Ordem de serviço de manutenção corretiva: como criar e preencher

A ordem de serviço de manutenção corretiva é o documento utilizado para planejar, autorizar, executar e registrar uma intervenção destinada a corrigir uma falha ou anormalidade identificada em um equipamento.

Ela informa o que aconteceu, qual ativo foi afetado, quando o problema começou, quais impactos foram provocados e quais atividades precisam ser realizadas para restabelecer o funcionamento.

Depois da execução, a OS deve registrar o diagnóstico, a causa identificada, os materiais utilizados, o tempo de reparo, os testes realizados e a condição final do equipamento.

A manutenção corretiva nem sempre representa uma emergência. Uma anormalidade pode ser identificada durante uma inspeção e programada para reparo posterior, desde que a continuidade da operação seja tecnicamente aceitável.

Neste artigo, você aprenderá como fazer uma OS de manutenção corretiva, quais campos incluir, como diferenciar sintoma, diagnóstico, causa e solução e como documentar corretamente o encerramento do serviço.

O que é uma ordem de serviço de manutenção corretiva?

A ordem de serviço de manutenção corretiva, também chamada de OS corretiva, é o registro utilizado para controlar o reparo de uma falha ou condição inadequada identificada em um ativo.

Ela pode ser aberta após:

  • Uma parada inesperada.
  • Uma redução de desempenho.
  • Um alarme.
  • Uma inspeção.
  • Uma manutenção preventiva.
  • Uma medição fora do limite.
  • Uma reclamação do operador.
  • Uma ocorrência de segurança.
  • Um vazamento.
  • Um ruído incomum.
  • Uma falha de qualidade.
  • Uma recomendação técnica pendente.

A documentação da Oracle define a ordem corretiva como o tipo de ordem criado para iniciar o processo de reparo sob demanda de um ativo. A ordem pode conter informações sobre ativo, prioridade, datas, operações, componentes, recursos, documentos e histórico. Oracle

Depois do reparo, a OS passa a integrar o histórico do equipamento. Esses dados podem ajudar a identificar falhas recorrentes, custos elevados e ativos que exigem revisão do plano de manutenção.

Para que serve uma OS corretiva?

A ordem corretiva organiza o atendimento desde a comunicação do problema até a liberação do equipamento.

Ela serve para:

  • Identificar o equipamento afetado.
  • Registrar o problema relatado.
  • Informar quando a anormalidade foi percebida.
  • Avaliar impacto e prioridade.
  • Direcionar a equipe responsável.
  • Planejar materiais e ferramentas.
  • Controlar a indisponibilidade.
  • Registrar o diagnóstico.
  • Documentar a causa da falha.
  • Apresentar os reparos realizados.
  • Controlar peças substituídas.
  • Registrar horas trabalhadas.
  • Comprovar os testes finais.
  • Informar pendências.
  • Autorizar a liberação do equipamento.
  • Alimentar indicadores de manutenção.

Uma OS preenchida apenas com “equipamento parado” na abertura e “problema resolvido” no encerramento comprova que existiu um atendimento, mas oferece pouca informação para a gestão da manutenção.

Manutenção corretiva é sempre emergencial?

Não. A manutenção corretiva pode ser imediata ou programada.

Manutenção corretiva imediata

O reparo precisa começar rapidamente porque a falha:

  • Interrompeu a operação.
  • Apresenta risco.
  • Afeta um equipamento crítico.
  • Pode causar danos adicionais.
  • Compromete a qualidade.
  • Impede o atendimento de clientes.
  • Não possui alternativa operacional.

Nesse caso, a prioridade é controlar o risco e restabelecer a operação.

Manutenção corretiva programada

A anormalidade foi identificada, mas o reparo pode ser planejado para uma data posterior.

Isso pode ocorrer quando:

  • O equipamento continua funcionando.
  • Existe redundância.
  • A condição permanece controlada.
  • O reparo depende de uma parada programada.
  • Uma peça precisa ser adquirida.
  • A intervenção exige equipe especializada.
  • O risco da espera foi avaliado e aceito.

