo de visita improdutiva.

    Erros comuns em modelos de ordem de serviço

    Utilizar o mesmo formulário para tudo

    Um modelo excessivamente genérico não orienta adequadamente nenhuma atividade.

    Criar uma OS longa demais

    Campos desnecessários aumentam o tempo de preenchimento e favorecem respostas feitas apenas para concluir o formulário.

    Não identificar o equipamento

    Sem essa informação, o histórico permanece ligado somente ao cliente e não ao ativo atendido.

    Misturar relato, diagnóstico e solução

    Esses campos representam momentos diferentes e precisam permanecer separados.

    Não prever pendências

    Quando o modelo só oferece as opções “aberta” e “concluída”, a empresa perde informações sobre serviços que dependem de retorno, peça ou aprovação.

    Usar campos abertos para todas as respostas

    Campos com opções padronizadas facilitam a análise. Campos descritivos devem ser preservados onde a explicação técnica é realmente necessária.

    Não revisar o modelo

    Serviços, contratos e processos mudam. O formulário precisa acompanhar essas alterações.

    Como saber se o modelo está funcionando?

    Um bom modelo não é avaliado apenas por sua aparência. Ele deve melhorar a execução e produzir informações utilizáveis.

    Observe se:

    • O técnico recebe dados suficientes antes de sair.
    • As ordens apresentam descrições compreensíveis.
    • Materiais e horários são registrados.
    • Pendências possuem responsáveis e prazos.
    • Os gestores conseguem localizar informações.
    • Os dados podem ser transformados em indicadores.
    • O preenchimento não interrompe excessivamente o trabalho.
    • Clientes e responsáveis entendem o resultado apresentado.

    Se a equipe continua dependendo de mensagens paralelas para compreender o serviço, o modelo provavelmente ainda está incompleto ou mal integrado ao processo.

    Conclusão

    Um modelo de ordem de serviço padroniza as informações necessárias para planejar, executar e encerrar um atendimento. Ele evita registros inconsistentes e contribui para a construção de um histórico confiável.

    Sua estrutura deve incluir identificação, cliente, solicitação, planejamento, execução, materiais, pendências e validação. Entretanto, os campos precisam ser adaptados ao tipo de atividade e às decisões que a empresa deseja tomar.

    Word e Excel podem atender controles iniciais. Quando a operação exige acompanhamento em tempo real, equipes externas, estoque, fotos e indicadores, um sistema de ordem de serviço tende a oferecer maior controle.

    O modelo ideal não é o que solicita mais informações. É aquele que orienta o serviço sem transformar o preenchimento em um obstáculo.

  • Como fazer uma ordem de serviço: veja o passo a passo completo

    Para fazer uma ordem de serviço, é necessário identificar o atendimento, registrar os dados do solicitante, descrever a atividade, definir responsáveis e prazos e documentar o que foi executado. A OS também deve permitir o registro de materiais, horários, evidências e aprovação do cliente.

    O documento precisa ser simples o suficiente para facilitar o preenchimento, mas completo o bastante para orientar o trabalho e preservar o histórico da atividade.

    Um erro comum é criar uma ordem de serviço pensando apenas no que a empresa deseja registrar após o atendimento. Uma OS eficiente também precisa fornecer ao técnico as informações necessárias antes e durante a execução.

    Neste guia, você aprenderá como elaborar uma ordem de serviço, quais campos utilizar e como adaptar o documento às necessidades da sua operação.

    Antes de começar: qual é o objetivo da ordem de serviço?

    Antes de escolher os campos, a empresa deve determinar como a ordem de serviço será utilizada.

    Uma OS pode servir para:

    • Organizar solicitações de clientes.
    • Planejar manutenções.
    • Distribuir atividades entre técnicos.
    • Controlar prazos contratuais.
    • Registrar materiais e custos.
    • Comprovar serviços executados.
    • Manter o histórico de equipamentos.
    • Acompanhar a produtividade da equipe.
    • Fornecer dados para indicadores.

    Quando o objetivo não está claro, o formulário pode se tornar genérico ou excessivamente longo. Por isso, a primeira pergunta não deve ser “quais campos colocar?”, mas “quais decisões serão tomadas com essas informações?”.

    Como fazer uma ordem de serviço em 10 passos

    A elaboração de uma ordem de serviço pode ser dividida em dez etapas. Essa estrutura atende à maioria das empresas, mas deve ser adaptada ao tipo de serviço prestado.

    1. Crie uma identificação única

    Toda ordem de serviço deve ser facilmente localizada. Para isso, utilize um número ou código que não se repita.

    Exemplos:

    • OS 000123
    • MAN 2026 0048
    • INST 00076
    • OS SP 01254

    O código pode indicar o tipo de atividade, a unidade, o ano ou a região. Entretanto, ele não deve ser tão complexo a ponto de dificultar a leitura.

    Em sistemas digitais, a identificação normalmente é gerada de forma automática. Em planilhas ou formulários impressos, a empresa precisa controlar a sequência para evitar duplicidades.

    2. Registre a data e a origem da solicitação

    A OS deve informar quando a demanda foi recebida e por qual canal ela chegou.