Segundo a IBM, a manutenção corretiva pode abranger tanto reparos realizados imediatamente após uma falha quanto intervenções planejadas para uma data posterior. IBM

Adiar o reparo não significa ignorar o problema. A decisão precisa apresentar responsável, prazo, justificativa e medidas temporárias quando necessárias.

Qual é a diferença entre corretiva, preventiva e preditiva?

TipoEvento que gera a manutençãoObjetivo
PreventivaData ou medição programadaReduzir a probabilidade de falhas
PreditivaTendência ou condição monitoradaIdentificar o melhor momento para intervir
Corretiva programadaAnormalidade identificadaCorrigir o problema em uma data planejada
Corretiva emergencialFalha com necessidade imediataRestabelecer a operação rapidamente

Uma manutenção preventiva pode encontrar um componente desgastado e gerar uma OS corretiva. Da mesma forma, uma análise preditiva pode identificar uma tendência inadequada e originar um reparo programado.

Como funciona o ciclo da manutenção corretiva?

O processo pode ser dividido nas seguintes etapas:

  1. Identificação da anormalidade.
  2. Registro da solicitação.
  3. Avaliação inicial.
  4. Classificação da prioridade.
  5. Criação da ordem de serviço.
  6. Contenção do problema.
  7. Diagnóstico.
  8. Planejamento do reparo.
  9. Execução.
  10. Teste de funcionamento.
  11. Liberação do equipamento.
  12. Registro da causa.
  13. Encerramento da OS.
  14. Análise de recorrência.

Em atendimentos emergenciais, algumas etapas podem ocorrer simultaneamente. Mesmo assim, as informações precisam ser registradas posteriormente para preservar o histórico.

Quais informações uma OS corretiva deve ter?

1. Identificação da ordem

Registre:

  • Número da OS.
  • Data e hora da abertura.
  • Situação.
  • Tipo de manutenção.
  • Prioridade.
  • Solicitante.
  • Setor responsável.
  • Origem da solicitação.
  • Ordem relacionada.
  • Prazo esperado.

O número da ordem deve ser único para permitir sua localização e relacionamento com outros documentos.

2. Identificação do equipamento

Inclua:

  • Nome do equipamento.
  • Código ou patrimônio.
  • Marca e modelo.
  • Número de série.
  • Localização.
  • Setor.
  • Centro de custo.
  • Criticidade.
  • Componente afetado.
  • Condição de garantia.
  • Horímetro ou medidor atual.

Registrar apenas o local, como “setor de produção”, não permite identificar qual ativo apresentou o problema.

3. Descrição da ocorrência

A abertura deve registrar o que foi percebido sem transformar automaticamente a observação em diagnóstico.

Exemplos de informações importantes:

  • Data e hora da ocorrência.
  • Pessoa que identificou o problema.
  • Atividade executada no momento.
  • Sintoma percebido.
  • Alarmes apresentados.
  • Ruídos, odores ou vibrações incomuns.
  • Perda de desempenho.
  • Interrupção total ou parcial.
  • Condições ambientais.
  • Ações realizadas antes da chegada da manutenção.
  • Fotografias ou outras evidências.

Uma descrição adequada seria:

O equipamento interrompeu o funcionamento durante a operação e apresentou o alarme indicado no painel. Foram realizadas duas tentativas de reinicialização, sem restabelecimento.

A solicitação deve descrever a ocorrência observada. A causa será registrada após o diagnóstico.

4. Impacto e prioridade

Avalie:

  • Risco para as pessoas.
  • Impacto ambiental.
  • Interrupção da produção.
  • Efeito sobre a qualidade.
  • Equipamentos dependentes.
  • Existência de redundância.
  • Possibilidade de agravamento.
  • Quantidade de clientes afetados.
  • Custo da indisponibilidade.
  • Prazo para atendimento.

Uma classificação possível é:

PrioridadeCaracterística
EmergencialExige ação imediata
AltaImpacto relevante e prazo curto
MédiaProblema controlado, mas precisa ser corrigido
BaixaImpacto pequeno e possibilidade de programação

A prioridade não deve depender apenas de quem solicitou o serviço. É recomendável utilizar critérios previamente definidos.

5. Condição de segurança e contenção

Antes do reparo, informe:

  • Se o equipamento está parado.
  • Se foi isolado.
  • Se existe risco residual.
  • Se pode continuar funcionando.
  • Se houve contenção temporária.
  • Se a área está liberada.
  • Se existem orientações específicas para acesso.
  • Quem autorizou a intervenção.

Esses campos não substituem os procedimentos de segurança adotados pela empresa. Sua função é registrar a condição encontrada e as ações controladas pelo processo de manutenção.

6. Diagnóstico

O diagnóstico deve registrar o problema técnico identificado após a avaliação.

Podem ser incluídos:

  • Componente afetado.
  • Testes realizados.
  • Medições.
  • Evidências encontradas.
  • Modo de falha.
  • Extensão do dano.
  • Condição de componentes relacionados.
  • Hipóteses descartadas.
  • Necessidade de desmontagem.
  • Recomendação de reparo.

Quando a causa ainda não for conhecida, isso deve ser informado. Não é recomendável registrar uma suposição como conclusão definitiva.

7. Planejamento do reparo

Inclua:

  • Técnico ou equipe.
  • Especialidade necessária.
  • Tempo estimado.
  • Materiais previstos.
  • Peças de reposição.
  • Ferramentas.
  • Instrumentos de medição.
  • Serviços terceirizados.
  • Documentos técnicos.
  • Necessidade de parada.
  • Data programada.
  • Condições necessárias para execução.

Em uma emergência, o planejamento pode ser simplificado, mas os materiais e recursos utilizados devem ser informados ao final.

8. Registro da execução

Durante o atendimento, registre:

  • Data da execução.
  • Horário de chegada.
  • Horário de início.
  • Horário de interrupção.
  • Horário de retomada.
  • Horário de término.
  • Profissionais envolvidos.
  • Atividades realizadas.
  • Componentes reparados.
  • Peças substituídas.
  • Materiais consumidos.
  • Serviços terceirizados.
  • Ajustes realizados.
  • Medições antes e depois.
  • Dificuldades encontradas.

Os horários permitem separar tempo de resposta, tempo de espera, tempo de reparo e indisponibilidade total.

9. Causa da falha

A causa pode estar relacionada a:

  • Desgaste.
  • Falta ou excesso de lubrificação.
  • Contaminação.
  • Instalação inadequada.
  • Ajuste incorreto.
  • Sobrecarga.
  • Componente incompatível.
  • Falha de vedação.
  • Condição ambiental.
  • Procedimento inadequado.
  • Defeito de fabricação.
  • Falha elétrica.
  • Ausência de inspeção.
  • Intervenção anterior inadequada.
  • Causa ainda não determinada.

Expressões como “desgaste natural” devem ser utilizadas com cuidado. Uma classificação genérica pode esconder condições relacionadas a operação, ambiente, montagem ou especificação.

10. Testes e validação

Antes da liberação, registre:

  • Teste realizado.
  • Duração do teste.
  • Condição de operação.
  • Valores medidos.
  • Limites esperados.
  • Resultado.
  • Presença de vazamentos ou ruídos.
  • Funcionamento dos dispositivos relacionados.
  • Responsável pela validação.
  • Restrições temporárias.

O teste precisa estar relacionado à falha corrigida. Apenas informar “testado e aprovado” pode ser insuficiente em equipamentos críticos.