    A origem pode ser:

    • Ligação.
    • E-mail.
    • Aplicativo.
    • WhatsApp.
    • Portal do cliente.
    • Solicitação interna.
    • Plano de manutenção.
    • Monitoramento de equipamento.
    • Inspeção anterior.

    Registrar a origem ajuda a empresa a entender como as demandas são geradas e quais canais concentram mais atendimentos.

    Também é importante diferenciar a data da solicitação da data prevista para execução. Nem todo serviço é realizado no mesmo dia em que foi aberto.

    3. Identifique o cliente ou solicitante

    Inclua dados suficientes para localizar e contatar a pessoa responsável pela demanda.

    Os campos podem conter:

    • Nome ou razão social.
    • CPF ou CNPJ, quando necessário.
    • Telefone.
    • E-mail.
    • Endereço.
    • Unidade ou setor.
    • Nome do responsável no local.
    • Referência para acesso.

    Evite solicitar informações que não tenham utilidade para o atendimento. Além de tornar o preenchimento mais demorado, a coleta excessiva de dados aumenta a responsabilidade da empresa sobre seu armazenamento.

    4. Identifique o equipamento ou local atendido

    Quando a atividade estiver relacionada a um equipamento, veículo, máquina ou instalação, registre sua identificação.

    Podem ser utilizados:

    • Nome do equipamento.
    • Código patrimonial.
    • Número de série.
    • Marca e modelo.
    • Placa do veículo.
    • Localização.
    • Setor.
    • Horímetro ou quilometragem.
    • Data da última manutenção.

    Essa identificação permite construir um histórico separado para cada ativo. Sem ela, a empresa pode saber quantos serviços realizou para determinado cliente, mas não conseguirá descobrir qual equipamento apresentou mais problemas.

    5. Descreva corretamente a solicitação

    A descrição inicial deve registrar o problema ou serviço informado pelo solicitante, sem antecipar conclusões técnicas.

    Compare:

    Descrição pouco útil:
    “Máquina com problema.”

    Descrição mais adequada:
    “Operador relata ruído incomum durante o funcionamento e interrupções após aproximadamente 20 minutos de uso.”

    A segunda descrição fornece contexto para o planejamento. O técnico sabe quais sintomas foram percebidos, em quais condições ocorreram e o que deve verificar inicialmente.

    Também é importante separar três informações:

    • Relato do solicitante.
    • Diagnóstico técnico.
    • Solução executada.

    Esses campos representam momentos diferentes do atendimento e não devem ser tratados como se fossem a mesma coisa.

    6. Classifique o tipo e a prioridade

    A classificação ajuda a organizar a fila de atendimentos.

    O tipo de serviço pode ser:

    • Manutenção preventiva.
    • Manutenção corretiva.
    • Inspeção.
    • Instalação.
    • Visita técnica.
    • Limpeza.
    • Configuração.
    • Substituição.
    • Treinamento.

    A prioridade deve seguir critérios definidos pela empresa. Utilizar apenas classificações como “alta”, “média” e “baixa” sem estabelecer regras pode causar conflitos.

    A prioridade pode considerar:

    • Impacto da falha.
    • Urgência.
    • Criticidade do equipamento.
    • Risco para a operação.
    • Quantidade de pessoas afetadas.
    • Prazo contratado.
    • Existência de solução temporária.

    Um atendimento não deve receber prioridade alta apenas porque o solicitante pediu urgência. A classificação precisa refletir o impacto real da ocorrência.

    7. Defina responsáveis e prazos

    A ordem de serviço deve informar quem será responsável pela execução e quando a atividade deverá ocorrer.

    Inclua:

    • Técnico ou equipe.
    • Data prevista.
    • Janela de atendimento.
    • Tempo estimado.
    • Habilidades necessárias.
    • Responsável pelo acompanhamento.
    • Prazo de conclusão.

    A escolha do profissional pode considerar disponibilidade, localização, experiência, certificações e conhecimento sobre o equipamento.

    Quando a atividade exigir mais de uma especialidade, a OS deve indicar todos os profissionais ou equipes envolvidos.

    8. Informe materiais, ferramentas e orientações

    Antes do deslocamento, registre o que poderá ser necessário para a execução.

    Esse planejamento pode incluir:

    • Peças.
    • Materiais de consumo.
    • Ferramentas.
    • Equipamentos de medição.
    • Equipamentos de proteção.
    • Documentos.
    • Manuais.
    • Procedimentos técnicos.
    • Instruções de acesso ao local.

    A lista inicial representa os recursos previstos. Depois da execução, o técnico deve registrar o que foi efetivamente utilizado.

    Essa distinção permite comparar planejamento e consumo real, melhorando o controle de estoque e custos.

    9. Registre a execução do serviço

    Durante ou após o atendimento, o profissional deve preencher as informações que comprovam o trabalho realizado.

    Entre os principais registros estão:

    • Data e horário de chegada.
    • Início e término da atividade.
    • Diagnóstico.
    • Procedimentos executados.
    • Materiais utilizados.
    • Quantidades.
    • Fotos.
    • Medições.
    • Checklist.
    • Testes realizados.
    • Recomendações.
    • Pendências.