11. Encerramento

Confirme:

  • Se o reparo foi concluído.
  • Se a falha foi eliminada.
  • Se o equipamento foi liberado.
  • Se existem restrições.
  • Se há materiais pendentes.
  • Se uma nova OS precisa ser criada.
  • Se existe acompanhamento programado.
  • Se a causa foi registrada.
  • Se os custos foram informados.
  • Se o responsável validou o atendimento.

Uma OS não deve ser encerrada apenas porque o técnico deixou o local.

Sintoma, diagnóstico, causa e solução: qual é a diferença?

Esses conceitos devem ser registrados separadamente.

InformaçãoPergunta respondidaExemplo
SintomaO que foi percebido?Equipamento não inicia
DiagnósticoQual problema técnico foi encontrado?Contator não fecha o circuito
CausaPor que o problema ocorreu?Contatos danificados após aquecimento recorrente
SoluçãoO que foi feito?Componente substituído e conexão corrigida
TesteComo o resultado foi confirmado?Funcionamento acompanhado em diferentes ciclos

Misturar essas informações dificulta a análise posterior.

Por exemplo, “motor queimado” pode ser apenas uma avaliação inicial. O diagnóstico precisa confirmar a condição, e a análise pode indicar que a falha foi provocada por sobrecarga, ventilação inadequada ou problema de alimentação.

Resumo dos campos recomendados

GrupoInformações
IdentificaçãoNúmero, data, situação, solicitante e prioridade
EquipamentoCódigo, descrição, localização e criticidade
OcorrênciaSintoma, momento, alarmes e impacto
SegurançaIsolamento, riscos e contenção
DiagnósticoComponente, testes, medições e modo de falha
PlanejamentoEquipe, prazo, peças e ferramentas
ExecuçãoHorários, atividades e materiais
CausaOrigem confirmada ou hipótese
ValidaçãoTestes, medições e responsável
EncerramentoCondição final, pendências e liberação

Como fazer uma ordem de serviço corretiva?

1. Registre a ocorrência

Colete as informações com a pessoa que identificou o problema.

Pergunte:

  • O que aconteceu?
  • Quando aconteceu?
  • O equipamento parou completamente?
  • Algum alarme foi apresentado?
  • O problema já ocorreu antes?
  • Alguma ação foi tentada?
  • Existe risco de agravamento?
  • Há outro equipamento disponível?

Evite iniciar a OS apenas com “máquina com defeito”.

2. Identifique o ativo correto

Confirme código, localização, modelo e componente afetado.

Equipamentos semelhantes instalados no mesmo local podem possuir históricos e peças diferentes.

3. Classifique a prioridade

Avalie risco, impacto, criticidade e alternativas operacionais.

Uma falha em um equipamento reserva não deve receber automaticamente a mesma prioridade de uma falha em um ativo sem redundância.

4. Registre as medidas iniciais

Informe se o equipamento foi parado, isolado ou mantido em funcionamento com alguma restrição.

Toda solução temporária deve apresentar prazo e responsável.

5. Faça o diagnóstico

O diagnóstico pode envolver:

  • Inspeção visual.
  • Consulta ao histórico.
  • Entrevista com o operador.
  • Análise de alarmes.
  • Medições.
  • Testes funcionais.
  • Comparação com parâmetros.
  • Verificação de componentes.
  • Consulta a documentos técnicos.

Não substitua o diagnóstico pela troca sucessiva de peças sem registrar as verificações realizadas.

6. Planeje a intervenção

Determine equipe, materiais, duração, ferramentas e condições necessárias.

Se o reparo for adiado, registre:

  • Motivo.
  • Risco avaliado.
  • Medida temporária.
  • Data prevista.
  • Responsável pelo acompanhamento.

7. Execute e documente

Registre o que realmente foi realizado. Caso o escopo mude, atualize a ordem ou crie uma OS relacionada.

8. Realize os testes

Confirme o funcionamento do equipamento nas condições necessárias.

Quando possível, registre valores antes e depois do reparo.

9. Identifique a causa

Nem toda falha exige uma investigação extensa. Entretanto, falhas críticas, recorrentes ou de custo elevado podem exigir uma análise mais detalhada.

A OS pode registrar a causa confirmada, uma causa provável ou informar que a investigação continuará em outro documento.

10. Encerre e acompanhe

Verifique se o equipamento foi liberado e se existem pendências.

Quando necessário, programe:

  • Nova inspeção.
  • Análise de causa.
  • Modificação no equipamento.
  • Revisão de procedimento.
  • Treinamento.
  • Atualização do plano preventivo.
  • Aquisição de componente reserva.

Modelo de ordem de serviço de manutenção corretiva

Identificação

Número da OS:
Data e hora da abertura:
Situação:
Prioridade:
Solicitante:
Setor responsável:
Origem da solicitação:

Equipamento

Nome do equipamento:
Código ou patrimônio:
Marca e modelo:
Número de série:
Localização:
Criticidade:
Componente afetado:
Medidor atual:

Ocorrência

Data e hora da ocorrência:
Sintoma relatado:
Alarme apresentado:
Condição de operação:
Impacto provocado:
Ações já realizadas:
Equipamento parado:
Existe redundância:

Avaliação inicial

Riscos identificados:
Medida de contenção:
Equipamento isolado:
Pode continuar operando:
Restrições:

Diagnóstico

Condição encontrada:
Testes realizados:
Medições:
Componente com falha:
Modo de falha:
Causa confirmada ou provável:

Planejamento

Técnico ou equipe:
Data programada:
Duração prevista:
Materiais previstos:
Peças necessárias:
Ferramentas e instrumentos:
Orientações aplicáveis:

Execução

Data da execução:
Horário de chegada:
Início do diagnóstico:
Início do reparo:
Término do reparo:
Técnicos envolvidos:
Serviço realizado:
Peças substituídas:
Materiais utilizados:
Tempo de espera:

Testes

Teste realizado:
Duração:
Medições finais:
Resultado:
Responsável pela validação:

Encerramento

Condição final:
Equipamento liberado:
Restrições:
Pendências:
Nova OS relacionada:
Acompanhamento necessário:
Data de encerramento:
Responsável pelo encerramento:

Exemplo preenchido de OS corretiva

Número da OS: COR 004287
Data da abertura: 21 de julho de 2026, às 8h15
Situação: Concluída
Prioridade: Alta
Solicitante: Responsável da operação
Origem: Comunicação do operador

Equipamento: Bomba centrífuga
Patrimônio: BOM 018
Marca e modelo: Equipamento Exemplo
Localização: Área de utilidades
Criticidade: Alta
Componente afetado: Conjunto de vedação

Data da ocorrência: 21 de julho de 2026, às 7h55

Sintoma relatado: Presença de vazamento e redução do desempenho durante a operação.

Impacto: O equipamento foi retirado de operação. A unidade reserva foi acionada para manter o processo.

Medida inicial: Equipamento desligado, isolado e disponibilizado para avaliação da manutenção.

Horário de chegada do técnico: 8h35
Início do diagnóstico: 8h45

Condição encontrada: Vazamento identificado na região do conjunto de vedação. Os demais componentes acessíveis foram inspecionados.

Testes e verificações: Inspeção do conjunto, verificação das conexões e avaliação das condições do componente removido.

Diagnóstico: Perda da capacidade de vedação do componente.

Causa provável: Desgaste do conjunto, com necessidade de acompanhamento das condições de operação nas próximas inspeções.

Planejamento: Substituição do componente, revisão das conexões e teste de funcionamento.

Início do reparo: 9h20
Término do reparo: 10h35

Serviço realizado:

  • Remoção do componente danificado.
  • Limpeza das superfícies relacionadas.
  • Instalação do novo conjunto.
  • Conferência das conexões.
  • Montagem e preparação para teste.

Material utilizado: Um conjunto de vedação compatível e materiais auxiliares de manutenção.