    A descrição da execução deve ser objetiva e compreensível. Expressões como “serviço realizado” ou “problema resolvido” não informam quais procedimentos foram adotados.

    Uma descrição mais adequada seria:

    Realizada a limpeza do componente, substituição do filtro e inspeção das conexões. Após o procedimento, o equipamento foi testado durante 30 minutos e operou sem novas interrupções.

    10. Faça a validação e encerre a OS

    Antes de encerrar, verifique se o serviço foi concluído e se todos os campos necessários foram preenchidos.

    A validação pode incluir:

    • Teste de funcionamento.
    • Checklist final.
    • Aprovação do supervisor.
    • Assinatura do cliente.
    • Registro fotográfico.
    • Confirmação dos materiais.
    • Motivo de pendência.
    • Data de conclusão.

    Se o atendimento não puder ser concluído, a OS não deve simplesmente desaparecer da fila. Registre o motivo e defina o próximo passo.

    Entre os motivos possíveis estão:

    • Peça indisponível.
    • Necessidade de orçamento.
    • Ausência do responsável.
    • Falta de acesso ao local.
    • Serviço adicional identificado.
    • Necessidade de profissional especializado.

    Quais campos não podem faltar?

    A composição depende do segmento, mas uma ordem de serviço simples deve incluir, no mínimo:

    GrupoInformações recomendadas
    IdentificaçãoNúmero da OS, data de abertura e situação
    SolicitanteNome, contato e endereço
    ServiçoTipo, descrição e prioridade
    PlanejamentoResponsável, data e prazo
    ExecuçãoDiagnóstico, solução e materiais
    EncerramentoResultado, data e aprovação

    Operações mais complexas podem acrescentar campos técnicos, financeiros, contratuais e de segurança.

    Exemplo de ordem de serviço preenchida

    Veja um exemplo simplificado para manutenção de ar-condicionado.

    Número: OS 001248
    Data de abertura: 20 de julho de 2026
    Cliente: Empresa Exemplo Ltda.
    Local: Sala administrativa, segundo andar
    Equipamento: Ar-condicionado Split, patrimônio 0452
    Tipo: Manutenção corretiva
    Prioridade: Média
    Relato: Equipamento liga normalmente, mas não reduz a temperatura do ambiente.
    Técnico responsável: Carlos Silva
    Data agendada: 21 de julho de 2026, entre 9h e 11h
    Materiais previstos: Filtro e material de limpeza
    Diagnóstico: Filtro obstruído e acúmulo de resíduos na unidade interna.
    Serviço realizado: Limpeza da unidade interna, higienização e substituição do filtro.
    Materiais utilizados: Um filtro compatível e material de limpeza.
    Teste final: Equipamento mantido em funcionamento por 30 minutos, sem anormalidades.
    Situação: Concluída
    Aprovação: Atendimento conferido pelo responsável do local.

    Esse exemplo mostra a diferença entre o problema relatado, a avaliação do técnico e a solução aplicada.

    Como preencher uma ordem de serviço corretamente?

    O preenchimento deve utilizar linguagem direta e informações verificáveis.

    Algumas boas práticas são:

    • Evitar termos genéricos.
    • Não deixar campos importantes em branco.
    • Registrar horários reais.
    • Informar quantidades de materiais.
    • Separar relato, diagnóstico e solução.
    • Anexar evidências quando necessário.
    • Explicar pendências.
    • Revisar os dados antes do encerramento.
    • Evitar abreviações que somente uma pessoa entende.
    • Manter o histórico acessível.

    O técnico também deve registrar qualquer mudança no escopo. Se o atendimento originalmente previa uma inspeção, mas resultou na substituição de uma peça, essa alteração precisa constar na OS.

    Ordem de serviço simples ou completa?

    O nível de detalhamento depende do risco e da complexidade da atividade.

    Uma OS simples pode atender serviços rápidos e repetitivos. Ela registra cliente, atividade, responsável, data, execução e aprovação.

    Uma OS completa é mais adequada quando existem:

    • Equipamentos de alto valor.
    • Riscos operacionais.
    • Vários profissionais.
    • Controle de estoque.
    • Exigências contratuais.
    • Procedimentos técnicos.
    • Necessidade de fotos.
    • Custos detalhados.
    • Auditorias.
    • Indicadores de manutenção.

    O melhor modelo não é aquele que possui mais campos, mas o que reúne as informações certas para cada processo.

    É melhor criar a OS em Word, Excel ou sistema?

    O Word permite criar formulários simples, mas oferece pouca capacidade de acompanhamento.

    O Excel facilita listas, filtros e controles básicos. Entretanto, pode gerar problemas de versão e preenchimento simultâneo.

    Um sistema de ordem de serviço centraliza o processo e permite acompanhar o atendimento desde a solicitação até o encerramento. Dependendo da solução, também pode oferecer agenda, aplicativo móvel, estoque, fotos, assinatura e indicadores.

    A escolha deve considerar o volume de atendimentos, a quantidade de profissionais e a necessidade de consultar informações em tempo real.