Teste final: O equipamento foi colocado em funcionamento e acompanhado durante o período definido pela equipe. Não foram observados vazamentos, e o desempenho permaneceu dentro das condições esperadas.

Condição final: Equipamento liberado para operação.

Pendência: Realizar inspeção de acompanhamento na próxima semana.

Nova OS relacionada: INS 004301

Encerramento: 21 de julho de 2026, às 11h20.

Esse exemplo separa o sintoma relatado, a condição encontrada, o diagnóstico, a causa provável, o reparo e o teste final. Dessa forma, o histórico permanece mais claro e pode ser utilizado em análises futuras.

Como controlar o tempo da manutenção corretiva?

Uma única informação de duração pode esconder diferentes etapas.

É recomendável registrar:

  • Horário da ocorrência.
  • Horário da solicitação.
  • Horário da chegada.
  • Início do diagnóstico.
  • Início do reparo.
  • Tempo aguardando material.
  • Tempo aguardando liberação.
  • Término do reparo.
  • Início do teste.
  • Liberação do equipamento.

Esses horários permitem analisar:

Tempo de resposta

Período entre a solicitação e o início do atendimento.

Tempo de diagnóstico

Período utilizado para identificar o problema.

Tempo de espera

Período em que o reparo ficou interrompido por falta de peças, acesso, equipe ou autorização.

Tempo de reparo

Período efetivamente utilizado na intervenção.

Tempo de indisponibilidade

Período total em que o equipamento permaneceu incapaz de cumprir sua função.

Separar esses tempos ajuda a identificar se o atraso está no deslocamento, no diagnóstico, no estoque, na execução ou na validação.

Quando realizar uma análise de causa?

Uma investigação mais detalhada pode ser necessária quando a falha:

  • É recorrente.
  • Afeta um ativo crítico.
  • Provoca longa indisponibilidade.
  • Apresenta custo elevado.
  • Gera risco relevante.
  • Afeta a qualidade.
  • Continua ocorrendo após reparos.
  • Envolve vários equipamentos semelhantes.
  • Não possui causa evidente.
  • Pode provocar consequências maiores.

A análise deve procurar explicar por que a falha aconteceu e quais condições permitiram sua ocorrência.

Trocar um componente restaura o equipamento, mas não garante que o problema não voltará. Se a causa estiver relacionada a instalação, operação, ambiente ou especificação, outras ações poderão ser necessárias.

Como controlar peças e materiais?

A OS deve diferenciar materiais previstos e utilizados.

Registre:

  • Código do item.
  • Descrição.
  • Quantidade.
  • Unidade.
  • Lote ou número de série, quando aplicável.
  • Local de retirada.
  • Custo.
  • Componente retirado.
  • Destino do material removido.
  • Condição de garantia.
  • Devolução de itens não utilizados.

Esse controle permite calcular o custo do reparo e acompanhar componentes substituídos com frequência.

Quais indicadores podem ser gerados?

As ordens corretivas podem fornecer dados para:

  • Quantidade de corretivas abertas.
  • Quantidade de emergências.
  • Tempo médio de resposta.
  • Tempo médio de reparo.
  • Tempo médio entre falhas.
  • Indisponibilidade dos ativos.
  • Custo por equipamento.
  • Horas de manutenção corretiva.
  • Consumo de peças.
  • Falhas por componente.
  • Reincidência.
  • Percentual de reparos concluídos na primeira intervenção.
  • Tempo de espera por materiais.
  • Distribuição das causas.
  • Corretivas originadas em preventivas.
  • Quantidade de ordens vencidas.
  • Relação entre manutenção preventiva e corretiva.

Os resultados dependem da qualidade dos registros. Ordens encerradas apenas com “serviço concluído” não oferecem dados suficientes para analisar confiabilidade ou recorrência.

Ordem corretiva no Word, Excel ou sistema

Modelo no Word

Pode ser utilizado quando:

  • Existem poucas ordens.
  • O formulário precisa ser impresso.
  • O atendimento é realizado individualmente.
  • Não há necessidade de acompanhamento em tempo real.