    Erros comuns ao criar uma ordem de serviço

    Alguns erros reduzem a utilidade do documento:

    Copiar um modelo sem adaptá-lo

    Um formulário criado para oficina mecânica não atende necessariamente a uma empresa de climatização ou manutenção industrial.

    Criar campos demais

    Formulários extensos aumentam o tempo de preenchimento e favorecem respostas incompletas.

    Não diferenciar solicitação e diagnóstico

    O relato do cliente não deve ser apresentado como conclusão técnica.

    Não definir critérios de prioridade

    Sem regras, todas as solicitações podem acabar classificadas como urgentes.

    Ignorar o encerramento

    Uma OS somente deve ser concluída depois do registro da execução e da validação das informações.

    Coletar dados sem analisá-los

    Se a empresa registra horários, materiais e falhas, deve transformar esses dados em indicadores e decisões.

    Como padronizar as ordens de serviço?

    A padronização começa pela definição dos tipos de atendimento. Cada tipo pode ter campos e checklists próprios.

    Uma manutenção preventiva, por exemplo, precisa dos itens que serão inspecionados. Uma instalação pode exigir testes de funcionamento e fotos. Uma corretiva deve separar sintoma, causa e solução.

    Também é recomendável criar:

    • Regras de preenchimento.
    • Critérios de prioridade.
    • Lista padronizada de situações.
    • Motivos de cancelamento.
    • Motivos de pendência.
    • Procedimentos de aprovação.
    • Responsabilidades por etapa.
    • Indicadores de acompanhamento.

    Modelos previamente configurados podem preencher automaticamente informações repetitivas, mantendo maior consistência entre as ordens de serviço, como explica a documentação da ServiceNow.

    Conclusão

    Saber como fazer uma ordem de serviço exige mais do que criar um formulário. É necessário compreender o fluxo da atividade e definir quais informações orientarão o planejamento, a execução e a análise dos resultados.

    Uma OS eficiente identifica a demanda, informa os responsáveis, registra os recursos e documenta o que foi realizado. Ela também diferencia claramente o relato inicial, o diagnóstico técnico e a solução aplicada.

    Quando esse processo é padronizado, a empresa melhora a comunicação, reduz o retrabalho e passa a construir um histórico confiável dos clientes, equipamentos e serviços.

  • O que é ordem de serviço? Entenda sua função e como utilizar uma OS

    A ordem de serviço é um documento que organiza e registra a execução de uma atividade. Conhecida também pela sigla OS, ela informa qual serviço deve ser realizado, onde acontecerá, quem será responsável, quais recursos serão necessários e como a execução deverá ser comprovada.

    Empresas de diferentes segmentos utilizam esse documento para transformar solicitações em atividades planejadas e rastreáveis. Em vez de depender de mensagens, anotações ou orientações informais, a organização concentra os dados do atendimento em um único registro.

    Uma ordem de serviço pode ser criada para uma instalação, inspeção, visita técnica, manutenção preventiva, reparo emergencial ou qualquer outra atividade que precise ser acompanhada.

    Além de orientar o trabalho, a OS produz informações importantes para a gestão. Seu histórico permite analisar prazos, custos, produtividade, materiais utilizados, reincidência de problemas e desempenho das equipes.

    O que significa OS?

    OS é a abreviação de ordem de serviço. A expressão identifica o registro utilizado para solicitar, autorizar, planejar, executar e documentar um serviço.

    O formato da OS depende da atividade realizada. Uma empresa de climatização, por exemplo, pode registrar dados sobre equipamentos, temperatura, limpeza e troca de componentes. Já um provedor de internet pode incluir informações sobre sinal, cabos, roteadores, materiais e localização do assinante.

    Embora os campos sejam diferentes, a finalidade permanece a mesma: reunir as informações necessárias para que o atendimento seja executado e posteriormente consultado.

    Para que serve uma ordem de serviço?

    A ordem de serviço serve para estabelecer um fluxo organizado entre a identificação de uma necessidade e a conclusão da atividade.

    Ela ajuda a responder perguntas fundamentais da operação:

    • O que precisa ser feito?
    • Qual foi o problema informado?
    • Onde o serviço será executado?
    • Quem solicitou o atendimento?
    • Qual profissional será responsável?
    • Quando a atividade deverá acontecer?
    • Qual é a prioridade?
    • Quais materiais serão necessários?
    • O que foi efetivamente executado?
    • O cliente ou responsável aprovou o resultado?

    Quando essas respostas ficam dispersas em canais diferentes, aumentam as chances de falhas de comunicação, atrasos e retrabalho. A OS reduz esse risco ao criar um registro padronizado.

    O documento também permite acompanhar cada atividade desde a abertura até o encerramento. Assim, o gestor consegue visualizar ordens pendentes, em andamento, atrasadas ou concluídas.

    Qual é a importância da ordem de serviço?

    A importância da ordem de serviço está relacionada à capacidade de transformar atividades operacionais em dados que podem ser acompanhados.

    Sem registros consistentes, a empresa sabe que os profissionais estão trabalhando, mas encontra dificuldades para determinar quanto tempo cada atividade consome, quais problemas são recorrentes e onde estão os principais gargalos.

    Com as ordens de serviço, torna-se possível construir um histórico dos atendimentos. Esse histórico pode revelar:

    • Clientes ou equipamentos com maior quantidade de ocorrências.
    • Serviços que frequentemente ultrapassam o prazo.
    • Materiais mais utilizados.
    • Atividades com maior custo.
    • Problemas que voltam a acontecer.
    • Profissionais com determinadas habilidades.
    • Regiões com maior concentração de atendimentos.
    • Diferenças entre o tempo previsto e o tempo realizado.

    Essas informações ajudam a empresa a planejar equipes, revisar processos e tomar decisões com base em evidências.

    Como funciona uma ordem de serviço?

    A ordem de serviço normalmente percorre um ciclo que começa com uma demanda e termina com a avaliação do resultado. Esse fluxo pode ser dividido em sete etapas.

    1. Identificação da necessidade

    O processo começa quando um cliente, colaborador, equipamento ou sistema informa que existe uma atividade a ser realizada.

    A origem pode ser uma falha, uma solicitação de instalação, uma inspeção programada ou uma manutenção prevista no plano preventivo.

    2. Registro da solicitação

    As informações iniciais são registradas, como nome do solicitante, endereço, equipamento, descrição do problema e data desejada.

    Nesse momento, é importante diferenciar o relato inicial do diagnóstico técnico. O cliente pode informar que “o equipamento não liga”, mas a causa somente será determinada depois da análise do profissional.

    3. Avaliação e priorização

    A empresa avalia o impacto da ocorrência e define a prioridade. Uma falha em um equipamento essencial, por exemplo, pode exigir atendimento antes de uma atividade sem impacto imediato.

    A priorização pode considerar urgência, criticidade, prazo contratual, risco, quantidade de pessoas afetadas e disponibilidade operacional.

    4. Planejamento do atendimento

    O gestor determina o profissional, o horário e os recursos necessários. Também podem ser considerados localização, habilidade técnica, jornada de trabalho e materiais disponíveis.

    Um planejamento adequado reduz deslocamentos desnecessários e evita enviar um técnico sem as ferramentas ou peças necessárias.

    5. Execução

    O profissional recebe as instruções e realiza a atividade. Durante o atendimento, registra procedimentos, horários, materiais, fotos e observações.

    Se o escopo mudar, a ordem de serviço deve ser atualizada para manter o histórico fiel ao que aconteceu.

    6. Validação

    Depois da execução, o resultado é conferido. Dependendo da atividade, essa etapa pode envolver testes, checklist, assinatura, aprovação do cliente ou avaliação de um responsável técnico.

    7. Encerramento e análise

    A OS é encerrada quando todas as informações necessárias foram registradas e o serviço foi concluído ou recebeu um encaminhamento adequado.

    Os dados passam a fazer parte do histórico operacional e podem alimentar relatórios e indicadores.

    Quais informações uma ordem de serviço deve conter?

    Não existe um modelo único para todos os setores. Os campos devem ser definidos conforme o serviço, os riscos, as regras internas e as necessidades de controle.

    Entre as informações mais utilizadas estão:

    Identificação

    • Número da ordem de serviço.
    • Data e horário de abertura.
    • Tipo de atendimento.
    • Origem da solicitação.
    • Situação atual da OS.

    Dados do solicitante

    • Nome do cliente ou setor.
    • Telefone e e-mail.
    • Endereço do atendimento.
    • Pessoa responsável pelo acompanhamento.

    Informações sobre a atividade

    • Descrição da solicitação.
    • Equipamento ou ativo relacionado.
    • Número de série, patrimônio ou identificação.
    • Prioridade.
    • Prazo para atendimento.
    • Procedimentos previstos.

    Planejamento

    • Técnico ou equipe responsável.
    • Data e horário agendados.
    • Habilidades exigidas.
    • Ferramentas, peças e materiais previstos.
    • Orientações de acesso e segurança.

    Execução

    • Horários de início e término.
    • Diagnóstico encontrado.
    • Descrição do serviço realizado.
    • Materiais efetivamente utilizados.
    • Fotos e documentos.
    • Pendências e recomendações.

    Encerramento

    • Resultado do atendimento.
    • Responsável pela validação.
    • Assinatura ou aprovação.
    • Data de conclusão.
    • Motivo de cancelamento, quando aplicável.

    A empresa não precisa incluir todos esses campos em todas as atividades. Um formulário excessivamente longo pode dificultar o preenchimento. O ideal é coletar as informações necessárias para orientar, comprovar e analisar o serviço.

    Quais são os principais tipos de ordem de serviço?

    A classificação das ordens de serviço facilita a distribuição das atividades e a análise dos resultados.

    Ordem de serviço de manutenção preventiva

    É criada para uma atividade programada que busca preservar o funcionamento de um equipamento e reduzir a probabilidade de falhas.

    Inspeções, ajustes, limpeza técnica, lubrificação e substituições periódicas são exemplos de serviços preventivos.

    Ordem de serviço de manutenção corretiva

    É utilizada quando uma falha ou condição inadequada já foi identificada. Seu objetivo é corrigir o problema e recuperar o funcionamento esperado.

    A corretiva pode ser emergencial ou planejada, dependendo do impacto da falha.