Sua limitação está no controle dos históricos, prazos e indicadores.

Modelo no Excel

Uma planilha pode ajudar a:

  • Listar ordens abertas.
  • Controlar prioridades.
  • Registrar responsáveis.
  • Calcular prazos.
  • Acompanhar custos.
  • Filtrar equipamentos.
  • Identificar reincidências.
  • Criar indicadores iniciais.

Entretanto, fotografias, checklists, assinaturas e várias atualizações simultâneas podem tornar o controle mais difícil.

Sistema de manutenção

Um sistema de ordem de serviço ou CMMS pode centralizar:

  • Cadastro de ativos.
  • Solicitações.
  • Priorização.
  • Agenda da equipe.
  • Aplicativo móvel.
  • Fotografias.
  • Materiais.
  • Horas trabalhadas.
  • Histórico.
  • Ordens relacionadas.
  • Causas de falha.
  • Custos.
  • Indicadores.
  • Integrações.

A escolha deve considerar o volume de ordens, a criticidade dos ativos, a distribuição da equipe e a necessidade de informações em tempo real.

Erros comuns nas ordens corretivas

Registrar uma descrição genérica

“Equipamento com problema” não ajuda o técnico a preparar o atendimento.

Confundir relato com diagnóstico

O sintoma informado pelo operador não deve ser registrado automaticamente como causa.

Não identificar o ativo

O histórico perde valor quando a ordem está vinculada apenas ao setor.

Definir tudo como emergência

Quando todas as ordens recebem prioridade máxima, a equipe deixa de possuir um critério real de atendimento.

Trocar peças sem registrar as verificações

A substituição pode restabelecer temporariamente o funcionamento sem esclarecer a causa.

Não controlar o tempo de espera

A duração total pode ser atribuída ao reparo mesmo quando a maior parte do atraso ocorreu pela falta de materiais.

Não registrar materiais

Sem os itens utilizados, o custo real da manutenção permanece incompleto.

Encerrar sem teste

O reparo precisa ser validado nas condições aplicáveis ao equipamento.

Utilizar “desgaste natural” para todas as causas

Uma classificação ampla demais impede análises sobre instalação, operação, ambiente ou especificação.

Não criar uma nova ordem para pendências

Toda recomendação deve possuir responsável, prazo e forma de acompanhamento.

Não consultar o histórico

Falhas recorrentes podem ser tratadas como eventos isolados.

Como reduzir a reincidência das falhas?

Depois do encerramento, analise:

  • Se a mesma falha já ocorreu.
  • Qual componente foi substituído anteriormente.
  • Quanto tempo durou o último reparo.
  • Se a causa foi confirmada.
  • Se existiam recomendações pendentes.
  • Se a manutenção preventiva precisa ser alterada.
  • Se a peça utilizada é adequada.
  • Se as condições de operação mudaram.
  • Se outros equipamentos podem apresentar o mesmo problema.
  • Se é necessário revisar procedimentos ou treinamentos.

Uma sequência de ordens semelhantes pode indicar que a equipe está corrigindo o efeito sem eliminar a origem do problema.

Conclusão

A ordem de serviço de manutenção corretiva organiza todas as informações necessárias para controlar uma intervenção após a identificação de uma falha ou anormalidade.

Ela deve apresentar o equipamento, o sintoma, a prioridade, o impacto, o diagnóstico, os materiais, as atividades realizadas, a causa e os testes finais.

Também é importante separar o tempo de resposta, diagnóstico, espera e reparo. Essa divisão permite entender por que o equipamento permaneceu indisponível e onde o processo pode ser melhorado.

Quando as ordens são preenchidas de maneira padronizada, a empresa constrói um histórico capaz de revelar falhas recorrentes, ativos com custos elevados e oportunidades de melhoria nos planos preventivos.

A OS corretiva deixa de ser apenas um comprovante do reparo e passa a funcionar como fonte de informação para aumentar a confiabilidade dos equipamentos.