    Ordem de serviço de inspeção

    Registra a verificação de equipamentos, estruturas ou ambientes. Ela pode apresentar itens de conferência, condições encontradas e recomendações.

    Ordem de serviço de instalação

    Organiza a implantação de equipamentos, sistemas, redes ou componentes. Normalmente inclui local, materiais, requisitos técnicos e testes finais.

    Ordem de serviço de atendimento técnico

    É comum em assistências técnicas e operações externas. Pode envolver diagnóstico, configuração, reparo, troca de componentes e orientação ao usuário.

    Ordem de serviço interna

    Atende a uma necessidade da própria organização. Um setor solicita a outro uma atividade de manutenção, infraestrutura, tecnologia ou apoio operacional.

    Ordem de serviço e solicitação de serviço são a mesma coisa?

    Não necessariamente. A solicitação informa que existe uma necessidade. A ordem de serviço representa a atividade organizada para atender essa demanda.

    Considere um exemplo: um operador percebe uma vibração incomum em uma máquina e comunica o setor de manutenção. Essa comunicação é uma solicitação.

    Depois de avaliar o relato, o responsável define prioridade, técnico, prazo e procedimento de inspeção. Nesse momento, a empresa gera a ordem de serviço.

    Uma solicitação ainda pode ser recusada, agrupada com outra demanda ou mantida em análise. A OS normalmente surge quando a atividade será planejada ou autorizada.

    Ordem de serviço substitui contrato ou nota fiscal?

    A ordem de serviço não substitui a nota fiscal. Os documentos possuem finalidades diferentes.

    A OS registra a solicitação, a execução e a conclusão de uma atividade. A nota fiscal documenta fiscalmente a operação conforme as regras aplicáveis.

    Também não é adequado afirmar que toda ordem de serviço equivale automaticamente a um contrato. Ela pode registrar condições, valores, responsabilidades e aprovações, contribuindo para demonstrar o que foi combinado e executado. Entretanto, os efeitos jurídicos dependem do conteúdo e das circunstâncias de cada relação.

    Quando houver dúvidas sobre obrigações fiscais, trabalhistas ou contratuais, a empresa deve consultar profissionais especializados.

    Ordem de serviço em papel ou digital?

    A ordem de serviço pode ser registrada em papel, planilha ou sistema. A melhor opção depende do volume e da complexidade da operação.

    O papel pode funcionar em empresas com poucos atendimentos. À medida que o número de atividades aumenta, surgem dificuldades para localizar documentos, acompanhar atrasos e consolidar dados.

    Planilhas permitem organizar melhor as informações, mas podem exigir atualizações manuais e gerar versões diferentes do mesmo arquivo.

    Os sistemas de ordem de serviço oferecem recursos como:

    • Agendamento de atividades.
    • Distribuição dos atendimentos.
    • Aplicativo para técnicos.
    • Atualização de status.
    • Registro de fotos.
    • Checklists digitais.
    • Assinatura do cliente.
    • Controle de materiais.
    • Geolocalização.
    • Notificações.
    • Painéis e indicadores.
    • Integração com outros sistemas.

    A digitalização também reduz o tempo entre a execução e a disponibilidade das informações para o gestor.

    Exemplo prático de ordem de serviço

    Imagine uma empresa responsável pela manutenção de aparelhos de ar-condicionado.

    O cliente informa que um equipamento não está refrigerando corretamente. A empresa registra o endereço, o modelo do aparelho e a descrição inicial. Em seguida, classifica a prioridade e agenda um técnico com experiência naquele equipamento.

    Durante a visita, o profissional identifica o problema, registra o diagnóstico, fotografa o aparelho e informa os materiais utilizados. Depois dos testes, solicita a assinatura do cliente e encerra a OS.

    Esse registro passa a integrar o histórico do equipamento. Se a falha acontecer novamente, a equipe poderá consultar o atendimento anterior e verificar quais procedimentos já foram realizados.

    Quais são os benefícios da ordem de serviço?

    Uma gestão estruturada de ordens de serviço pode gerar benefícios como:

    • Padronização dos atendimentos.
    • Redução de falhas de comunicação.
    • Maior controle sobre prazos.
    • Histórico de clientes e equipamentos.
    • Rastreabilidade das atividades.
    • Controle de materiais e custos.
    • Melhor distribuição das equipes.
    • Comprovação dos serviços executados.
    • Acompanhamento da produtividade.
    • Produção de indicadores operacionais.

    Os resultados dependem da qualidade dos registros. Uma OS com informações incompletas oferece pouca utilidade para o técnico e para o gestor.

    Erros que prejudicam a gestão das ordens de serviço

    Entre os problemas mais comuns estão:

    • Abrir a OS com uma descrição genérica.
    • Não identificar o equipamento atendido.
    • Confundir relato do cliente com diagnóstico técnico.
    • Definir prioridades sem critérios.
    • Agendar profissionais sem verificar habilidades.
    • Não registrar peças e materiais.
    • Deixar de anexar evidências.
    • Encerrar o atendimento sem informar a solução.
    • Manter ordens concluídas como pendentes.
    • Não analisar as informações coletadas.