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Os dados pessoais podem ser tratados de diversas formas no âmbito do exercício das atividades da IClass. Nós tratamos seus Dados Pessoais, principalmente, para que seja possível viabilizar a nossa relação comercial, cumprir algumas obrigações contratuais e legais, bem como engajarmos a nossa marca.

Realizamos o tratamento de dados pessoais para finalidades legítimas e específicas, especialmente, para atividades de marketing e comercial, para compartilhar novas funcionalidades com os clientes, compartilhar conteúdos, elaborar relatórios e integrar informações ao CRM.

Ao preencher qualquer formulário de contato no domínio “www.iclass.com.br”, o usuário autoriza a equipe comercial da IClass entrar em contato por telefone e email através de informações cedidas voluntariamente pelo usuário.

Ao concordar com os termos de política de privacidade o usuário concorda em receber email informativos, conteúdos sobre a empresa, promoções e campanhas de marketing.

É responsabilidade do usuário conferir e tomar ciência da política de privacidade do Controlador. 

USOS PROIBIDOS

O usuário  está proibido de usar o site ou o conteúdo para: (a) fins ilícitos; (b) solicitar outras pessoas a realizar ou participar de quaisquer atos ilícitos; (c) violar quaisquer regulamentos internacionais, provinciais, estaduais ou federais, regras, leis ou regulamentos locais; (d) infringir ou violar nossos direitos de propriedade intelectual ou os direitos de propriedade intelectual de terceiros; (e) para assediar, abusar, insultar, danificar, difamar, caluniar, depreciar, intimidar ou discriminar com base em gênero, orientação sexual, religião, etnia, raça, idade, nacionalidade ou deficiência; (f) apresentar informações falsas ou enganosas; (g) fazer o envio ou transmitir vírus ou qualquer outro tipo de código malicioso. (h) coletar ou rastrear as informações pessoais de outras pessoas; (i) para enviar spam, phishing, pharm, pretext, spider, crawl, ou scrape; (j) para fins obscenos ou imorais; ou (k) para interferir ou contornar os recursos de segurança do Serviço ou de qualquer site relacionado, outros sites, ou da Internet. Reservamos o direito de rescindir o seu uso do Serviço ou de qualquer site relacionado por violar qualquer um dos usos proibidos.

 

ACORDO INTEGRAL

Caso não exerçamos ou executemos qualquer direito ou disposição destes Termos de Uso, isto não constituirá uma renúncia a tal direito ou disposição.

Estes Termos de Uso e quaisquer políticas ou normas operacionais postadas, por nós, neste site ou no que diz respeito ao serviço constituem a totalidade do acordo  entre nós. Estes termos regem o seu uso do Serviço, substituindo quaisquer acordos anteriores ou contemporâneos, comunicações e propostas, sejam verbais ou escritos, entre nós e o usuário (incluindo, mas não limitado a quaisquer versões anteriores dos Termos de Uso).

Quaisquer ambiguidades na interpretação destes Termos de Uso não devem ser interpretadas contra a parte que os redigiu.

 

LEGISLAÇÃO APLICÁVEL

Estes Termos de Uso são regidos e interpretados de acordo com as leis brasileiras.

 

ALTERAÇÕES DOS TERMOS DE USO

O usuário poderá rever a versão mais atual dos Termos de Uso a qualquer momento nesta página.

Reservamos o direito, a nosso critério, de atualizar, modificar ou substituir qualquer parte destes Termos de Uso ao publicar atualizações e alterações no nosso site. É sua responsabilidade verificar nosso site periodicamente. Seu uso contínuo ou acesso ao nosso site ou ao Serviço após a publicação de quaisquer alterações a estes Termos de Uso constitui aceitação dessas alterações.

 

INFORMAÇÕES DE CONTATO

As perguntas sobre os Termos de Uso deverão ser enviadas através do contato@iclass.com.br.