    A padronização dos campos e o treinamento das equipes ajudam a reduzir essas ocorrências.

    Como melhorar o controle das ordens de serviço?

    O primeiro passo é desenhar o fluxo real da operação. A empresa precisa entender como recebe solicitações, como escolhe os responsáveis e quais informações são necessárias para concluir cada atendimento.

    Depois desse mapeamento, recomenda-se:

    1. Definir os tipos de serviço.
    2. Criar critérios de prioridade.
    3. Padronizar os campos da OS.
    4. Estabelecer responsabilidades.
    5. Registrar horários e materiais.
    6. Criar regras para cancelamentos e pendências.
    7. Conferir os dados antes do encerramento.
    8. Manter o histórico acessível.
    9. Acompanhar indicadores.
    10. Revisar o processo periodicamente.

    A tecnologia pode apoiar todas essas etapas, mas a ferramenta deve refletir um processo claro. Digitalizar um fluxo desorganizado não elimina automaticamente seus problemas.

    Conclusão

    A ordem de serviço é um dos principais instrumentos de organização das empresas prestadoras de serviços e das áreas de manutenção. Ela conecta solicitação, planejamento, execução e controle em um único fluxo.

    Quando preenchida corretamente, a OS orienta o profissional, aumenta a rastreabilidade e produz informações para decisões operacionais. Seu histórico ajuda a empresa a entender custos, prazos, produtividade e problemas recorrentes.

    Mais do que registrar que uma atividade aconteceu, uma boa ordem de serviço permite compreender como ela foi planejada, executada e concluída.

    Perguntas frequentes sobre ordem de serviço

    O que é uma ordem de serviço?

    É um documento utilizado para solicitar, autorizar, organizar e registrar a execução de uma atividade.

    Para que serve uma OS?

    A OS serve para informar o que deve ser feito, definir responsáveis e prazos, registrar a execução e manter o histórico dos atendimentos.

    Quem abre a ordem de serviço?

    A abertura pode ser feita por um atendente, gestor, cliente, colaborador ou sistema, dependendo do processo da empresa.

    Quem deve preencher a ordem de serviço?

    As informações podem ser preenchidas por diferentes responsáveis. O solicitante registra a demanda, o gestor realiza o planejamento e o técnico informa o que foi executado.

    A ordem de serviço precisa ser assinada?

    A necessidade de assinatura depende do processo, do serviço e das condições estabelecidas. Mesmo quando não é obrigatória, a aprovação pode ajudar a registrar o aceite do atendimento.

    Ordem de serviço tem validade jurídica?

    A OS pode contribuir como registro do que foi solicitado, autorizado ou executado. Seus efeitos dependem do conteúdo, das aprovações e das circunstâncias de cada caso.

    É possível usar ordem de serviço digital?

    Sim. A OS pode ser criada, executada e armazenada digitalmente, inclusive por aplicativos utilizados pelos técnicos em campo.

    Qual é a diferença entre ordem de serviço e orçamento?

    O orçamento apresenta uma previsão de escopo, materiais e valores. A ordem de serviço organiza e registra a atividade que será ou foi executada.

IClass
Termos de Uso Website IClass

Este site é operado pela Razão Social ACTIVIA SISTEMAS LTDA, doravante denominada apenas IClass.

A IClass administra este site, incluindo todas as informações, ferramentas e serviços disponíveis para você, o usuário, com a condição da sua aceitação a respeito de todos os termos, condições, políticas e avisos aqui declarados.

Em todo o site, os termos “nós”, “nos” e “nosso” referem-se à IClass.

Ao visitar o nosso site, o usuário estará utilizando os nossos “Serviços”. Consequentemente, o usuário concorda com os seguintes termos e condições (“Termos de serviço”, “Termos”), incluindo os termos, condições e políticas adicionais mencionados neste documento e/ou disponíveis por hyperlink.

Os Termos de Uso aplicam-se a todos os usuários do site. Por tal motivo, leia os mencionados Termos , cuidadosamente, antes de acessar ou utilizar o nosso site.

Ao acessar ou utilizar qualquer parte do site, o usuário demonstrará concordância com os Termos de Uso do mesmo. Se você não concorda com todos os termos e condições deste acordo, não deverá acessar o site ou utilizar quaisquer dos nossos serviços.

A IClass tem o compromisso de garantir que as informações pessoais sejam gerenciadas profissionalmente, de acordo com todos os princípios e diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.853/2019) e demais legislações aplicáveis.

 

CONDIÇÕES GERAIS

Reservamos o direito de recusar o serviço a qualquer pessoa, por qualquer motivo, a qualquer momento.

Os títulos usados neste acordo são incluídos apenas por conveniência e não limitam ou afetam os Termos.

Que tipos de dados coletamos?

A quantidade e o tipo de informações coletadas pela IClass variam conforme o uso que o usuário faz de nossos serviços. Todos os dados coletados ou fornecidos diretamente pelo titular dos dados pessoais são tratados como confidenciais.

Os dados pessoais em tratamento pela IClass têm a seguinte natureza:

  1. a) Identificação e Informações de contato: qualquer dado que nos permite contatá-lo ou verificar seu cadastro, como nome completo, empresa, números de telefone e endereço de e-mail;
  1. b) Informações de navegação: endereço IP, informações sobre dispositivo, data e hora de acesso;
  2. c) Outras informações fornecidas: quaisquer dados pessoais e informações voluntariamente fornecidos através de formulários em páginas do site com o domínio “iclass.com.br” à IClass como cargo, segmento, nome da empresa trabalhada, email pessoal ou corporativo, etc.
  3. d) “Cookies”: são identificadores que são transferidos para o seu navegador ou dispositivo, que nos informam como e quando as páginas e recursos em nosso site são visitados, quantas pessoas as acessam e algumas informações sobre seus dispositivos.

É importante mencionar que alguns navegadores permitem que o usuário bloqueie e/ou apague esses cookies de seu computador. Caso o usuário opte pelo bloqueio dos cookies, a experiência de navegação poderá ser prejudicada.

A IClass armazenará os dados com observância dos prazos previstos em lei, no contrato ou para fins de exercício regular de direitos em eventuais processos.

Como a IClass trata os seus dados?

Esta Política de Privacidade tem como objetivo manifestar o compromisso da IClass com os direitos dos usuários, titulares dos dados pessoais, relacionados à privacidade e segurança das informações coletadas por meio de cadastro neste site. A IClass se compromete a cumprir todas as normas previstas na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Os dados pessoais podem ser tratados de diversas formas no âmbito do exercício das atividades da IClass. Nós tratamos seus Dados Pessoais, principalmente, para que seja possível viabilizar a nossa relação comercial, cumprir algumas obrigações contratuais e legais, bem como engajarmos a nossa marca.

Realizamos o tratamento de dados pessoais para finalidades legítimas e específicas, especialmente, para atividades de marketing e comercial, para compartilhar novas funcionalidades com os clientes, compartilhar conteúdos, elaborar relatórios e integrar informações ao CRM.

Ao preencher qualquer formulário de contato no domínio “www.iclass.com.br”, o usuário autoriza a equipe comercial da IClass entrar em contato por telefone e email através de informações cedidas voluntariamente pelo usuário.

Ao concordar com os termos de política de privacidade o usuário concorda em receber email informativos, conteúdos sobre a empresa, promoções e campanhas de marketing.

É responsabilidade do usuário conferir e tomar ciência da política de privacidade do Controlador. 

USOS PROIBIDOS

O usuário  está proibido de usar o site ou o conteúdo para: (a) fins ilícitos; (b) solicitar outras pessoas a realizar ou participar de quaisquer atos ilícitos; (c) violar quaisquer regulamentos internacionais, provinciais, estaduais ou federais, regras, leis ou regulamentos locais; (d) infringir ou violar nossos direitos de propriedade intelectual ou os direitos de propriedade intelectual de terceiros; (e) para assediar, abusar, insultar, danificar, difamar, caluniar, depreciar, intimidar ou discriminar com base em gênero, orientação sexual, religião, etnia, raça, idade, nacionalidade ou deficiência; (f) apresentar informações falsas ou enganosas; (g) fazer o envio ou transmitir vírus ou qualquer outro tipo de código malicioso. (h) coletar ou rastrear as informações pessoais de outras pessoas; (i) para enviar spam, phishing, pharm, pretext, spider, crawl, ou scrape; (j) para fins obscenos ou imorais; ou (k) para interferir ou contornar os recursos de segurança do Serviço ou de qualquer site relacionado, outros sites, ou da Internet. Reservamos o direito de rescindir o seu uso do Serviço ou de qualquer site relacionado por violar qualquer um dos usos proibidos.

 

ACORDO INTEGRAL

Caso não exerçamos ou executemos qualquer direito ou disposição destes Termos de Uso, isto não constituirá uma renúncia a tal direito ou disposição.

Estes Termos de Uso e quaisquer políticas ou normas operacionais postadas, por nós, neste site ou no que diz respeito ao serviço constituem a totalidade do acordo  entre nós. Estes termos regem o seu uso do Serviço, substituindo quaisquer acordos anteriores ou contemporâneos, comunicações e propostas, sejam verbais ou escritos, entre nós e o usuário (incluindo, mas não limitado a quaisquer versões anteriores dos Termos de Uso).

Quaisquer ambiguidades na interpretação destes Termos de Uso não devem ser interpretadas contra a parte que os redigiu.

 

LEGISLAÇÃO APLICÁVEL

Estes Termos de Uso são regidos e interpretados de acordo com as leis brasileiras.

 

ALTERAÇÕES DOS TERMOS DE USO

O usuário poderá rever a versão mais atual dos Termos de Uso a qualquer momento nesta página.

Reservamos o direito, a nosso critério, de atualizar, modificar ou substituir qualquer parte destes Termos de Uso ao publicar atualizações e alterações no nosso site. É sua responsabilidade verificar nosso site periodicamente. Seu uso contínuo ou acesso ao nosso site ou ao Serviço após a publicação de quaisquer alterações a estes Termos de Uso constitui aceitação dessas alterações.

 

INFORMAÇÕES DE CONTATO

As perguntas sobre os Termos de Uso deverão ser enviadas através do contato@iclass.com.br.